VERDADES  
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        Faziam 2 meses desde que a ultima batalha tinha acontecido, a luta entre Kenshin e seus amigos contra a jupongattana de Makoto Shishio. 

        Os dias eram tranqüilos. Kaoru continuava a dar aulas para Yahiko, e também dava aula em outros dojos. Sano o mesmo pingalhada, sempre bêbado, jogando e filando comida. E Kenshin com seus inúmeros e infinitos trabalhos domésticos...

        Era madrugada, mas logo amanheceria, uma assustada Kaoru acordou, ofegante, respirando com dificuldade. Tinha tido um pesadelo, mais do que irreal, pois sonhars com seus pais, e viu nitidamente sua mãe, mulher da qual Kaoru sequer se lembrava, mas, no entanto no sonho ela era nítida, real, protetora, sim, estava tentando proteger uma Kaoru criança, choramingando de medo, porque eles estavam sendo atacados por homens que3 usavam espadas e o mais incrível era que usavam o estilo Kamiya Kasshin, contra o seu pai que também usava o estilo Kamiya Kasshin com sua shinai. Viu seu pai lutando e aos poucos sendo vencido, machucado, e sangue para todos os lados. Depois tudo ficou escuro e quando a Kaoru criança conseguiu enxergar, lá jazia os “pedaços” de sua mãe no canto da sala. Cabeça separada do corpo, corpo separado dos membros, e tudo aquilo formava um amontoado de pernas, braços e cabeça. Então a pequena Kaoru berrou e a Kaoru acordou, ofegante. Recuperou um pouco a calma e começou a pensar sobre o sonho. “Que sonho estranho, como pude sonhar tão nitidamente com minha mãe, e como aqueles homens usavamn espadas e não shinais no estilo Kamiya Kasshin?”. Kaoru se levantou, lavou seu rosto e trocou de roupa.  Saiu de seu quarto e viu que ainda era madrugada.

        Kaoru viu a balde cheia de roupas, perto do poço, e sentiu uma pontada no peito: “Como sou abusada mesmo, depois de tudo que meu querido Kenshin fez, ainda abuso de sua pessoa”.

       “Kenshin Himura, o homem que mais amo na vida. Tenho medo de perde – lo, justamente porque jamais encontrarei alguém a quem ame como o amo. Todo meu corpo e alma vibram quando o vejo, e diversas vezes me pego o admirando com um leve rubor nas faces... Certamente eu o amo, mas ele esta tão longe de mim e ao mesmo tão perto. Demonstra muito carinho, mas nada alem disso. Acho que ele me vê como alguém de sua família, e seu afeto não vai alem disso. Mas também estou pedindo muito, não posso ter tudo...”.

        Kaoru despertou de seu devaneio, e caminhou ate a balde...Depois de uma hora Kaoru já tinha lavado e estendido às roupas. Lembrou do desjejum, “Claro que se eu preparar a comida eles não vão tomar café direito. Então vou comprar uma refeição matinal especial lá do AKABEKO”.

        Kaoru pegou sua bolsinha de dinheiro e correu ate o AKABEKO, meia hora depois, voltou com o delicioso desjejum. Pôs a mesa para Yahiko, Kenshin e Sano que tinha passado a noite lá. 

        Kaoru foi arrumar seu quarto. Quando puxou as cobertas de cima do futon, viu uma carta. “Que estranho, de quem será que é? Alem do mais  alguém entrou aqui enquanto eu sai para comprar o café...”.

        “KAORU KAMIYA,

        Fico feliz em saber que esta viva e que pude encontra – lá, tenho grandes esperanças que se lembre desse velho amigo de infância.

        Preciso conversar com você.

        Darei uma festa em minha casa no próximo sábado, você é minha convidada especial. Moro em Kyoto, no castelo Gonei, dos antigos samurais. Estarei esperando.

        ASHUI KINOMOTO”.

        Kaoru ficou confusa e começou a procurar na sua memória algum Ashui Kinomoto, e sim, ele estava lá, o garotinho de sua infância, que vinha todos os no dojo Kamiya brincar com ela. Entretanto fazia anos que não se viam. 

        “Bom, pelo menos é um conhecido, fico feliz”.

        Kaoru ficou pensando no seu sonho, na mãe esquartejada, como poderia ter sonhado com aquilo, sua mãe morreu de doença...E sequer se lembrava dela...

-         BOM DIA BUSU!!! – Gritou Yahiko.

-         AAAAAAAAHHHHHHHH!!!YAHIKOOOOOO!!!

              -     Hei, desculpa feiosa, não pensei que estava ai viajando desse jeito, o que alias é    muito estranho, não me lembro de uma vez em que você acordou antes de mim...

-         Seu moleque quem é feiosa e quem é que não acorda ai, hem? Kaoru disse isso,

              dando um típico murro na cabeça do Yahiko.

-         Calma, calma... – Chegou Kenshin para acalmar a briga.- Bom dia senhorita Kaoru.

