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VAMPIROS - A INVESTIGAÇÃO
Capítulo 1: Primeiras Mortes
- Eu vou embora. disse a garota com os olhos úmidos.
- Você sabe que não deve ir. Você não terá
como se alimentar, e vai morrer. Você vai partir assim mesmo? dizia
o rapaz, observando-a guardar as roupas na mala.
- Eu não tinha pensado nisso. respondeu a garota, pensativa.
Mas logo o ódio dominou seu olhar e ela disse: - Mas é melhor
do que ficar aqui com você.
Então ela pulou da sacada do edifício e sumiu na rua
escura e deserta, deixando o rapaz parado, em pé, com olhos baixos
e incertezas no coração.
[Na mansão Winner]
Era uma noite gelada e chovia muito. Os cinco Gundam Boys estavam reunidos
na sala assistindo um filme de ação, quando o laptop de Heero
apitou, anunciando que uma nova mensagem havia chegado.
- Vou ver o que é. disse subindo as escadas.
Voltou minutos depois, parecendo ligeiramente irritado.
- O que foi Hee-chan? perguntou Quatre, olhando para o japonês.
- Um caso misterioso. O Dr. J quer que nós façamos um
trabalho um tanto... atípico. ele parecia confuso na escolha das
palavras. Um caso de investigação.
- Investigação? Mas o que isso tem a ver com a gente?
Somos pilotos de Gundam, não detetives. disse Duo sem tirar os
olhos da tela.
- Não adianta reclamar. Qual é o caso? perguntou Trowa.
Seu tom sério e sua voz clara não deixava dúvidas.
Teriam que cumprir a missão, sendo o que for.
- Um assassinato. Mas não é um assassinato comum. Uma
pessoa foi assassinada perto daqui. Não sabem como, pois ela só
tinha dois furos no pescoço, mas não houve tiroteio. Não
havia nenhum outro ferimento. explicou o japonês.
- Uhhhhh, isso é coisa de vampiro brincou WuFei falando no
ouvido de Quatre, que se encolheu ao ouvir a palavra vampiro. Duo riu,
mas Trowa falou:
- Não diga bobagens. Vampiros não existem.
- Eu também não acredito em bruxas, mas que elas existem,
existem. Duo estava se divertindo muito com isso. - Detetive... até
que não é má idéia... vamos sair da rotina.
- Vamos dormir, e amanhã pensamos no que fazer. disse Heero
começando a levantar, quando a campainha tocou.
- Quem será a essa hora da madrugada? perguntou o chinês.
- Levante a bunda do sofá e vai ver. disse Duo dando um empurrão
no chinês, que o olhou meio contrariado, mas foi atender. Ao abrir
a porta teve uma surpresa. Quatre, vem aqui um pouquinho.
O loirinho foi, e também se surpreendeu. Era uma garota, toda
molhada, tremendo de frio.
- Olá... desculpa o incômodo, mas eu me perdi na tempestade,
e não tenho onde passar a noite. Posso ficar aqui? É só
esta noite...
- Pode... mas daqui a pouco o sol começa a nascer... disse
Duo pulando por cima do ombro dos amigos para ver melhor.
- Cala a boca Duo. respondeu Quatre, meio abobalhado. Claro que
pode, por favor, entre. Coitadinha, está ensopada. e a conduziu
para o sofá..
- Obrigada... disse sentando-se, enquanto Quatre providenciava uma
toalha para ela. Meu nome é Karina.
- Eu sou o Duo, o loirinho é o Quatre, esse chinês babando
é o Wufei, esse é o Trowa, e aquele japonês mal humorado
é o Heero.
Heero nem sequer se moveu para olhar a garota. Era como se ela nem
tivesse tocado a campainha. Mas ela parecia não se importar.
- O sol está quase nascendo. Por favor, me mostre onde eu posso
ficar... disse a menina levantando-se, agitada.
