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Sonhos de Liberdade Leona - EBM “Nossas dúvidas são traidoras e nos
fazem perder o que, com freqüência, * “Can you forgive me again? “Você pode me perdoar de novo? Ainda não acreditava que havia
sido arrastado para aquele lugar, ficou olhando as pessoas que simplesmente o
devoravam com seus olhares. Entrando naquele inferno que Duo chamava de
“danceteria”, foram logo sentando nos bancos de um barzinho, onde
alguns amigos do americano estavam à espera. Puxou uma cadeira para ele e
ficou olhando para o americano, que começava a conversar com seus amigos.
Notou que o barman estava encarando-o, então apenas olhou-o de canto,
mostrando seu olhar de poucos amigos. Vendo como a situação estava do outro
lado, Duo vai até Heero, passando o seu braço por
cima dos seus ombros. - Duas garrafas de cerveja!
– disse, dando um belo sorriso. O barman se afasta com os
pedidos anotados. Heero olhou para Duo que estava
muito próximo dele, não gostava desse tipo de coisa, mas tinha que admitir
que apreciava receber a amizade e a atenção do americano. Momentos depois, as bebidas
chegaram, todos começaram a tomar ao mesmo tempo em que conversavam. Heero era o mais isolado, não falava nada e as poucas
palavras que eram dirigidas a ele, eram devolvidas com seu famoso “hum”. Heero
olhou para as pessoas, vendo como estavam vestidas, achou algumas delas
ridículas demais. Aquele lugar abafado estava armazenando aquele monte de
cheiros diferentes, fazendo sua cabeça rodar. Olhando para as roupas de Heero, não dava para classificá-lo, usava apenas uma
calça jeans clara, uma regata verde e uma jaqueta jeans por cima. Seus
cabelos estavam um pouco mais compridos, jogados por seu belo rosto, que
sempre se mantinha fechado. - Hei, aonde você vai? –
indaga o americano, ao ver Heero se levantando do
banco. - Dar uma volta – disse,
sem olhá-lo. Duo apenas sorriu de canto,
talvez seria melhor deixar o garoto sair um pouco para conhecer as coisas sozinho. Deu de ombros e voltou a dar atenção
aos seus amigos, que já olhavam para uma roda de garotas, procurando esquema. Heero
esbarrava em um monte de gente, sentiu algumas mãos bobas passarem por seu
corpo, mas não se importou, pois mesmo que quisesse jamais reconheceria o
desgraçado que fez isso. - “Que tédio, como Duo pode gostar disso?” – indagou nos seus pensamentos. Heero
foi andando até a pista de dança, olhou para cima vendo que tinha uma
escadaria de ferro, começou a subi-la, ignorando as garotas que assobiavam
para ele, então ficou lá em cima vendo a pista de dança. Fechou os olhos
quando sentiu uma leve tontura, por causa de todas aquelas luzes, mas logo se
recuperou, olhando novamente para a pista. Seu olhar percorria o rosto de
cada pessoa que se movia ao som daquela música, mas nenhum o interessou.
Estava para ir embora, não tinha nada interessante naquele lugar, mas sabia
que Duo iria impedi-lo de partir, dizendo que ele tinha que aproveitar mais à
noite, então Heero começou a descer as escadas,
quando de repente pára tudo e olha para um canto mais escuro da pista,
reconhecendo uma pessoa. - “Não pode ser” – pensou, dando algumas piscadas, não
estava acreditando. Seu rosto sempre impassível
mudou de expressão, agora estava surpreso, não, estava perplexo, assustado,
sem reação, era algo muito estranho. O piloto começou a descer as escadas
rapidamente esbarrando com força em algumas pessoas, foi indo
na direção que havia visto aquela pessoa conhecida. Teria que ver se
ela era mesmo, tinha que ver se era Relena Peacecraft que dançava com algumas garotas. Passando por um monte de gente,
finalmente chegou ao seu destino, para assim tirar suas dúvidas. Era ela
mesma, Relena, dançando com duas garotas. Ela usava
uma calça jeans que chegava até os tornozelos, uma blusinha de alça da cor
rosa, com alguns bordados brancos e por fim uma sandália branca, com um salto
baixo. Seus cabelos estavam presos para o alto, sua franja estava sobre seus
belos olhos azuis, os ocultando um pouco. Alguns fios dos seus cabelos
estavam mais claros, havia feito luzes. Relena
estava distraída com suas amigas, até que notou que tinha alguma coisa trás
dela, que a incomodava, parecia que tinha alguém parado atrás dela, então
olhou para trás, pronta para pedir licença, quando seu coração pára uma
batida. As duas amigas da loira, param de dançar, olhando para a cara de Relena. Todas sabiam que era Heero. - Heero?
– ficou surpresa. - Relena...
– sussurrou seu nome. - O que faz aqui? –
acabou por sorrir. - Duo me arrastou. - Venha dançar um pouco com a
gente! – convida. - Não, eu já estou indo. Relena
segurou a mão de Heero, fazendo-o encará-la nos
olhos de um jeito tão penetrante, que ela acabou soltando-o pedindo
desculpas. A loira olhou para o lado contrário de Heero,
tentando esconder seu nervosismo. - Não é perigoso você ficar
aqui sozinha? – indagou, olhando para os lados com certa desconfiança
– Noin permitiu que você ficasse num lugar
assim sozinha? - Eu... Eu... – gaguejou. Como explicaria que Noin achava que ela estava dormindo no seu quarto? Como
explicar que havia fugido de casa? Heero
estreitou seu olhar, depois disse: - Não me diga que ela nem sabe
que você está aqui. - Heero,
por favor, não diga nada. - Relena,
você não pode sair assim, é perigoso, lembra-se de quando foi seqüestrada por
Marimeia? - Ta, ta... Eu lembro, só que
eu não agüento ficar trancada com milhares de seguranças a minha volta, não
permitindo que eu aproveite as coisas – revelou, com uma expressão
triste, que Heero nem sequer notou. - Vamos! Eu vou te levar para
casa! – disse. - Não! – deu um passo
para trás. Heero
se irritou, agarrou o seu braço e a puxou para que ficasse mais próxima dele.
