Stranged  
Stranged


Lucas Sasdelli
giantsweb@yahoo.com.br

 

- Desligue! – O garoto olhou para trás para ver quem lhe dera este comando e gelou... – Desligue o telefone.
- Ahh oi Noel.. Nossa! Veio pegar umas gatinhas? – Tentando não demonstrar nervosismo, ele o olhou e comentou amenidades... O infeliz comentário foi lançado devido ao fato de Noel estar trajado de um sobretudo e calça de linho negro, com um óculos escuro, valorizando os seus cabelos negros e sobrancelhas espessas.
- Não Bruno, eu vim pegar você! – O garoto a sua frente, que era seu colega de classe, gelou mais ainda. – Então é aqui que vocês se encontram... Hum.. Que sorte eu ter te encontrado antes que a chamasse, não é mesmo?
- Do que você ta falando cara? – Noel segurou o braço de Bruno.
- Exatamente disso que você tanto teme. – Ele o fitou, trazendo ainda mais nervosismo para o garoto. – Mas creio que podemos conversar sobre isso em um lugar mais calmo..
- Que isso cara? Eu não sei de nada...
- Bruno, eu costumo ser um péssimo jogador e odeio não ser correspondido, então pare com esse joguinho e aceite o meu singelo convite...
- Mas.. – Bruno estava relutante, assustado, não sabia o que fazer... – Tudo bem, acho que temos que conversar.

 Ambos foram para o estacionamento do shopping.
- Não sabia que você tinha carro... – A todo custo Bruno tentava amenizar a situação. – Opa! Uma BMW 540i ?
- Logo logo você vai entender.
- Entender o que? – O coração de Bruno não parava de bater forte, algo lhe dizia que aquilo tudo estava errado, que era uma cilada...

 Sem mais explicações, Noel seguiu calado durante todo o percurso. Bruno seguia atento o tempo todo, tentando não se perder e com isso manter um certo auto-controle.
 Dentro do confortável veiculo, o estranho Noel ouvia músicas, em alto volume, que iam de Oasis ( Where did it go all wrong? ) até Guns N Roses ( Stranged ).
 Bruno tinha a ligeira impressão de que o seu nervosismo era deliciado pelo seu colega, olhares maliciosos eram lançados a ele, do qual o faziam gelar... Quando tocou a música Vidrar vel til loftárása da banda Sigur Rós, ele teve a sensação de Noel estar realmente se divertindo... O humor dele parecia variar com certa facilidade, mais um motivo de pavor! Porque ele fora fazer isso? Porque foi se meter com a família dele?

- Chegamos. – Ele ignorou as suplicas de Bruno para saber onde estavam.

  Uma bela cobertura duplex com uma decoração muito singular e depressiva. Noel conduziu Bruno para o mini-estúdio musical, que tinha um computador de última linha e instrumentos profissionais.

-Acho que devo explicar tudo isso..
-..éh..
-Bom. Este grande amigo meu, Thiago Borty, é o dono disso tudo... Ele me conheceu através de uns contos que eu escrevi e publiquei na internet.. Ele e alguns outros me pediram para investir profissionalmente nisso.
-Ah que bacana cara!
-É ai que você entra! – De um sorriso forçado ao pânico, Bruno não queria entender o que ele achava que iria ser....
-Você.. Você quer a .. a minha opinião?
-Tolinho. – Noel sorriu maliciosamente. – Sua opinião? De um cara que faz escolhas pela capa? Ahh não.. não mesmo... – Noel tomou ar e continuou, algo que jogou Bruno em um mar de insiguinificância. – Mesmo assim eu acho que você sabe escrever, estou enganado?
-Éh.. eu sei escrever.. mas..
-Ótimo! – Interrompeu Noel. – Então.. – Ele abriu um arquivo no computador, do qual já tinha metade de uma estória escrita. – Você vai relatar a relação que você teve com a minha mãe. – Embora ele tenha se expressado de uma forma muito calma e fria, Bruno começou a tremer de nervosismo.
-Eu não tive...
-Eu já lhe avisei que não suporto estes joguinhos. – Afirmou Noel com veemência, interrompendo-o mais uma vez. – Senta e escreve logo!
-Chega! – Bruno ameaçou recuperar a auto-confiança e o auto-controle. – Eu vou embora.
-Não vai não... – Noel mostrou a ele uma faca com uma lamina enorme e um cabo de ouro. – Sabe.. Eu odeio ser contrariado... Ainda mais por um colega de classe que traiu a minha confiança com a minha própria mãe... Não.. não... Você vai ficar e escrever.
-Você não...
-Olha Bruno. – Mais uma vez, sem cerimônias, ele o interrompeu. – Estes últimos acontecimentos me deixaram, embora não pareça, perturbado. Então eu não aconselho que você venha a me testar, não.. não...
 
