\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
Mayabi Yoruno
Oraculo_lotus@yahoo.com.br Parte 3 de 5
#Local desconhecido: Vestida de preto Rei leva flores em uma mão, o terreno gramado do cemitério nunca a deixou com medo, já que estava acostumada a lidar com espíritos desde criança. A caminhada silenciosa a leva a um túmulo... Lá está escrito o nome de sua mãe. As flores são cuidadosamente colocadas em frente a lápide. “Mãe, estou com saudade” ela diz pesarosa. Não conseguia se lembrar nitidamente do rosto da mãe e isso a fazia ficar ainda mais triste. “Eu estou me esquecendo de como você era... Eu não quero me esquecer...” ela lamenta. De repente uma voz feminina invade seus ouvidos, a voz familiar da sua mãe... “Querida, eu também tenho saudades... eu não quero te esquecer...” Rei se vira e vê a mãe como na última lembrança que tem dela: magra, pálida, vestida numa roupa de hospital... morta! “Não me esqueça Rei, fique comigo... O abraço faz Rei sufocar, ela quer se livrar mas não consegue, o ar vai acabando e ela está morrendo”. #Hikawa jinja – quarto de Rei: “Não” ela sussurra em desespero e sem ar... “Eu não quero morrer!” ela grita finalmente, acordando exausta em sua cama. Nickolas entra alguns instantes depois no quarto. “O que houve!??” ele chega mais perto e vê Rei chorando. “Eu sonhei que estava morta, de novo...” ela respirou fundo ainda se lembrando de como estava sem ar há um minuto atrás e entrega seu rosto as mãos. O gesto perfurou o coração de Nickolas, ela sentia dor, e ele se sentia inútil por não poder tirar isso dela. Então ele a abraçou e ficaram muito tempo ali, compartilhando a dor. “Nick... eu preciso que você saiba uma coisa...“ diz Rei baixinho. “Não é melhor falarmos amanhã? Você tem que dormir agora...” ele responde. “Não vou conseguir dormir agora...” ela retruca e continua “eu confio muito em você... isso que vou dizer agora pode confirmar minha confiança.” Nickolas fica meio sem jeito quando ela começa a contar uma história, mas logo ele fica espantado com os fatos que ouve... Pela manhã as meninas estão reunidas no porão da casa de jogos de Andrew. Lua e Artemis não estão, na verdade não aparecem a algum tempo. “Onde estão Lua e Artemis?” perguntou Amy preocupada com os dois gatos... “Eu não sei” disse Serena “Ela está fora a uns dois dias”. “O Artemis também!” completou Mina. “Sei não, eu acho que esses dois estão aprontando!” disse Lita sorrindo “Será que teremos filhotinhos em breve?” “Lita” repreendeu Amy e logo depois teve que cair na gargalhada junto com as outras. Um barulho as pegou de surpresa e os dois gatos entraram no porão. “Onde os dois felinos estavam? Nos deixaram preocupadas?” disse Mina tentado ignorar a conversa anterior. “Pesquisando” disse Lua simplesmente. “Por que estão todas aqui? Aconteceu alguma coisa?” “Nenhuma novidade, mas preferimos vir para cá em vez de ficar no templo. O médico da Rei disse que ela tem que ficar em repouso, se fôssemos para lá ela certamente se cansaria rápido.” disse Serena meio triste. “Resolvemos visitá-la mais tarde.” Completou Amy. “Nós temos que falar com ela...” disse Lua séria. “Achamos um meio... acho que podemos ajudá-la!” completou Artemis, prendendo a atenção das garotas. # Hikawa Jinja – quarto de Rei: Ao acordar pela manhã Rei se surpreendeu com o que viu ao lado da sua cama. Um jarro com suas flores preferidas. Apenas uma pessoas conhecia aquele seu gosto. Ela se sentou na cama e pegou um cartão que estava ao lado do jarro. Nele estava escrito: Melhoras minha querida. Ela nem precisou ler a assinatura para saber quem tinha lhe mandado as flores. Apenas uma pessoa usava minha querida para chamá-la: seu pai. Ela sentiu uma pontada de raiva e outra de alívio por ele pelo menos saber o que tinha acontecido. #Hikawa jinja: A tarde estava muito bonita, o sol iluminava o templo plenamente e isso dava um pouco de energia ao lugar que anda um pouco sombrio nos últimos dias... No salão estão as cinco amigas conversando, Lua e Artemis vão começar a falar quando Nickolas entra na sala. Ele senta ao lado de Rei passando o braço por trás de seus ombros, abraçando e apoiando a garota ao mesmo tempo. “Podem continuar...” disse Rei vendo a estranheza do olhar de todos. “Tem certeza?” questionou Lua. Nickolas olhou e confirmou que realmente a gata tinha falado. Ele achou
que Rei estava delirando quando falou tudo sobre as Sailors na noite passada
mas aí estava a prova. Então Rei era tudo o que tinha dito
ser e muita coisa se encaixava então. Desde os sumiços durante
a noite, as reuniões constantes no templo e alguns pequenos ferimentos
que ela antes insistia serem de algum treinamento.
“O problema nesse caso é que não temos idéia se essa jóia realmente existiu, se a resposta for sim, ainda assim não sabemos onde está.” completou Lua. “Mas então o que pode ser feito?” antecipou-se Nickolas. “É provável que a tal pedra esteja no castelo do Reino de Marte, ou no que restou dele depois do ataque que dizimou o lugar” disse Lua. Rei sentiu-se mal ao ouvir aquilo, afinal era estranho saber de uma outra vida sua e como tudo tinha acabado... por um instante pensou poder se lembrar de tudo sobre o palácio real de Marte, mas a lembrança foi embora tão logo quanto veio. Amy está falando da possibilidade de ir buscar tal jóia, o que faz Rei voltar a realidade. “Sabemos que chegar no local por teletransporte é possível e o meu mini computador talvez possa nos guiar até ele.” “Então o que estamos esperando?” pergunta Nickolas. “Como assim nós?” diz Rei olhando incredulamente para o rapaz ao seu lado “Esse território é meu, tenho certeza que...” “Rei você fica!” diz Lua com autoridade fazendo Rei emitir uma expressão de protesto. Depois de um momento a garota é forçada a admitir para si mesma que não está em condições de partir nesse tipo de missão. “E quanto a você Nickolas, pode vir se nos ajudar a ganhar tempo.”
completou Artemis sabendo que nada no mundo o faria mudar de idéia...
Fim da parte 3
|