Então ele se aproximou de seu ouvido e disse: - Eu te acompanho, se quiser
acompanho essas duas também. - Eu não quero voltar agora. - Acha que o que está fazendo é
certo? - O que você sabe disso? Você
não vive perto de mim para saber! Nem sabe como é a minha vida!! –
gritou, empurrando-o para trás. Relena
viu que Heero não soltou seu braço, olhou para o
japonês que parecia que não ia mudar de idéia, então soltou um suspiro
resignado e disse: - Tudo bem então, só hoje, por
você que me ajudou muito – dizendo isso, virá-se
para as duas garotas – Eu vou indo, outro dia nos falamos, até mais. - Tchau Relena!
– as duas se despediram em uníssono. Heero
foi puxando Relena daquele lugar, nenhum garoto era
idiota para mexer com a garota, já que Heero
parecia um monstro, e o primeiro engraçadinho que se metesse a besta por ali
levaria um tiro no meio da testa. Duo viu Heero
passando com uma garota, que ele demorou para
identificar. Quando viu que era Relena, abriu um
sorriso de canto, pensando: - “Mandou bem Heero! Agora larga de ser chato
e presta atenção nessa princesa!!”. “I heard the words come out “Eu ouvi as palavras saírem * Quando saíram da boate, Relena puxou seu braço para abraçar seu próprio corpo.
Estava frio, chuviscando e um vendo um pouco forte. Ela olhou para Heero, perguntando “e agora?”. Heero
fechou os olhos e retirou a sua jaqueta jeans dando a Relena,
que ficou abobada com sua reação, mas ela ignora aquela jaqueta e diz: - Não precisa se preocupar, eu
estou bem! - Depois que pegar um
resfriado, Noin vai achar estranho, não acha? - Hum...
– fechou a cara, Heero sabia como irritar. O japonês estendeu mais a sua
mão, até que Relena pegou a jaqueta, vestindo-a. Quando
ela se vestiu, Heero virou-se para o lado contrário
a chamando. Relena o seguiu sem reclamar. Relena
viu uma moto preta estacionada numa esquina, ao lado de um poste de luz. Heero andou até ela retirando todas as correntes, que ele
mesmo havia projetado contra furtos. Quando as retirou subiu na moto
estendendo um capacete para Relena, que o colocou e
subiu na moto. Outro capacete que estava
dentro de um compartimento da moto, foi revelado, Heero
o colocou rapidamente. Olhou para Relena, que
segurava num ferro traseiro. - Segure-se em mim –
disse, imaginando que ela não teria força para tanto. - Está bom assim – disse. Heero
fechou os olhos ligando a moto. Se ela queria assim não poderia fazer nada
para mudar esse quadro. Apenas queria levá-la para casa, pois se por acaso
algo acontecesse com ela e ele soubesse disso, ficaria mal por toda sua vida.
E outra! Relena era um símbolo de paz para as
colônias, imaginar outra guerra estava fora de cogitação. A noite estava fria. Os ventos
fortes passavam pela jaqueta jeans com facilidade, fazendo Relena tremer. Ela ficou um pouco insegura, pois estava
tremendo demais e tinha medo de não conseguir se segurar, então retirou um
braço e passou em volta da cintura de Heero, depois
passou o outro, abraçando aquele corpo. Heero
deu uma olhada de canto para trás, vendo que Relena
havia se encostado a ele, então acelerou mais a sua moto. E sem demorar
muito, estava na rua do hotel, onde ela estava hospedada. Viu que a guarda
estava reforçada. Grande coisa! Se Relena havia fugido,
eles não eram de nada! - Como você ia entrar? – Heero perguntou. - Na rua de trás, pelo esgoto. Heero
ficou indignado. - Pelo esgoto??? - Não é esgoto, esgoto, é
dentro do esgoto, mas é uma passagem secreta. - Tudo bem! Heero
da meia volta indo para a rua de trás, sem levantar suspeitas, pois alguns
guardas começaram a notá-lo. A moto fica estacionada num
calçada, a rua não era nada movimentada. Heero
olhou para os lados vendo se via alguém, então deu o sinal para Relena retirar o capacete. Então a garota retira o
entregando para Heero. - Pronto, pode ir. - Só vou, quando te deixar no
seu quarto. - Mas... - Vamos! Relena
fez uma cara de poucas amigas, mas o que podia fazer? Estava nas mãos de Heero, pois qualquer coisa ele contava tudo para Noin. Indo até um beco, num canto afastado perto das
latas de lixo, tinha uma tampa de esgoto, muito pesada por sinal. - Como você levantou isso
daqui? - Com isso! – mostrou uma
ferramenta. Heero
pegou o pé de cabra e começou a abrir a tampa, mas mesmo assim ela continuava
pesada, não para ele é claro. Mas como Relena fazia
aquilo? De onde tirava tanta força? Por fim, abriu a tampa, pedindo para ela
entrar primeiro, depois foi atrás, fechando a tampa novamente. Os dois passaram por um
corredor longo e estreito, feito de pedras, mas o
chão era cimentado, significa então que aquela passagem não era tão secreta
assim. Os dois continuaram a andar, até que chegaram a uma porta, que ficava
no teto. Heero foi abri-la, com cuidado, vendo que
a porta dava no escritório, ficava debaixo de um tapete. O japonês saiu do buraco
olhando para todos os lados, procurando algum suspeito, foi até a porta do
escritório, abrindo-a lentamente, vendo que tudo se encontrava vazio e
escuro. Então foi até a passagem secreta novamente, estendendo a mão para Relena, que a agarrou e começou a subir. - Por aqui! – Relena, sussurrou, puxando Heero
pela mão até uma escadaria, que levava para os quarto. Os dois andavam em silêncio,
até que finalmente chegaram no quarto da garota. Quando entraram, Relena ascendeu à luz, soltando um suspiro aliviado. - Pronto Heero!