 

 Tremendo, Bruno voltou e tentou escrever... Mas Noel estava ficando, a cada palavra, mais impaciente, além de balançar a cabeça negativamente o tempo todo.

- Não... Não... Apague e reescreva de novo... Que horror, você escreve muito mal! – Em baixo destes “incentivos”, Bruno tentou e tentou escrever... – Nossa... a cada palavra pior... Chega!!!
- Ehh.... des ... desculpe....
- Eu entendo, você não tem culpa de ser tão... tão incapaz. – Respondeu Noel com azedume. – Ah o que eu farei com você agora?
- Podemos conversar, isso não prec....
- Não pedi a sua opinião, eu acho. – Ele foi até o armário e pegou uma sunga. – Plano B então.... Vista! 
- Vestir aqui?
- Algum problema? Acho que você não teve esse tipo de pudor com ela, não é mesmo? Não ... não... 
- Eu respei...
- Chhh! Não fale nada de vocês sem eu perguntar. Anda! Coloque a sunga! – Bruno então tirou nervosamente a sua roupa, revelando um membro, ainda dormente, mas proeminente. Ele teve a impressão de que, ao constatar isso, Noel sorrira.... Impressão, pois quando o encarou, para confirmar, viu apenas a costumeira cara fechada.
- Ehh.. aonde que eu coloco a minha roupa?
- Pode deixar aqui no quarto, iremos para a cobertura, arejar a cabeça sabe... – Embora parecesse boa a intenção, ele não podia deixar de ficar preocupado, pois as manias de Noel estavam se revelando cada vez mais bizarras.

 Bruno seguiu em frente em quanto Noel pegava um conjunto de facas esportivas.

- Ah legal a cober.. Que?!? Pra que isso???????????????????????????????????????????????????? – Bruno, ao ver o conjunto de facas, tremeu dês do seu primeiro fio de cabelo loiro até ao seu pé, que era pequeno e alvo.
- Ah não preocupe, eu acho.. – Noel já estava de sunga, dando mais uma vez a impressão de que aquilo foi meticulosamente planejado, e ele, Bruno, caíra facilmente na armadilha! Mais uma vez ele se perguntava “porquê fui me meter logo na família do meu colega? Que é um louco!”. – Pode ir para a piscina, fique a vontade.

 Ele prontamente atendeu ao pedido e ficou em pé em torno da piscina esperando novas instruções, confrontar aquele insano rapaz não era uma atitude muito sensata.

- Sabe Bruno, ao contrário do que muitos pensam, escoteirismo não é só.. hm.. safadeza, embora isso aconteça em larga escala... ah sim, e como. – Noel parecia delirar com as lembranças de suas aventuras como escoteiro mirim. – Eu particularmente era o melhor, sem falsa modéstia, nisso! – E lançou uma das facas, acertando certeiramente a cabeça de uma pop star que estava em um pôster, aparentemente com essa função.
- Aguilera, ahh como eu queria fazer isso pessoalmente. – Uma espécie de risada sarcástica e bizarra acompanhara o devaneio de Noel. – Mal posso esperar o Thiago trazer um pôster da Britney, hum... O QUE É ISSO?

 De tanto medo e temor pela vida, Bruno não resistira e acabou perdendo o controle, mijando em si mesmo. Ele tremia compulsoriamente e quando Noel se virou para ele, começou a chorar. O pânico o dominou quando ele se colocou no lugar do pôster da Aguilera.

