Milênio de Prata versão Sailor H  
MILLÊNIO DE PRATA 
Versão Sailor H



Capítulo 15: O amor que cura e perdoa 
 
 

Alan me levou ao meu quarto. Me sentei e abaixei a cabeça:
- Foi minha culpa. Eu fui tola, quis separar minha filha do homem que ela ama. Quando mandei Hika mostrar sua lealdade matando o meu futuro neto espancando Serenity, não pensei na minha filha, minha… minha única herdeira.
- Mamãe… não foi sua culpa… minha irmã… ela é forte… com certeza não foram só os socos de Hika. 
- Hoje… eu levantei amando minha filha com todas as forças… eu a odiei… e agora…
Eu começo a chorar desesperadamente.
- Mãe… chore… chorar limpa a alma.
Meu filho me abraça com força e chora comigo.

---------------------------------------------AÍ---------------------------------------

Eu levo meu pequeno Sora até o quarto dele. E começo a fazer carinho nele, estava tentando não pensar no amanhã, só no agora, na pequena chance que tínhamos de salvar a princesa.
- Mamãe – disse Sora que estava sentado no meu colo com a cabeça encostada no meu peito
- O que foi?
- O que aconteceu com minha tia? Porque ela dormiu daquele jeito? Ela tava com sono? Porque a vovó e a Hika ficaram daquele jeito? O que é estar morta? É muito ruim?
- É, sua tia dormiu. Sua avó e a Hika ficaram daquele jeito porque… - eu busquei as melhores palavras que pude encontrar – ela pode nunca mais acordar. Estar morta é isso.
- Quer dizer que… a gente dorme… e nunca mais acorda.
- É. Mas é porque bateram muito na sua tia, por isso ela…
- Eu to com medo…
- Não tenha medo. Isso não acontece do nada. É preciso que você esteja muito doente.
- Então o Kurá vai fazer ela acordar?
- É que ninguém sabe se ele vai conseguir.
- Ele vai conseguir! Kurá é o melhor! Ele consegue, mamãe!!!!
- Espero que sim.
Batem na porta.
- Quem é?
- Sou eu!
- Marte? Entre!
- Imaginei que você estava aqui. Já que não estava no seu quarto.
- Eu vim ficar com meu filho.
- Entendo. Mas a Corte está convocando uma reunião. Contará com a participação do príncipe Endymion.
- Sério?
- Sim. Virão ele e Malachite, o seu guardião.
- Ok. Mas, e o Sora?
- Não se preocupe – ela bate palmas e um homem surge – Não sei se você já ouviu falar em Hijou, o general da minha cavalaria. Ele cuida do seu filho.
- Será um prazer, minha estimada princesa.
- Obrigada.
- Tome. Está aceita como Sailor Senshi novamente.
Eu pego minha caneta transformadora e me transformo em Sailor Vênus.
- Vamos.
Algum tempo depois eu abro a porta da sala de reuniões. Vejo que a mesa tinha sido quase toda ocupada. Eu me sento ao lado do meu querido Alan, que estava ao lado da rainha Serenity, acariciando sua mão. Enquanto Marte se senta ao lado da filha, que estava entre ela e seu marido.
- Agora só falta o Endymion! Parece que os terráqueos não são pontuais – disse Lua
A porta se abre quase ao mesmo tempo que Lua termina a frase. Era Endymion e um homem de cabelos longos e brancos, devia ser Malachite.
Endymion se senta e Malachite também, próximos à rainha. Quando eles se sentam:
- Essa reunião serei eu quem irei conduzir! Devido à acontecimentos recentes, a rainha não se sente muito bem. Por isso estará apenas presente. Então, eu, Alan, o príncipe da Lua e futuro rei do planeta Vênus, declaro o início da reunião.
Alan se senta. E Lua toma a palavra.
- Como sabemos, devido à traição de alto nível, no dia de hoje a princesa Aí, princesa e Sailor de Vênus, foi punida com a perda de seus poderes como Sailor. Após ouvir suplicas de Aí e da princesa Hika, outra das traidoras, a rainha decidiu dar ouvidos as 3 traidoras. E ao ouvir a rainha decidiu retirar os castigos.
Ouvi murmuros vindos de todas as partes do salão.
- Ao que parece, a intenção foi das melhores. Príncipe Endymion, você tem idéia da confusão que seu romance com a princesa da Lua gerou? Foi um alto nível de traição. Porém…