-         Ah, bom dia Kenshin. Dormiu bem?

-         Muito, arigato.

        Kenshin olhou em volta e se espantou, assim como Yahiko, também se espantou. Roupas lavadas e estendidas e um desjejum que cheirava no pátio do dojo. Tamanha a surpresa que escapou um:

-         ORO???!!!

-         O que aconteceu Kenshin? Pergunta Kaoru.

-         ORO?!

Kaoru deu – lhe um tapa na cabeça:

-         ACORDAAAA!!!

-         Oro. Senhorita Kaoru, a que horas lavou roupa e fez a refeição??? Parece que acordou bem cedo hoje.

-         Ah, é isso...è que eu me senti culpada de tanto abusar de você que hoje as lavei para você, assim terá o dia livre para pescar....

-         Arigato, senhorita Kaoru.

-         De nada Kenshin, mas vocês dois vão comer e acordem o Sano para ele comer também.

-         E você BUSU não vai comer?

-         Não, estou sem fome, e para de me chamar de busu, seu moleque.

-         Quem é moleque aqui???

-         Calma Yahiko. Disse Kenshin.

-         Kenshin, hoje eu vou ate o consultório do Dr. Genzai. Depois vou dar aulas em outros dojos.

-         Esta doente senhorita Kaoru?

-         Não, vou lá conversar sobre minha família...Minha mãe. Kaoru disse a ultima frase muito baixo, como para si mesma.

-         Oro? Sua mãe?

-         È Kenshin, hoje eu sonhei com meus pais, e no sonho ela estava tão nítida...Eu não me lembro de nada dela, então achei estranho ter sonhado com ela, já que isso nunca tinha acontecido antes. E ela me abraçava tão forte, eu era muito pequena e apenas choramingava, e ela me abraçava e tentava me proteger...

-         Proteger? Perguntou Yahiko, que estava prestando muita atenção a historia.

-         No meu sonho pessoas atacavam meus pais, minha mãe me protegia e meu pai lutava contra os homens e o mais estranho é que os homens usavam espadas mas lutavam no estilo Kamiya Kasshin....

-         O que feiosa? Estilo kamiya kasshin com espadas?

-         Bom Yahiko foi só um sonho, também porque o estilo Kamiya Kasshin se luta com a Shinai, não se tira vidas.

-         E foi só isso?

-         Não, depois ficou tudo escuro e quando consegui enxergar minha mãe jazia morta, esquatejada no chão...

        Kenshin e Yahiko viram escorrer algumas lagrimas dos olhos de Kaoru, que pareceu realmente triste enquanto relatava o sonho.

-         Você esta bem senhorita kaoru? Então foi por isso que acordou cedo? Ficou com medo de voltar a dormir? Não chore senhorita kaoru...

        Então Kenshin tocou as lagrimas e, conseqüentemente o rosto de kaoru com seus dedos. Kaoru estremeceu ao toque de seu amado. E abriu um largo e inevitável sorriso para ele.

-         Tudo bem Kenshin, afinal foi so um sonho...

-         Então eu me vou.

-         Tudo bem. Volta para o almoço?

-         Não, vou comer no AKABEKO mesmo.

-         Então ta, ate mais tarde senhorita Kaoru...Há, sabe a que horas voltara?

-         Antes de anoitecer. Tchau Kenshin.

-         EI BUSU E O “MEU” TREINO??? ESQUECEU QUE TAMBEM DA AULAS PARA MIM?

-         Desculpa Yahiko, hoje não vai dar. Amanha nos dois treinaremos dobrado para compensar hoje, ta?

-         Ta ne, fazer o que.

-         Tchau, ate mais tarde. E Kaoru foi embora para suas tarefas.
 
 

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-         Ola Dr. Genzai?

-         Ola Kaoru.

-         O que foi kaoru, esta doente?

-         Não, tudo bem. Mas hoje eu sonhei com minha mãe...Ela foi esquartejada e tinham homens que lutavam com espadas o estilo Kamiya Kasshin...

               O Dr. Genzai olhou para Kaoru, lembrando exatamente do dia da morte de Kyoko (mãe de kaoru), o corpo da mulher todo mutilado e o pai de kaoru chorando e se culpando, isso a muitos anos atras na guerra dos Kamiya Kasshin contra os kamiya Kasshin Kinomoto. 

-         E o mais estranho é que recebi uma carta de Ushui Kinomoto...Você se lembra dele? O garoto que brincava comigo no dojo?

        “Kaoru se lembrou da morte de sua mãe, coisa que estava bloqueado em sua mente, pois desde aquele dia nunca mais sequer perguntou da mãe. Agora recebe uma carta da família que a matou, o que esta acontecendo?” Pensou o Dr. Genzai.

-         Kaoru, o que estava escrito na carta?

-         A Carta, então o Sr. Lembra-se, sim eu a troxe comigo, pode ler.

        O dr. Genzai leu a carta, desconfiou e devolveu – a.