- O Bruninho ta com medo! Que lindinho.. Ah que pena que você não anteviu que isso poderia ocorrer, acho que no momento que você estava por cima, com ela, jamais pensaria uma situação como essa, ou parecida com esta, pois, sem falsa modéstia, quem seria mais criativo do que eu?
- Por favor, desculpe!
- Ah, temo ser tarde demais... – Noel aproximou-se dele e começou a alisar o corpo tremulo do jovem rapaz. Passando a mão sob a sunga molhada, continuou. – Hum, que delicia esse cheiro de pavor e medo. – Levando a sua mão na boca, comentou. – Até que você tem um gostinho interessante... Nunca tinha experimentado um loirinho antes... – Noel abaixou e encostou a faca na rotula do joelho de Bruno. – Se você tentar alguma gracinha, te prometo que jamais irá andar novamente. – Então, seguro pela ameaça que fizera, ele começou a lamber a sunga de Bruno, que estava melada pelo medo, dor e pavor.... – Hum, uma delicia... Acho que agora você pode ter alguma esperança. – Ahh, Bruno, embora tomado pelo medo, não podia deixar de sentir prazer, o seu corpo não o obedecia mais. – Ta gostando viadinho? – Comentou Noel sarcasticamente. 
–  Olha, realmente você é delicioso... – Noel, para pavor de Bruno, deixou a sua distração de lado e voltou a atormentá-lo.
- Por favor, me deixe em paz! Eu faço tudo que quiseres!!!
- Hm, proposta interessante Bruninho, mas você está preparado para isso? Tem certeza? Devo lembrar que existem coisas piores que a morte....
- Prometa-me que me deixaras em paz que fareis tudo o que quiseres! – Frisou Bruno com firmeza.
- Ta bom... Vou pensar.. Enquanto isso brincarei mais um pouco... – O conceito de “brincadeira” dele era bastante deturpado, apavorando mais ainda o jovem loiro, branco e de olhos azuis que estava a sua frente, servindo como brinquedo dele, e tendo o pior dia, e pior pesadelo, de sua vida. 

 Noel enfiou a faca superficialmente no braço de Bruno. Fazendo este gritar alto, chorar e se descontrolar ainda mais.

- Calma Bruninho, foi apenas na pele, bem leve, nem ponto você vai levar. – Bruno o encarou com os seus olhos medrosos, pedindo por clemência. 

 Noel tirou a faca e no lugar dela enfiou o seu próprio dele, provocando um pequeno jorro de sangue... Ele pegou o liquido vermelho e espalhou por todo o corpo de Bruno, além de também prová-lo.

- Você realmente é uma delicia...Que brinquedinho delicioso... Há alguns minutos atrás você era um machinho seguro e valente, agora é apenas um brinquedinho, muito nervoso diga-se de passagem. – Bruno o encarou novamente com os seus olhos azuis chorosos, demonstrando bastante nervosismo.

 Noel levou Bruno para o quarto, que ainda estava de sunga e coberto de mijo e sangue, formando um odor de medo e pavor.

- Por favor, não me machuque mais... – Suplicou Bruno em um tom desesperado.
- Então seja uma boa menininha e faça o que eu mandar, tudo bem? – Ele concordou com a cabeça.

Noel o colocou na cama e sentou na frente dele.

- Agora é a sua vez de brincar! Que bacana isso, não é?
- Eu vou ter que te chupar?
- Claro! Isso não é o máximo? – Todos os neurônios machistas de Bruno estremeceram de pavor.

 Noel segurou os sedosos cabelos loiros de Bruno e conduziu a cabeça deste até o seu membro. Já o jovem garoto tremia de medo, ele era macho, homem, e estava sendo dominado, tomado, mas que opção ele tinha? A morte.... Ele poderia escolher, a sua “honra” ou a sua vida.
 Ele então escolheu, e começou a lamber a sunga de Noel, sentindo o formato e o cheiro do membro deste rapaz, ele estremeceu só de pensar no que o aguardava.

- Muito bem Bruninho! – Noel tirou a sunga. – Agora eu quero vê-lo usar toda a sua perícia, e lembre-se, nada de gracinhas!

 Bruno fechou os olhos, contou até três, e abocanhou de uma vez toda a virilidade de Noel. Lagrimas furtivas saltaram de seus olhos ao sentir o gosto amargo do pênis dele, antes a sua boca explorava com perícia esbeltos corpos femininos, agora era um objeto de prazer de um rapaz insano. Mas tudo isso era culpa dele, acostumado a vida fácil, a ficar com quem ele quiser, utilizando-se de sua beleza privilegiada, agora nada disso valia mais....

- Não estou gostando! Faça isso direito!!!! – Esbravejou Noel.

 Bruno, sem opção, começou a chupar do mesmo modo que gostava de ser chupado. Ele lambia, mordiscava, abocanhava e começara agora a soltar gemidos de Noel. Aquele odor, aquele sabor de homem começara a excitar o jovem e desesperado loirinho... “O que está acontecendo comigo? Eu sou macho! Eu sou homem!” mas a situação bizarra começava a afetá-lo, e a sua boca já lambia com perícia o membro do garoto que o possuía, até que este estremecera e jorrara em sua garganta uma quantidade incrível de gozo. Bruno engasgara com o gozo, que melava e grudava na sua boca, dando-lhe um gosto muito estranho, fazendo-o ter ânsias de vômito.