– sorriu – Satisfeito? – indagou, abrindo os braços. - Hum! - Gostou de me prender aqui
novamente? - Hum! - Eu vou embora. - Isso mesmo, vai embora! Não
preciso de mais ninguém me controlando. Heero
se irritou, mas não aparentou. * “A liberdade é o direito
de fazer aquilo que não é prejudicial”. (Joy Adason). * - Controlando? Todos se
preocupam com você, não seja egoísta. - Se preocupam? Só querem me
proteger para que uma guerra não seja gerada como desculpa! Eu sou uma
garota, eu tenho pensamentos e vontades de uma garota também! - Você é Relena
Peacecraft! Você não é normal como as outras
garotas. - O que você sabe disso? - Eu? Eu sei muito bem o que é
sair tomando cuidado para que ninguém tente acabar com sua vida, eu sei o que
é viver no perigo, sair sempre nas sombras, não ter amigos, não ter uma casa
ou uma família! – disse, calando-se em seguida, havia falado demais. - Heero...
Você se sente assim? – abaixou a cabeça. - Esquece, vou embora. - Espere, fique aqui. - Não, posso. - Idiota, não tem coragem de
falar comigo??? – indagou, perdendo a paciência. Heero
saiu do quarto rapidamente, sem dar tempo para Relena
sequer dizer algo. A garota fechou os olhos, mostrando como estavam triste e
solitária, depois foi andando até sua cama, jogando-se nela, para olhar
melhor para aquele teto límpido. - “Sozinha de novo... Sou tão, idiota!” – pensou. “Then you look at me “Depois você olha para mim * Heero
saiu pelo mesmo lugar que havia entrado, com muito cuidado, desviando-se de
alguns guardas que apareceram pelo local. Ficou abobado com a frágil
segurança. Do lado de fora, naquele beco
escuro e solitário, estava Heero, fechando aquela
tampa de esgoto e colocando uma lata de lixo por cima, tentando ocultar
aquele buraco e impedir que Relena saísse
novamente. Depois de ter arrumado tudo a seu modo, foi até sua moto e saiu
daquele lugar, mas antes deu uma última olhada para trás. - “É realmente... estou sempre só!”. * Duo estava jogado no sofá da
sala, assistindo algum programa de televisão, que ele mesmo não dava atenção.
O americano se endireitou no sofá ao ouvir a porta do apartamento se abrir,
quando viu era Heero que entrava por ela. - E aí cara, como foi à noite? \n'; document.write(barra); } } changePage(); - Não me diga que não rolou
nada. - Não aconteceu nada. - Heero!
Vocês dois se gostam e não admitem, é incrível! – reclamou. - Eu não gosto dela como você
pensa. - Não? Tem certeza? Não sou eu
que fiquei doido quando descobriu que ela estava presa na Libra, não fui eu
que dei presente de aniversário para ela escondido, e não fui eu que fiquei
seguindo elas nas reuniões das colônias para protegê-la, e não fui eu que foi correndo salvá-la do seqüestro da Marimeia
e não fui eu que... - Chega! Duo calou-se com um sorriso
divertido nos lábios, depois ele riu baixinho e disse: - Tudo bem Heero,
eu vou deixar você acreditar que não sente nada por ela, mas um dia... Você
vai se arrepender! Cansado daquele monólogo,
virou-se de costas andando para o quarto. Estava cansado, e ter aquele garoto
tagarelando nas suas orelhas não era nada legal. - Hei, não me deixe falando
sozinho! – reclamou, ao se ver sozinho na sala. – “Esses dois... tsc,
tsc, tsc...!”
– pensou. * Os raios de sol invadiam o
quarto, passando pelas frestas das janelas, fazendo o ser dormente abrir os
olhos vermelhos, cansados e sonolentos. Duo foi se levantando lentamente
mostrando como seu cabelo estava bagunçado e
armado. Sempre dormia com eles soltos. O americano se levantou
resmungando alguma coisa e saiu do quarto dando direto na sala, onde
encontrou Heero escrevendo no seu laptop. Duo havia comprado um
apartamento na Terra, pois depois que viu como esse planeta era lindo, acabou
se apaixonando por ele e agora queria viver nele. Então convidou Heero para morar com ele, já que o piloto wing estava vivendo numa garagem na colônia L1, que não era nada confortável. Após muita insistência
conseguiu trazê-lo para Terra. Sabia que Heero
sentia-se sozinho, sabia que ele o considerava um amigo mesmo não admitindo,
e com Duo ele poderia ser ele mesmo, sem esconder seus segredos de piloto,
pois ele era um também. O apartamento não era muito
grande. Era perfeito para duas pessoas na verdade. Tinha dois quartos, uma
sala, um banheiro, uma cozinha, um quartinho para guardar tranqueiras e uma
área bem grande que dava uma vista maravilhosa para um rio, onde muitos
barcos veleiros passavam. - Bom dia! –
cumprimentou-o, indo até ele. - Hum! Duo já estava acostumado com os
“Hum” de Heero.
