Semelhanças

 

Semelhanças

Lucas Sasdelli
giantsweb@yahoo.com.br


Capítulo 4 – Ardor oculto

 

 

 

 

 Omi e Yuri enfim decidiram dormir juntos na mesma cama. Omi tinha uns três pijamas, com a peculiaridade de que eram todos iguais, brancos com nuvens azuis. Yuri, por ter o mesmo tamanho que o amigo, não teve dificuldade em vestir o pijama do mesmo.

 Quem chegasse no quarto se depararia com os dois trajando pijamas iguais e juntinhos.... Um segurando a mão do outro, os seus pés, cobertos por meias brancas, se tocando, e ambos respirando angelicalmente no mesmo compasso.

 Então foi essa a cena que Ken presenciou. Ken, um esportista de estatura media, cabelos pretos liso e olhos castanhos, sempre tivera uma “paixãozinha” pelo pequeno Chibi, mas nunca tentara nada por acha-lo tão frágil, docemente infantil... Mas ele não esperava se deparar com o seu grande amor oculto dormindo ao lado de um menino que também era doce, infantil, angelical. Ken não colocou maldade no ato, já deduzira que Omi não deixaria o seu “hospede” dormir no chão, e desconfiava que este também não deixaria o seu anfitrião fazer o mesmo.

 A cena que ele estava presenciando o abalou por completo, o seu corpo começou a pegar fogo e a sua cabeça se perdera totalmente.

 Ken ajoelhou-se ao pé da cama e começou a acariciar os pés de Omi... Mesmo coberto pela meia ele sentia os dedinhos dele, era quentinho, cheirosinho... Olhou ao lado e viu o outro pé dele juntinho com o de Yuri, formando uma cena indescritivelmente inocente e ao mesmo tempo, para Ken, excitante. Então ele se sentou na cama, a este ponto ele se esquecera de preocupar com “E se ele acordar e me pegar acariciando-o”, logo prosseguiu... Encostou um dedo na boquinha dele, sentiu o seu calor, e levou o seu sabor a sua própria boca... Não resistindo, deu um leve selinho nele, que mesmo com isso continuara dormindo em um sono doce e profundo, aparentemente.

 Ele então prosseguiu em seu devaneio, explorando agora o peito de Omi, que era liso, não muito definido, mas mesmo assim era tudo o que ele sempre sonhara em ter por cima de si.. Fazendo movimentos de “onda”, possuindo-o em uma frenesi alucinadora.

 Ken parou a sua mão sob a calça do garoto a sua frente, já podia sentir os traços do membro dele. Uma luta pessoal se instaurou “eu não posso... eu não posso”, “e se ele me pegar”, “ele é meu amigo... o que ele acharia disso?”. Mas o lado que venceu foi o sexual, “eu já sonhei tanto com ele, um gostinho a mais não faria mal”. Então colocou as suas mãos por dentro da cueca dele e sentiu um membro quente e até bastante corpulento, para a idade dele. Ken se postou de frente para o pênis de Omi, chegou o seu rosto mais para perto, sentiu o cheiro... “até isso é doce nele”... E então o abocanhou, bem rapidamente, mas o suficiente para sentir o gosto... Um doce um pouco azedo, como era estranho, como era bom...  Ken queria ficar ali para sempre, poder sentir o sabor de seu amado com o consentimento e delírio do mesmo... Mas ele não podia... Então o cobriu e saiu do quarto deles.

 Omi abriu o olho esquerdo. Sim, ele estava acordado a maior parte do tempo, e agora, não sabia o que fazer.


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