- Heero, ela vai ficar naquele quarto ao lado do seu. Leve ela até
lá que nós vamos pros nossos quartos dormir também,
ok? Duo estava quase dormindo no sofá.
O japonês simplesmente se levantou, sem encará-la, e disse:
- É só me seguir.
Assim que os dois subiram as escadas, Duo soltou um grande suspiro.
- Noooooossa, ela é linda, vocês viram como ela é
linda??? mal conseguia se conter. -Aquele cabelo, e aqueles olhos...
Realmente, Karina era uma bela garota. Tinha olhos negros como uma
noite de tempestade, os cabelos igualmente negros espalhados em cachos
até a cintura, e um corpo feito para o pecado. Parecia um anjo,
mas era tão sedutora, que talvez fosse um demônio. E estava
toda vestida de preto, as botas pretas de cano alto, a saia preta ate o
meio das coxas, a blusinha preta ligeiramente decotada, e o sobretudo preto
ate os pés.
- Ela tem que ser a deusa da morte. Tem que ser minha... babava o
americano descontrolado.
- Cala a boca! disse Trowa, dando um tapa na cabeça de Duo
e tirando-o do transe. É só uma garota.
[ No corredor do quarto de Heero ]
- Esse é seu quarto, Karina.
- Obrigada.- Disse virando-se e segurando o braço do japonês.-
Você tem olhos lindos. Porque evita olhar para mim?
O piloto do Wing sentiu um arrepio percorrendo seu corpo ao sentir
o contato de seu braço com as mãos dela. E então a
encarou profundamente.
- Porque não gostei de você. Você tem uma energia
diferente, pesada.
- Boa Noite Heero. disse sorrindo, e entrando no quarto, como se
o comentário dele não tivesse tido a menor importância.
E para ela não tinha.
Na manhã seguinte...
Os cinco soldados acordaram tarde, 1 hora da tarde, afinal quase não
dormiram durante a noite. Mas a garota continuava dormindo.
- Temos que começar a investigar o caso. disse Quatre, ainda
meio sonolento.
- Você está certo. concordou Trowa. Mas não
sabemos nem por onde começar.
- Eu pesquisei um pouco ontem a noite antes de dormir disse Duo,
surpreendendo a todos, e tirando umas folhas do bolso. Esses são
casos que ocorreram nos últimos meses na região, e tem as
mesmas características que esse crime. Olhem as fotos das vítimas,
vêem como todas estão pálidas? Não tem uma só
gota de sangue nelas. E todas têm esses dois furos no pescoço,
vêem? disse distribuindo as fotos.
- Estranho. Porque alguém faria isso? perguntou Wufei pensativo.
- Vampiros?
- Não seja infantil Duo, vampiros não existem. Isso é
obra de algum maníaco. respondeu Heero, mal humorado.
- Eu acho que o Heero está certo, vampiros não existem,
não podem ter feito isso. concordou Trowa.
- O crime ocorreu ontem... e ontem, por coincidência, aquela
garota apareceu aqui, dizendo-se perdida... disse o Japonês.
- Não começa Heero! Não sabemos nada sobre ela,
não podemos acusá-la. disse Wufei olhando as fotos.
- Mas talvez ela saiba de alguma coisa.
- Espere até que ela acorde e podemos perguntar. Ela parecia
muito cansada, deixe-a descansar. Enquanto isso, que tal a gente fazer
uma boquinha??? Eu to morrendo de fome... Podemos ligar pro Disk Lanche
e pedir hot dog e batata frita... Hummmm...
- Até que não é má idéia Duo.
- Vocês só pensam em comer. disse Trowa olhando para
Duo e Chang.
- Não é nada disso. Nós comemos para viver, não
vivemos para comer.
- É isso mesmo!
Então pediram os sanduíches, pediram um a mais para a
garota. Uma hora depois os lanches chegaram, e ela ainda não tinha
acordado.
- Mas já são duas horas da tarde! Ela tem que levantar.
Nem eu durmo tanto assim.