Até sabia identificar o “Hum” bem
humorado, o “Hum” mal humorado, o
“Hum” mais ou menos, o “Hum” sim, o “Hum”
não, etc. - Já comeu? - Não. - Vou fazer algo pra gente! Duo foi até a cozinha
bocejando. Quando chegou, olhou para toda aquela bagunça, era o seu dia de
limpar. - É hoje!! – reclamou
– Odeio segunda-feira!! O americano arrumou a mesa
colocando tudo em cima da pia, que por sinal ficou lotada de coisas. Depois
colocou leite, pães e manteiga em cima da mesa. Fez um café, usando a
cafeteira e depois chamou Heero. - Você nunca atende de
primeira, sempre tem que te buscar! – reclamou, indo até ele, puxando
seu braço. - Eu já vou! –
irritou-se. - Não vai não, você demora
muito. Vamos logo. - Calma, deixe-me salvar. Após salvar seu trabalho, Heero deixa ser levado pelo americano. Sentou-se em um
lugar qualquer e começou a se servir. - O que vai fazer hoje? - Um projeto para Sally. - Hum...
E eu vou arrumar essa casa! – disse desanimado. - Quer ajuda? - Pode deixar, hoje é o meu dia
mesmo! - Hum. - E então? – sorriu. - E então o que? - Como foi? - Como foi o que? - Ahhhh...
Com a Relena caramba! - Eu já disse que não temos
nada!! Não fizemos nada! - Por que? - Porque? Por...Porque... Nós...
Não temos nada! - Hum...
Demorou demais para responder! – sorriu – Heero
na real, você a acha bonita? - A Relena?
Hum... – fechou os olhos, lembrando-se de
como ela dançava ontem – acho – respondeu dando um gole no seu
café. - Você a acha... inteligente. - Sim. - Legal? - Sim. Duo revirou os olhos e por fim
deu um tapa na mesa, fazendo algumas coisas balançarem. Depois olhou para Heero, que estava com a xícara na altura da sua boca,
olhando-o perplexo. - Então o que falta para você
admitir que gosta dela? - Por que você quer tanto que
eu fique com ela? - Porque eu quero ver você
feliz, não entende isso? - Por que? - Porque você é meu amigo! - E por que você não fica com
ela então. - Não seja idiota, eu sei que
você gosta dela, eu jamais faria isso com você! - Você já gosta de alguém
então? - Já! – falou, se
arrependendo depois. Heero
colocou a xícara da mesa e encarou o americano com curiosidade. Quem seria a
garota que conseguiu segurar o coração de alguém como Duo? - O que foi? – indagou, vendo
que Heero o olhava fixamente. - É a Hilde? - Er...
Não... - Não? – estranhou. Duo ficou olhando para cima,
assobiando alguma canção natalina, já que estavam próximos do natal. Então
olhou novamente para Heero que ainda o olhava,
intrigado, tentando ler o que ele escondia através dos seus grandes violetas. - Ta bom é sim, e você com
isso? - Por que não fica com ela? - Porque... Ela não gosta de
mim! – abaixou a cabeça. Vendo a dor de seu amigo, não
teve mais vontade de continuar com aquele assunto e ainda por cima, não sabia
o que dizer, ele mesmo não sabia se aconselhar. Imagina ele aconselhando os
outros? Seria uma catástrofe. - Bom, você falou com ela? - Não. - Então deveria – disse. - Hum...
– Duo deu um gole no café e ficou em silêncio. * * I´d give anything now “Eu daria qualquer coisa agora Mas de alguma forma eu sei que você nunca me deixará” . Relena
estava sentada na varanda do hotel, observando o grande rio que brilhava com
os raios de sol, no entanto, não estava calor. Os ventos frios insistiam em
bater contra seu rosto, desarrumando seus cabelos. Soltando um suspiro carregado
de tristeza, se levanta e vai até seu quarto. Estava na hora de descer, já
eram 10:00 horas. Foi até seu armário colocando uma calça jeans clara, um
sapato e uma blusa ¾ da cor vinho. Amarrou seus cabelos para o alto, passou
um perfume muito suave, colocou um par de brincos, que eram duas
borboletinhas vermelhas e por fim um relógio de prata. Depois saiu do quarto,
teria que tomar café. Foi passando pelo corredor com
passos lentos e sonolentos. Quando chegou no grande salão, viu que Noin já lhe esperava com seu irmão Milliardo. - Milliardo?
– estranhou. - Oi, Relena!