- Eu continuo – disse a rainha e se levantou – Eu tomei essa decisão pois ao ouvir Aí concordei que o único motivo de Aí e Hika, até mesmo Alan, terem tomado parte disso foi pela tentativa de purificar a Terra e uni-la ao Milênio de Prata através da minha filha. Porém… foi tarde demais.
A rainha iria começar a chorar. Não queria que toda a corte visse a rainha chorando. Alan cochicha algo no ouvido da rainha Serenity e ela se senta.
- Infelizmente a princesa está a beira da morte – disse Alan com uma voz triste – Não julguem ninguém por isso. Isso não foi culpa de ninguém. A princesa estava fraca e doente. Além de grávida.
Outro sussurro. Nem todos sabiam o que havia ocorrido hoje.
- Estamos reunidos para tomar uma decisão! Mas antes… gostaríamos de pedir ao príncipe Endymion e ao General Malachite que fizessem o juramento de lealdade perante o príncipe Alan! Que é a autoridade máxima neste momento, já que não poderemos contar com a participação da rainha e da princesa herdeira da Lua.
- Espere! Alan não pode tomar essa atitude. Há uma lei que não permite que o juramento seja feito diante de um homem – disse a rainha Serenity
- Mas…
- O juramento será feito diante à princesa Aí!
Mais murmuros.
- Aí NÃO É uma traidora! Caso Serenity morra, ela reinará sob a Lua. Porque é a esposa do meu filho. Mesmo que não seja uma mulher da Lua. Aí, por favor.
- Sim.
Eu me levanto e subo em cima da mesa, a rainha me entrega uma espada. Endymion sobe também, acompanhado por Malachite.
- Príncipe Endymion! General Malachite! Juram serem fieis a União do Milênio de Prata?
- Juro! – disseram os dois
- Juram obedecer às ordens da rainha e da princesa da Lua?
- Juro! – disseram os dois
- Caso este juramento seja quebrado, Selene, Hades, Hermes, Zeus e Afrodite os amaldiçoarão com muitas pragas, sofreram uma morte lenta e dolorosa.
Eu corto os meus pulsos e sai sangue, pego o sangue e faço o formato de um círculo, o símbolo da União do Milênio de Prata, na testa deles. Depois nós descemos. Alan enfaixa meu pulso que sangrava muito, de modo que eu já estava ficando tonta. Eu me sento, sentindo a perda do sangue. Alan me dá um pouco de água.
- Bom! Este conselho foi reunido hoje apenas para presenciar a nomeação dos dois como parte da União do Milênio de Prata! Amanhã, quando obtivermos o estado da princesa, continuaremos, julgando o futuro dos nossos reinos.
Nos retiramos. Eu vou falar com Endymion.
- Alteza…
- Não sabia que era tão importante, Sailor Vênus – falou Endymion com um sorriso
- É. Nunca achei que haveria a possibilidade de me tornar rainha da Lua. Mas eu não me tornarei, espero…
- Espero que Serenity fique bem.
- Eu também. Vão ficar na Lua?
- Sim, não ousaríamos voltar depois disso.
- É verdade. Eu… acho que já sei. Malachite?
- Sim.
- Pode achar o seu quarto sozinho?
- Sim, claro!
- Endymion! Venha comigo.
Endymion me segue e eu o levo até a rainha Serenity. Ele se curva perante ela.
- Gostaria de pedir-lhe desculpas, majestade.
- Não, Endymion, eu lhes devo desculpas.
- Majestade. Acha que Kurá deixaria Endymion ficar ao lado da princesa?
- Acho que… não sei…
- Ele poderia dar um apoio a ela.
- O que acham?
- Ótimo. Se estiver tudo bem para a senhora, majestade.
- Por mim tudo bem, mas… e Kurá?
Nós pedimos para falar com Kurá. A rainha ordena sua presença fora do quarto hospitalar.
- O que houve, majestade?
- Esse é o príncipe Endymion. Queremos que ele fique ao lado da princesa. Por um apoio. É uma ordem, Kurá!
- Ok! Sim, senhora!
No dia seguinte eu corro até a ala hospitalar logo que eu acordo. Vejo que Alan e a rainha já estavam lá. Logo que eu chego, a porta se abre, Kurá parecia cansado.
- Foi uma noite difícil para a princesa. Mas, ela se mostrou forte e capaz. Está viva, em breve deve recobrar os sentidos.
Eu e a rainha estávamos tão radiantes que nos abraçamos e beijamos (na bochecha).
 
 

NOTAS: Ai, esse foi grande, né?
Sailor H
 


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