\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
Letras de Uma Paixão Lucas Sasdelli Capítulo 3 – Olhos Certos. “Tento te encontrar Tanto para dizer Meu amor, tudo bem!”
– Detonautas – Olhos Certos. Bom.. sonhei
com ele essa noite, sim eu consigo lembrar dos meus sonhos, de fato eu
consigo lembrar cada detalhe deles e quando eu estou muito
“encanado” com alguma coisa, ou alguém, provavelmente eu sonho
com isso. Vou
transcrevê-lo aqui para vocês!!! O legal é que ele serve como sugestão para
eu poder chegar nele, mas não vai além disso, porque vocês sabem né? O sonho
sempre acaba quando chega na melhor parte. ** A aula tinha
acabado e então desci as escadas para ir embora, o avistei no bebedouro, e
como não sou bobo, fui beber água. Quando ele
terminou de beber, ele se virou, e me encarou.... Olhei para
ele.. tremia de medo.. não agüentava nem mexer... mas timidamente arrisquei
falar com ele: - Eh.. Oi,
você é da Letras. - Acho que
você já sabe a resposta. – Me encarou com um sorriso no rosto, calmo,
controlado e muito provocante. Pegou na minha mão e disse: - Tremendo? Não
está tão frio assim, acho que você está com medo de alguma coisa, ou alguém,
quem sabe... - Eh...
– Confesso que estava quase chorando. – Desculpe se te incomodei. Nesse
momento ele apertou a minha mão e levou ao peito dele. - Pode não
parecer, mas estou tão nervoso quanto você. Aquele
momento foi único. Eu estava sentindo o coração dele bater, e de fato, ele
batia muito acelerado, isso siguinificava que ele estava apreensivo e que
também me amava... Esqueci onde estava e deitei o meu rosto no peito dele,
para escutar aquelas batidas e ter certeza daquele amor... senti o cheiro
dele, do perfume dele, que não sei qual é, mas era muito bom... bem
docinho... O menino da Letras
levantou o meu rosto, me encarou mais uma vez, desmontando-me por completo e
me beijou.... lagrimas rolaram dos meus olhos, eu estava realizado!!! O meu
sonho.. aquela boca macia... aquela língua astuta... as minhas lagrimas, as
batidas dos nossos corações, tudo isso se somando naquele beijo eterno.... Olhei para
os lados e vi que tinham dezenas de pessoas nos olhando, algumas amolecidas,
outras rindo e outras com cara de nojo. Fiquei um pouco apreensivo, mas o meu
menino olhou para elas com desprezo, me abraçou e me beijou novamente!!!! O
suficiente para eu poder dizer: “eu amo você”. **. Esse foi o
meu sonho! Quando eu acordei eu quase me joguei pela janela.. como eu queria
que tivesse sido real... O dia passou
rápido e então sai de casa e cheguei todo animado na faculdade!!!! Iria encontrar
com ele e com certeza se ele não tomasse a iniciativa, eu tomaria. Passando
pelo corredor da Letras o avistei. Estava sozinho... olhando perdido... Então
o encarei!!! Ele olhou para mim, balançou a cabeça e entrou na sala, sem
dizer nada... o que aconteceu??? Passei a
aula de Comércio Internacional toda com a cabeça baixa.. No meu sonho eu
consegui sentir o cheiro dele, lembram? Não sei se é esse o mesmo cheiro que
ele tem, mas mesmo assim eu estava totalmente domado por essas lembranças
irreais. Peguei o meu
caderno e comecei a desenhá-lo.. nossa, ficou horrível... escrevi alguns
poemas, enquanto a aula acontecia, mas como eu poderia prestar atenção em
alguma coisa a não ser naquele menino que me entorpecia? Quando amamos uma
pessoa ficamos meio que obtusos com aquilo. Fiquei
remoendo aquele sonho no qual ele me pegava em seus braços, afagava o meu
cabelo e me beijava na frente de todos! A doçura daquele beijo, o calor
daquele corpo e o amor daquele coração que batia acelerado por mim... só
podia ser um sonho mesmo... porque eu não posso ser feliz como os outros?
Porque tem que ser tudo tão mais difícil??? Se já é complicado chegar em uma
pessoa de outro sexo, do mesmo é mais ainda, porque corremos o risco até
mesmo de sermos agredidos... Viver numa sociedade atrasada na qual até mesmo
o Papa, da famigerada Igreja Caótica, combate à camisinha e os homossexuais,
como se nós fossemos incapazes de amar e de sermos amados, é terrível. Não
precisava ser assim. Quando uma
lagrima escorreu furtivamente do meu rosto e caiu em cima do meu caderno,
percebi que não tinha condições de continuar naquela aula, então sai de sala
e fui chorar, sozinho, em casa... mais uma vez pensando, sofrendo e amando
aquela pessoa que eu não sabia nem o nome. Desci as
escadas e quando já estava saindo do prédio, que era dividido pelo meu curso
e pela Letras, ouvi uma voz a me chamar. - O que
foi??? – Respondi rudemente, não queria que me flagrassem naquele
estado deplorável. Virei e, para meu espanto, era ele. - Desculpe.
– Fiquei sem o que falar. Mas acabei assustando-o e antes que ele fosse
embora eu o segurei. - Eu que
devo me desculpar. Mas, em que posso ajudar? - Preciso
tirar uma dúvida com você. Podemos conversar em particular? - Claro!
– Bom, não posso dizer que estava realizado, ele poderia muito bem
pedir para que eu parasse de o encarar, pois alguns colegas dele poderiam
perceber e isso poderia ser ruim para ele. Mas também, poderia ser o início
de algo bom... quem sabe? |