– sorriu – Tudo bem? - Sim! – sorriu, indo até
ele, lhe dando um beijo no rosto. - Ele estava passando por aqui,
então veio lhe visitar! – disse, sorrindo. - Mesmo? – sorriu –
Estou feliz em lhe ver! - Que bom, espero não estar
incomodando. - Claro que não! Relena
sentou-se na ponta da mesa, que não era muito grande, se esticasse o braço encostaria em Milliardo e Noin. No entanto, a mesa era farta, recheada de frutas,
sucos, pães e alguns doces. - Parece abatida, Relena! – comentou, Noin,
fazendo Milliardo olhá-la com mais atenção. - Não, é impressão sua! –
sorriu, amarelo. - Está com olheiras, e parece
triste, aconteceu alguma coisa? – insistiu. - Não se preocupe, eu estou
ótima! – sorriu meio forçado. Milliardo
não comentou, mas ficou de olho na irmã, notando que ela comia pouco e ficava
parada de vez em quando, perdida nos seus devaneios. Mas não comentou, talvez
quisesse guardar para si. Depois que terminou seu café, Relena saiu rapidamente da mesa, sob os olhares
preocupados de Noin e Milliardo,
que se olharam de canto, tentando passar por pensamento suas perguntas. Noin
levantou-se então, fazendo Milliardo levantar-se
também. - O que fará agora? - Nada, parece que todo serviço
foi terminado ontem! - Então hoje é descanso? - Sim, vamos fazer as malas
também. - Por que? - É melhor ficarmos nas
colônias. - Entendo. Mas o que Relena acha disso? - Como assim? - Noin!
Relena é uma garota, ela não se sente mal de ficar
mudando toda hora de lugar, nunca ter amigo, nunca poder se estabilizar num
lugar? Não tem mais guerra, ela não precisa ficar fazendo esse papel idiota
de garotinha perfeita, que prega a paz de novo. - Zechs!
Não é bem assim. - Faz tempo que você não me
chama assim! – sorriu. - Eu... Eu... Me desculpe. - O que é isso Noin? Por que está tão formal comigo? – indagou, se
aproximando mais dela. - Não é nada! – virou-se
de costas. Zechs
foi se aproximando dela. Colocou as duas mãos em
cima dos seus ombros, inclinou-se mais para frente e disse: - Eu não vim só para ver a
minha irmã... - Hum... - Vim visitá-la também, Noin! - Ó Zechs...
Eu acho que... Que eu... Eu tenho que ir! – gaguejou, dando um passo
para frente, fazendo o loiro soltá-la. No entanto, Zechs
puxou sua mão e virou seu corpo para que ela ficasse de frente para ele. O
loiro tocou em seu rosto e se aproximou dele, dando um beijo na sua bochecha
direita, depois deu outro na esquerda e depois um nos seus lábios, vendo que
ela não protestara. Um beijo muito quente foi
iniciado. Suas línguas movimentavam-se em uníssono dentro daquela cavidade
quente e molhada. Os braços se Zechs ficaram em
volta da cintura de Noin, a abraçando, trazendo seu
corpo para mais perto do dele. Enquanto Noin deixou
seus braços suspensos, sem tocá-lo. - O que foi? – Zechs interrompe o beijo, ao ver que ela não se
movimentava mais. - Não devíamos... –
disse, abaixando a cabeça. - Eu não te entendo Noin. Você sempre ficou ao meu lado, sempre buscou me
ajudar, sempre disse que me seguiria aonde quer que eu fosse, mas agora... Agora
você me recusa! Por que? Por que agora que eu vi que preciso de você, você me
deixa? - Eu... Eu não estou te
deixando Zechs. - Não? Então o que é isso? Me explique. - Eu... eu... Vendo que ela não ia falar nada
e o pior, que ela inventaria uma desculpa qualquer. Zechs
a puxou bruscamente, para que eles fossem até o escritório. Ela até tentou
protestar, mas não ligou. Eles foram até o escritório, e quando entraram, Zechs trancou a porta, colocando a chave no seu bolso. - Agora acho que podemos
conversar melhor – disse, olhando em seus olhos. - Não tenho o que falar. - Mas eu tenho! Vendo que ele estava
irredutível. Noin sentou-se em uma das poltronas,
arrumou a camisa que usava, que era branca, colada em seu corpo, mostrando as
rendas do seu sutian branco, já que os primeiros
botões estavam abertos. Também usava uma saia jeans que chegava até seus
joelhos. Era toda desfiada com alguns enfeites, e por fim uma sandália com o
salto alto. Os cabelos de Noin estavam como sempre, curtos, brilhantes e com uma
longa franja na frente dos seus olhos. Sempre bela charmosa e feminina. Zechs
sentou-se em cima da mesa, que ficava ao lado da poltrona, então poderia
vê-la de cima e bem de perto, para que assim não perdesse nenhum movimento. - O que quer me dizer, Milliardo? - Noin
eu gosto muito de você, não, é mentira, eu te amo! Sempre gostei muito de
você, desde dos tempos que eu era um fantoche da OZ. Mas com o tempo, esse
“gostar” foi aumentando e hoje eu reconheço tudo o que você fez
por mim, e vejo que não tem mulher, ninguém melhor que você, para eu amar, e
nem é possível, pois você é única, é especial! - Ó Zechs...
Eu... – ficou com os olhos rasos d’água. - Por que está assim, Noin? - Porque... Eu acho que você
não gostava de mim, então larguei do seu pé e vim ajudar Relena. - Eu sou culpado, nunca lhe dei
atenção! Agora que eu percebi, por favor, não me deixe só. Zechs
desceu de cima da mesa e ficou na frente de Noin,
colocou as mãos nos braços da poltrona, inclinando seu tronco para frente,
ficando bem perto do seu rosto. As mechas loiras do seu cabelo caíram para
frente ocultando seu olhar felino. Os dois ficaram se olhando por
um tempo, até que Noin desvia seu olhar,
envergonhada. E com isso fez Zechs puxar seu rosto
na sua direção. Noin abriu a boca para falar alguma
coisa, mas nem teve tempo, pois seus lábios foram calados pelo beijo faminto de Zechs, que foi se
aproximando cada vez mais dela. Sentia as mãos de Zechs deslizar por seus braços, tentou empurrá-lo, mas
ele era mais forte e parecia disposto a conseguir o que queria. - “Por que resiste tanto? Será que ela realmente não quer? Mas eu sei...