- Muito bem Bruninho!!!! Essa sua boca ta bem melhor do que a de muitas putinhas que peguei... Um profissional, quem diria, não é mesmo? – O olhar de Noel o penetrava, e fazia a sua posição de “homem” vacilar. Agora ele não tinha nem mais coragem para o encarar, era o seu brinquedo, a sua fêmea passiva.
- Por favor! Deixe-me ir agora... – Suplicou mais uma vez.
- Logo agora que a brincadeira está apenas começando? Não.. não...

 Bruno continuou inerte de bruços na cama, enquanto Noel explorava as suas costas manchadas de sangue. Com a boca tirou a sunga dele, revelando um traseiro alvo, liso e redondinho.

- Muitas mulheres dariam tudo para terem uma bundinha dessas, Bruninho você realmente é um instrumento de sexo perfeito! – De machão da turma a instrumento de sexo de um pervertido, os sentimentos de Bruno estavam em frangalhos, a sua identidade, auto-estima, tudo estava em cheque, sem rumo.
 Noel começou a invadir a intimidade de Bruno com o seu dedo... Gemidos de dor e suplicas do jovem loiro não o impediam de explorá-lo ainda mais, colocando mais dedos, até chegar a enfiar uns três de uma só vez, arrancando mais lagrimas do pobre garoto.

- Éh Bruninho, agora você vai pagar por se meter com a minha família, com a minha mãe, sem me respeitar... Você vai pagar perdendo de uma só vez toda essa sua pose de machão, pois serás a minha garotinha! 

 O traseiro de Bruno já estava um pouco relaxado, devido a iniciação com os dedos, mas para facilitar ainda mais a penetração Noel pegou um gel e passou em seu pênis.
 Ele colocou dentro dele a cabeça de seu membro, arrancando um urro de dor, pois era a primeira vez de alguém que jamais pensara em fazer algo do tipo.

- Está preparado Bruninho? – Noel segurou os ombros de Bruno e enfiou tudo de uma só vez.
- Aiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Bruno não resistiu e gritou bem alto, o pênis de Noel parecia ter rasgado o seu anus, queimando-o por dentro... Agora não eram lagrimas furtivas que caiam de seus olhos azuis, e sim muitas lagrimas em um jorro de dor e pavor.

 Noel sentiu um imenso prazer ao ver o seu “Bruninho” sofrer, e começou a estocar como um cavalo, metendo forte e incessantemente...

- Para! Por favor!!! Pare!!! Aiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! Eu não to agüentando.... – O corpo de Bruno balançava para frente e para trás inerte e sem reação, ele estava sendo dominado, tomado, rasgado....

 Noel continuava investindo cada vez mais forte, o seu suor se misturava com o dele, o sangue de Bruno agora estava em seu corpo, as lagrimas se confundiam em meio a todo este mar de terror.

- Pare!! Não!!! Por favor!!!!

 As palavras de Bruno serviam apenas para motivá-lo ainda mais!!! Ele segurava as ancas alvas dele e colocava tudo para dentro, arrancando gritos de dor....
 Bruno sentia aquele pênis o invadindo, como ele fizera com varias mulheres, ele jamais sonhara com um pesadelo de tamanha maguinitude. O corpo de Noel relava com o seu, ele sentia o cheiro de homem sob as suas costas, enquanto fortes estocadas arrancavam ainda mais lagrimas de seus tristes olhos azuis.
 Então eis que o corpo de Noel estremece e lança um jato de gozo dentro de Bruno.....
 O ex-machão da turma agora estava ali, deitado, inerte, com gozo saindo de seu anus dolorido... Ele fora invadido, assim como o fizera com varias mulheres, mas agora era ele naquela posição, e o pior, contra a sua própria vontade....
 Mas, pelo bem ou pelo mal, aquele pesadelo parecia ter acabado.
 ...trim....
 Noel levanta, coloca uma roupa, e vai em direção a porta para ver quem chegou. Deixando Bruno no quarto, invadido, manchado de sangue e de sêmen.
- Oi Thiago! – Era o dono do apartamento, o amigo e admirador de Noel.
- Oi Noel! O que temos para jantar hoje?
- Ahh, hoje eu trouxe um loirinho especial!!! Presente de aniversário!!!

 Ledo engano, aquele pesadelo não tinha terminado, e sim apenas começado.
 

FIM
 

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“Stranged” é um conto ORIGINAL totalmente criado e escrito por Lucas Sasdelli, qualquer reprodução ou utilização de algo ou algum personagem deste conto é necessário a autorização do mesmo, lucas.sasdelli@bol.com.br. A publicação em sites é ministrada pelo autor, caso queira contar com esta obra em seu website contate-o.
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