-         Você vai nessa festa?

-         Não sei, talvez. Porque?

-         Acho que esta na hora de você saber de tudo...

-         Tudo o quê?

-         Tudo o que seu pai me pediu para guardar segredo. Toda a tragédia, entre familiares...

-         Que tragédia?

-         A morte de sua mãe, por exemplo, sim ela foi assassinada e esquartejada pelos Kinomotos.

-         O que? Meu pai me disse que ela morreu de doença.

-         Kaoru seu sonho foi o que aconteceu, eles mataram sua mãe, quase mataram seu pai e pouparam sua vida, pois era uma criança. Alias, você se lembrou do garoto Ushui e não da sua mãe, então como se essas lembranças são da mesma época? Por isso que ele não voltou mais para brincar...

-         Então os Kinomoto mataram minha mãe com a técnica do meu pai...Como isso pode acontecer, o estilo Kamiya Kasshin pertence a minha família, ninguém mais poderia usa – lo, ainda mais com espadas...

-         Sim Kaoru, eles, os Kinomoto são seus primos, parentes muito próximos que leva o nome Kamiya Kasshin ate hoje. Eu achei que estavam todos mortos pois seu pai os matou...

-         Meu pai???

-         Lembra que uma vez seu pai te contou que matou uma única vez na vida, pois foi nessa ocasião que ele matou, vingando sua mãe...

-         Mas porque meus familiares e meus pais estavam em guerra?

-         Por causa do estilo Kamiya Kasshin. Seu pai pregava que o estilo era para vida e não para matar e os Kinomotos diziam que nenhuma técnica poderia ser sem espadas...Então seus pais e os Kinomotos cortaram relações, e os Kinomotos abriram um dojo de técnica Kamiya Kasshin com espadas,e fizeram muito mais, pois mataram sua mãe e fizeram seu pai quebrar o juramento de nunca matar...foram meses de lutas, seu pai temia por você...Não queria te perder como perdeu sua mãe, então decidiu matar os kinomotos para sua vida não correr risco.

-         Porque nunca me contou? Perguntou Kaoru que a essa altura chorava muito.

-         Fiz uma promessa a seu pai, de que não te contaria, e jamais teria te contado. Te contei por que o Ushui esta vivo, é lógico, seu pai não mataria uma criança. Então você vai nessa festa?

-         Não. Desculpa ter tomado seu tempo Dr. Genzai. Desculpa por ter chorado, mas já vou, estou atrasada para meus treinos. Adeus.

        Kaoru saiu quase que correndo do consultório, estava muito triste e chorava desesperadamente. “Então o que eu sonho não era sonho e sim realidade, minha mãe foi esquartejada, meu pai mentiu para mim a vida inteira...e esse kinomoto? Bom, vou parar de chorar e vou ate a delegacia ver nos mapas aonde fica direitinho esse castelo.”
 

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-         Gostaria de falar com Hajime Saitho, diga que é kaoru Kamiya, por favor.

Alguns minutos depois:

-         A que devo sua visita, mulher-gaxinim?

-         Não me chame assim Saitho...

-         Seja breve, não tenho tempo para conversa fiada.

-         Gostaria de ver o mapa de Kyoto.

-         Porque?

-         Por nada, curiosidade, posso?

-         Claro, mas seja rápida. E levou – a para a sala de mapas da delegacia.

        Kaoru procurou pelo castelo Gonei e la estava ele, o maior de toda Kyoto.

-         Pronto Saitoh, muito obrigado.

-         Não há de que Kaoru kamiya.

        Kaoru saiu da delegacia e já tinha passado a hora do almoço, não daria tempo de almoçar, então Kaoru correu para suas aulas.
 
 

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        Já era tarde e Kaoru não voltava. Kenshin já tinha preparado os peixes que pescou para assar mais nada de kaoru. Kenshin estava começando a ficar preocupado, então ficou com Yahiko e Sano a esperar na frente do dojo.
 
 

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        Kaoru estava com cansada e faminta que estava se arrastando pelas ruas, e se apoiando na shinai...Suas pernas não obedeciam, já era noite e estava longe do dojo...”Jamais chegarei, vou desmaiar no meio do caminho”.

        Kaoru continuou o caminho muito devagar e quando avistou o dojo, sua visão estava tão turva de cansaço que nem cehegou a ver seus amigos esperando. Kaoru apenas cambaleou e caiu, enquanto Kenshin, Yahiko e Sano corriam em sua direção...
 
 
 
 

ESPERO QUE GOSTEM, ESSE É MEU PRIMEIRO FIC E FICOU MEIO COMPRIDO, MAS A SEGUNDA PARTE VAI VIR CHEIA DE EMOÇÕES.

QUALQUER CRITICA, SUGESTÃO OU ELOGIO MANDEM PARA MEU E-MAIL.

BEIJINHOS

DANI - CHAN
 


  Fanfics / Capitulo 02