eu sei que você gosta de mim, Noin, seu olhar não
mente! Ou será que estou enganado?” – pensou inseguro. - “Droga Zechs, quando eu finalmente começo a
te esquecer você aparece e diz que me quer... eu não quero mais sofrer,
sonhei com você todos os dias, como foi doloroso! Eu não quero mais sofrer...
quero ser livre!” – pensava, não agüentando mais aqueles
lábios. Logo, logo não iria mais agüentar. * “O amor é uma
flor delicada, mas é preciso ter a coragem * Zechs
se afastar um pouco, olhando para seus azuis escuros, que eram mais puxados
para o violeta. Tocou em seu rosto, sentindo como estava quente e suado. - Eu te amo Noin. - Ó Zechs...
Eu... Eu também! – chorou. - Por que isso Noin? – acabou sorrindo. - Esquece, eu
sou uma boba mesmo. - Nunca vi mulher mais forte
que você, não diga isso. - Obrigada. - Me desculpe por ter lhe feito
sofrer! Noin
se levantou com a ajuda de Zechs, este logo a
abraçou e a empurrou até a parede, prensando seu corpo ao dela. Passou a mão
por sua cintura subindo até seus braços, com todo o respeito. Depois afundou
sua cabeça na curva do seu pescoço, começando a chupá-lo e beijá-lo, fazendo
tudo o que sonhara no caminho de casa para cá. * Cansada de ficar em casa, Relena sai sem avisar. Não agüentava mais ficar ali, se
remoendo de remorso por ter chamado Heero de
idiota. Saiu pela porta da frente e nenhum segurança percebeu. Já que usava
roupas de empregada, e saiu com um saco de lixo nas mãos. Depois desapareceu, fazendo
alguns guardas apenas comentarem, mas não fizeram nada. Eram uns inúteis! A loira começou a caminhar
pelas ruas, mas estava distante de tudo, não prestava atenção em nada e nem
ninguém. Até que alguém, ao longe, chamou-lhe a atenção, não só a dela, mas
de quase toda a movimentada rua, que parou, para ver o escândalo de um
garoto. - O que? Você não pode me
acusar de ladrão desse jeito!! - Oras, eu pensei que você
tivesse pegado algo. - Por que? Porque não uso
roupas finas e não tenho cara de boy? Você classifica as pessoas dessa
maneira??? - Me desculpe. - Desculpe o cassete, você não
pode fazer isso comigo, eu vou te processar!! Relena
sorriu. Quem estava gritando que nem um louco revoltado era Duo Maxwell, que
como sempre era uma pessoa de parar o trânsito. Literalmente. - Duo! - Relena??
– calou-se ao ver a garota se aproximando. - Se... Senhorita Relena??? – indagou o mercador, assustado com sua
presença. De repente todas as pessoas
começaram a ficar em cima da garota, tentando abraçá-la para dizer: “eu
te amo” ou “você é maravilhosa” ou “viva rainha Relena”. Vendo como sua amiga estava
sufocada com aquelas pessoas fanáticas. Duo afastou todo mundo com algumas
cotoveladas e começou a tirar a garota dali, mas todo mundo começou a correr
atrás dele. Mas Duo tinha uma moto parada numa esquina, acelerou o passo e
subiu nela rapidamente e saiu dali. - “Ufa! Que sufoco!!!” – pensou o americano. - Obrigada
Duo! – sorriu. - Tudo bem com você? - Tudo e com você? –
gritou, já que os ventos estavam muito fortes. - Estou bem sim! –
sorriu, com uma idéia que passou na sua cabeça. Depois de andar muito, Duo
parou na frente de um grande apartamento. E fez Relena
subir, ignorando suas perguntas. \n'; document.write(barra); } } changePage(); - Que inveja. - O que? - Você mora sozinho, sem
responsabilidades, sem ninguém pegando no seu pé, sem ninguém lhe dando
ordens. - Bom, isso é verdade, mas eu
não moro sozinho. - Não? - Moro com o Heero. O coração de Relena parou uma batida, ela olhou o rosto divertido do
americano, que já estava fechando as portas. - Duo você viu as minhas...
– Heero apareceu na sala, calando-se em
seguida ao ver a garota – Relena? - Heero... - Por que quando vocês se vêem
sempre ficam falando o nome do outro, como se fosse algo fantástico? –
indagou, pensativo. - Heero...
Eu queria lhe pedir desculpa. - Hum. - É sério, eu
não devia ter-lhe dito aquilo, eu estava com raiva... Não de você, mas de
tudo... É sério, me perdoe. - Ohhh...