- Mas você é um caso raro Duo Maxwell brincava Quatre.
Ela vai acordar... é só esperar um pouco. Talvez ela tenha
alguma pista.
- Ela é estranha... pensava o japonês em voz alta.
tem uma energia pesada. E os olhos dela... são olhos sinistros,
tão escuros. E toda a roupa dela era preta. E de onde ela veio?
Não tinha nem sequer uma bolsa, nada.
- Deixa disso Heero... ela é linda. Ela é toda linda!
E daí que ela gosta de preto? Eu também me visto de preto
e não sou sinistro.
- Você é o Deus da Morte. É muito sinistro. Mas
não existe uma deusa da morte, e se existisse, não iria aparecer
assim, de repente. filosofava Trowa.
- Só resta esperar ela acordar... disse Quatre atirando-se
no sofá.
As horas passavam devagar, e a cada minuto eles ficavam mais impacientes.
Cinco horas da tarde e ela ainda estava dormindo? Ninguém dorme
tanto assim.
O relógio não parava. Seis da tarde. O céu já
estava escuro.
BLAM!!!!!!!
- O que foi isso? perguntou Wufei levantando-se rapidamente.
- Veio do quarto da... começou Quatre, mas não precisou
terminar a frase. Todos correram instintivamente para o quarto da garota.
Entraram sem bater e ficaram espantados. O quarto estava vazio.
- Eu já chequei o banheiro, ela não está lá...
disse Duo apoiando-se na parede. Não tem como sair daqui, se
ela tivesse saído, nós teríamos visto ela descendo
as escadas.
- A não ser que ela tenha pulado a janela. disse Heero.
Mas se ela tivesse pulado, estaria morta, é uma altura muito grande.
- e se aproximou da janela para olhar o quintal. e depois ela teria que
pular os muros da mansão, porque os portões estão
fechados. Ela tem que estar aqui em algum lugar. Achem essa garota, ela
é suspeita!
Procuraram por Karina na mansão inteira, e no quintal também,
mas nada... a garota não estava mais ali.
- Como ela pode sumir assim? perguntou Wufei, esgotado.
- Não importa. Que horas são? perguntou Heero.
- Nove horas... já está bem escuro...
- Não tem problema. Vamos nos separar e procurá-la pela
cidade.
- Mas nessa escuridão vai ser difícil encontrá-la.
Ainda mais se ela ainda estiver usando aquela roupa preta.
- Não importa, eu já disse! disse Heero começando
a se irritar. Agora vão procurá-la. e saiu correndo em
direção à porta.
[Em uma rua sem saída]
- O que você vai fazer? perguntava o rapaz, parecendo enfeitiçado
pela beleza da garota que o acompanhava.
- Calma, você vai ver dizia ela, dando risada e beijando-o
nos lábios, descendo em direção ao pescoço.
Adeus... sussurrou, e aprofundou o beijo no pescoço dele, enterrando
seus caninos até o fundo. O homem só se deu conta do que
estava acontecendo quando sentiu sua camisa ensopada de sangue.
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? gritou desesperado, tentando
empurrá-la para trás, mas ela o agarrou ainda mais firmemente,
sugando-lhe o máximo de sangue possível.
- LARGUE ESSE HOMEM E PONHA AS MÃOS PRA CIMA!- gritou outra
voz masculina, cortando o silêncio da noite.
Ela largou o homem desacordado no chão e virou para fitar o
intruso.
- Heero... sussurrou mortalmente.
- QUEM É VOCÊ? gritou, ainda com a arma em punho. Tudo
o que conseguia enxergar eram dois olhos vermelhos contra a escuridão
do beco.
Porém, o japonês não teve resposta. O vulto de
olhos vermelhos voou em sua direção, fitando-o profundamente.
Esse olhar... aquela garota me olhou exatamente assim ontem a noite.
pensou espantando. Mas logo, o vulto desviou de seu corpo e sumiu, sendo
engolida pelas sombras.
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