Parece que vocês têm que conversar, então tchau! – Duo pegou discretamente
a chave do apartamento e saiu dele, trancando a porta por fora. Nenhum dos dois percebeu o que
o americano fez. Estavam concentrados demais nas suas sensações, nas suas
emoções. - “Sempre siga suas emoções...” – pensou, olhando nos
olhos daquela garota, e em seguida lembrando-se das palavras do americano
– “Então o que falta para
você admitir que gosta dela?”. - Tudo bem Relena,
eu acabei ficando sozinho mesmo. - Mas pelo jeito, Duo deu um
jeitinho para arrastar você para civilização! – brincou. Heero
sorriu por dentro, lembrando-se de como Duo foi insistente. Agradecia a ele,
mas nunca diria. Então Heero se tocou que os dois
estavam parados no meio da sala a uma distância gritante, e Heero estava usando apenas uma toalha em volta da sua
cintura. A situação não estava muito boa. - Relena,
eu vou me trocar, sente-se. - Tudo bem – disse, indo
até o sofá cor de creme, sentando-se. Heero
foi até seu quarto rapidamente. Olhou-se no espelho e pela primeira vez
desejou estar bonito. Então colocou uma bermuda colada ao seu corpo, da cor
preta. Uma regata verde. Passou um perfume fraco que Duo havia lhe dado de
aniversário. Já que o americano pegou o calendário jogando uma moeda em cima,
o dia que caiu, ele disse que seria o aniversário dele. E por incrível que
pareça, caiu no dia seguinte. Quando saiu do quarto, arrumou
seus cabelos com os dedos, e foi até a sala, encontrando Relena
lendo uma revista de móbile suits. - Pronto! - Hum!
– ela sorriu. Heero
sentou-se numa poltrona que ficava de frente para o sofá. E os dois ficaram
em silêncio, sem assunto algum. - A Noin
sabe que você está aqui? - Ela está distraída demais com
meu irmão para notar – sorriu. - Zechs?
– ergueu uma sobrancelha. - Claro. Eles sempre se
gostaram, só falta admitirem. - “Admitir, admitir, admitir...” – pensava. - E o Duo, está com alguém? - Não. - Pensei que ele gostasse da Hilde... - Ele gosta, mas ainda não
conversaram. - Espero que ele não demore
logo, ou ele poderá perdê-la. - “Perdê-la, perdê-la, perdê-la...” – pensava. - E você Heero,
não gosta de ninguém? - Eu? - É! – sorriu. - E você, gosta de alguém? - Gosto! - De quem? - De quem você gosta? –
sorriu amarelo, estava ficando nervosa. - De ninguém. - Ninguém? –
desanimou-se. Percebendo a drástica mudança
de Relena, Heero resolveu
arrumar suas palavras. Estava na cara que Relena
gostava dele. Ela mesma falou isso para ele há um ano, mas ele apenas fingiu
que não ouviu e foi embora. - Eu gosto de uma pessoa, que
nem sequer sonha com que o eu sinto e nem eu mesmo sei o que eu sinto. - Não sabe? Sabe Heero... Um dia você me disse, que não tinha problema
nenhum em seguir suas emoções. E por que você não usa essa frase no amor, em
vez de sempre usá-la na guerra? - Por que? – ficou sem resposta – Eu... Tenho... Medo.- revelou,
fazendo Relena sorrir. - E qual bom soldado não tem?
– sorriu – eu mesmo tenho, mas tem hora
que é necessário falar o que sente, pois se não, você se sufoca. - O que está tentando me dizer? - Desisto! Você que tire suas
conclusões. Relena
virou o rosto para o outro lado. Para quê dizer que gostava dele novamente?
Para levar outro pé e deixar sua auto-estima no chão? Não, desta vez ele
teria que falar com ela. - Estou cansada de viver sob
regras e com pessoas me vigiando – desabafou – Heero, o que eu faço? Acho que vou enlouquecer. - Faça o que tem vontade Relena. Se quiser ir embora, vá! Ninguém manda em você,
ninguém tem direitos sobre você! Faça o que você quiser da sua vida, pois
depois só sentirá remorso do que não fez. - Mas eu queria fazer isso com
a pessoa que eu gosto, eu sei que ela iria comigo, pois ela... Se sente como
eu me sinto. - Relena...
Não vou fingir que não sei do que está falando, e não vou fingir... Não
mais... Que meus sentimentos por você são diferentes do que eu imaginava e
que só agora, depois de um tempo eu percebi... Como sou idiota. - Heero... - Relena,
eu gostaria de ficar com você... Você me aceita? - Heero...
Eu... - Diga Relena,
você me aceita? Heero
levantou-se da poltrona, indo até a garota, sentando-se ao seu lado no sofá.
Depois tocou em seu rosto delicadamente, fazendo ela corar e fechar os olhos
ao mesmo tempo. - Claro que eu te aceito seu
bobo... Claro... – abraçou-o afundando sua cabeça, na curva do seu
pescoço. “Cause you were made for me “Porque você foi feito para mim Heero
abraçou-a também, sentindo seu corpo quente e as lágrimas que escorriam por
seu rosto até seus ombros, molhando-os. Então se afastou um pouco dela, para
olhá-la nos olhos. Ficou admirando aquele rosto angelical. Então foram se
aproximando, sentindo seus corações baterem com uma força descomunal, parecia
que ia parar de bater a qualquer momento. Seus lábios se uniram num beijo
quente e mudo. Seus corações estavam próximos, quando colaram seus corpos,
cada um podia sentir o quanto o outro estava nervoso. Então se sentiram um pouco
aliviados e começaram a iniciar o beijo, que no começo saiu desajeitado e um
pouco desesperado, mas aos poucos cada um foi pegando o ritmo do outro e sem
falar nada foram diminuindo o ritmo, fazendo o beijo ficar mais lento e
molhado. Os dois se afastaram, olhando
nos olhos do outro, vendo pela primeira vez como eram de perto. - Acho que ia me arrepender
muito... Se não falasse com você. - Eu também... Se não desse um
empurrãozinho. - E que empurrãozinho! –
sorriu. Relena
parou um instante observando aquele sorriso, que ela tanto desejou ter, que
tanto desejou ver. E agora ele sorria, para ela, especialmente para ela.
Finalmente era o centro das suas atenções. - Vamos fugir? – Relena sussurrou. Heero
sorriu mais ainda e fez um sim com a cabeça. - Quando quiser. Sempre irei te
proteger, nunca deixarei alguém chorar comigo por perto. E não deixarei mais
te prenderem. - Eu desejo muito isso, Heero. Muito mesmo. - E Heero...
Sobre o que eu disse antes... Me desculpe, eu jamais
queria te machucar. - Você não me machucou... - Você é muito para mim... Não
quero lhe fazer infeliz. - Você não vai! O que eu mais
gosto em você, é sua sinceridade. - Até que você fala bastante!
– riu. - Falo? – sorriu também,
dando outro beijo em seus lábios. “So stay with me “And you forgive me again “Então
fique comigo “E
você me perdoa novamente * * Uma semana depois. Noin
e Zechs e mais a metade de todo o universo estavam
desesperados com o sumiço de Relena, até que chega
uma carta: Noin me desculpe. Mas não agüentei mais essa vida cheia de
responsabilidades, onde eu não era mais necessária. Os tempos são de paz
agora, não é necessária a minha presença. Para isso existe
os “prevents” agora. Seria muito
bom se você voltasse a trabalhar ao lado da Sally,
Lady Une e Wufei. Agora estou vivendo muito bem, não se preocupe comigo, pois eu tenho
um anjo da guarda muito atencioso! Acho que se eu disser que ele se chama Heero Yuy, você ficaria mais
aliviada, não é mesmo? Mande um beijo para o meu irmão, e desejo que vocês
dois fiquem juntos, pois seria besteira fingir que não se amam. Eu estou muito feliz, não tenho reclamações. Bom, apenas uma. “Devia
ter feito isso antes”. Beijos e felicidades... Relena. Noin
acabou sorrindo. Se ela estava com Heero, então
tudo estava bem. No entanto, como falaria isso para resto? Como explicar que
a ex-rainha do mundo deixou tudo por um grande amor? Não seria fácil, mas
teria Zechs ao seu lado para ajudá-la a arrumar
tudo. Os dois acabaram sorrindo
juntos. Então Zechs deu um beijo no seu rosto,
abraçando-a. - Agora vamos ter que arranjar
uma desculpa plausível. - Não vai ser fácil. - Não importa, mas temos que
inventar algo. E o que acha de nos aliarmos aos prevents? - Hum...
Não é má idéia... Vento! – sorriu. Zechs
sorriu também e amassou a carta de sua irmã a jogando no fogo da lareira.
Depois olhou para Noin a jogando na cama. - Nossa Zechs! - Sempre quis fazer isso!
– sorriu, subindo em cima dela, enchendo-a de beijos quentes como a
chama daquela lareira, que queimava aquela carta, a única evidência de onde Relena peacecraft estava e de
onde podia ser localizada. * * Num campo de girassóis, tinha
uma grande casa, branca de madeira. O céu daquele lugar era azul e límpido.
Os ventos eram quentes e os dias ensolarados. Heero
e Relena viviam perto de uma pequena cidade.
Estavam vivendo num país tropical. E agora poderiam dizer que estavam em paz. Ao longe, perto da entrada da
casa. Podia se ver que Relena brincava com um belo
cachorro branco, os dois estava correndo um do outro, esparramando a água do
lago para fora da margem. Enquanto Heero os
observava, enquanto mexia em seu laptop, terminando algumas plantas que fazia
para Sally. Relena
olhou para Heero, lhe dando um sorriso maravilhoso,
este não pode fazer nada a não ser ficar perdido naquele sorriso e por fim
sorrir também. Fazendo Relena sorrir mais ainda. Se perguntava como aquilo era possível? Então, cansado de
ficar vendo aquelas plantas idiotas, foi até a loira pegando-a no colo e
dando um beijo nos seus lábios. - Estou tão feliz Heero... - Eu também! – disse.
Pela primeira vez, sentia-se em casa, tinha um lar, tinha alguém e agora
finalmente poderia ser alguém. Os dois estavam distraídos
demais para notar, que o cachorro se preparava para pular em cima deles. No
final todos caíram no lago. Relena reclamou um
pouco, mas depois que viu Heero com a roupa toda
colada no seu corpo, agradeceu mentalmente a seu belo cachorro. Os dois ficaram se olhando com
os rostos todo molhado e depois se beijaram. - Você fica lindo com o cabelo
molhado. - E você fica linda de qualquer
jeito! – sorriu. “Eu sonhei com
um lugar para você e eu. Anywhere
– Evanescence [Qualquer Lugar] * “É preciso sofrer depois de
ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado”. * Fim Hello!! O que acharam? Comentários, por
favor. Bom, eu sempre escrevi fanfics yaoi de gundam wing. Eu já escrevi uma
outra chamada “O Seqüestro de Relena”,
mas eu a perdi... Então vou considerar essa a minha primeira fanfic hetero de gundam wing! Eu fiz essa fanfic,
pois me senti mal quando minha amiga falou que nos EUA tem uma guerra
infantil entre fanfics yaoi
e hetero de gw!! Eu amo yaoi,
e estou fazendo uma fanfic hetero!!
Não tenho preconceito algum, e gosto de expor as minhas
idéias. Dedico essa fanfic
a todos os fãs de fanfics de gundam
wing, independente se é Yaoi
ou não. Bom, é isso. Espero que tenham
gostado. Estava pesando em fazer uma fanfic do Zechs x Noin, o que acham? Agora vou indo. Ah! E obrigada por lerem. 24/12/2004 17:36 h Por Leona-EBM |