SAILORMOON V : SHADOWMOON
CAPÍTULO 5- NO EXTREMO DA INVEJA
Cena 1:
No avião particular fretado por Rumiko, que está
cruzando o Oceano Pacífico Rumo ao Japão!
Shadowmoon dorme profundamente! Mas, seu sonho não
é tranqüilo! Ele se contorce na poltrona de passageiro, enquanto
o seu sub consciente é invadido por “FLASHES de memória”,
como um quebra-cabeça dividido em várias partes.
· Visão 1: Ele se vê diante de um reino todo
dourado! Mas, o que acha mais esquisito é que ele vê
nos céus , a imagem do planeta Terra e não da lua!
· Visão 2: Ele se vê diante de uma mulher
e sua filha adolescente, mas não consegue definir os rostos.
Ele está amarrado e de joelhos, enquanto o povo do lugar grita em
histeria e fúria, pedindo para mata-lo!
· Visão 3: Alguém com uma voz, suave e amigável,
toma sua defesa dizendo-lhe que ele é inocente! Ele olha para
a figura que se coloca corajosamente entre ele e seus captores. Mas,
não consegue enxergar muito bem o seu rosto, apenas pode perceber
que ela tem cabelos curtos e escuros.
· Visão 4: Para a sua surpresa ele vê a imagem
do Anjo Branco ao lado de um jovem de cabelos escuros, trajando uma armadura
escura e com ornamentos de símbolos de nobreza (um príncipe?).
O Anjo diz para não dar ouvidos a moça e acabar com esse
“Cão mentiroso”!!!
· Visão 5: A jovem salvadora protesta! Enquanto
que ele vocifera: “Dê-me uma espada, seus cães!
E mostrarei com a ponta de sua lâmina quem é mentiroso!!!!”
· Visão 6: Súbito, o jovem príncipe
aproxima-se dele e afasta a moça do local! Em seguida os dois
se entreolham severamente! Então, sem nenhum aviso, o jovem
saca sua arma e desce com fúria sobre ele e....
Jimmy acorda num sobressalto da sua poltrona respirando ofegante e com
o corpo todo suado! Ao seu lado está Issac, lendo tranqüilamente
uma revista e com um estranho e esquisito aparelho, em forma de capacete,
na cabeça. O aparelho não para de piscar varias cores
luminosas em volta, em pequenas lâmpadas.
- Caramba! O que foi? Estava tendo um pesadelo, é? – Pergunta
Issac, assustado!
- Mais ou menos... Sei lá!? Foi tudo muito confuso?
Tive um sonho, cheio de imagens estranhas. Parecia que eu estava
vivendo lembranças de alguém que era eu... Mas,
ao mesmo tempo não era eu....
- Não tô entendendo nada...
- Ah! Esquece! Eu mesmo não entendo bem, que sonho
maluco foi esse! Só que parecia tudo tão real...
- “Fica frio”, Jimmy! Já passou! Você está
acordado agora! Relaxe!
Issac tenta tranqüilizar o seu amigo dizendo que ele esta muito
cansado e ainda está muito tenso por tudo que aconteceu nos últimos
dias e, especialmente, nas últimas horas! E que ele precisa
se acalmar e tentar relaxar, pois esse é o melhor “remédio”
para o stress!
Ele exibe seu relógio de pulso ao amigo, e avisa Jimmy, que
em pouco mais de quatro horas, estarão pousando no aeroporto Internacional
de Tókyo! E pede para tentar relaxar até lá!
Jimmy pergunta pela sua avó, pois percebe que ela não
está sentada em seu lugar, pouco mais a frente e, Issac informa
que ela foi a cabine de comando conversar com o comandante do avião!
Sobre o que, ele não fazia idéia alguma! Mesmo
o porquê, a velha senhora não dava satisfações
do que fazia para nenhum dos dois! Por isso, Issac sabiamente, nem
chegou a lhe perguntar nada!!!
Jimmy balançou a cabeça, afirmativamente e só
quando sentiu-se mais calmo, é que, então percebeu
o “capacete ridículo” que Issac está usando e finalmente
pergunta:
- O que essa “geringonça” que você pôs na cabeça?
Está parecendo um imbecil com esse troço cheio de luzinhas!
- Alto lá, Jimmy! Mais respeito com as minhas “incríveis
e extraordinárias invenções”, meu caro ninja! – protestou
Issac, com seu habitual bom humor, exibindo um sorriso maroto nos lábios.
– Esse aparelho engenhoso sobre a minha cabeça, nada mais é
do que a minha mais nova e fantástica invenção:
o “CYBER LANGUAGE BRAIN”.
- Sei que vou me arrepender em perguntar, mas para que serve isso,
além de lhe fazer parecer uma “lâmpada humana”? Sua
cabeça está piscando mais que enfeite de árvore de
natal... – disse Jimmy com sarcasmo.
- É simples, meu caro ninja! Esse meu “genial invento”me
permite aprender qualquer idioma do planeta em, no Maximo, 24 horas!
E o estou usando para aprender a falar, ler e a escrever em japonês!
– diz Issac com um largo sorriso de satisfação.
“Mais uma invenção de “cientista maluco”!, pensou Jimmy.
Mas, como seria inevitável, Jimmy começou a ouvir Issac dar
uma detalhada explicação técnica de como as informações
sobre o idioma japonês (Kanjis, Kathanas, pronúncias e etc...)
são processadas pelo computador interno do capacete e enviadas,
por meio de ondas subliminares até os neurônios e a área
de memória de seu cérebro!
Mas o fato era que, realmente, Issac já podia falar, naquele
momento, um japonês fluente e até mesmo ler nessa língua,
como o próprio inventor garantia. Jimmy, que até aquele
momento, juntamente com sua avó Rumiko eram os únicos que
dominavam o idioma nipônico, ficou surpreso ao ver como Issac já
estava falando bem e quase sem sotaques o Japonês.
E, como se isso não bastasse, Issac ainda lhe mostrou
uma edição da revista NEWSWEEK em japonês, que estava
lendo!
Jimmy olha com desconfiança, mas realmente vê que era
uma edição da revista norte-americana que é editada
em japonês, para circulação no país nipônico!
Súbito uma foto e uma extensa reportagem na revista chama a
sua atenção e Jimmy pergunta:
- O que é isso que está lendo?
- È a reportagem de capa da revista. É sobre um
grupo muito famoso de super-heroínas do Japão, chamado de
SAILORS SENSHI! Você já tinha ouvido falar delas,
Jimmy?
Jimmy acenou a cabeça, afirmativamente:
- Acho que sim! Já ouvi falar delas pelos noticiários
brasileiros. Mas, não as conheço muito bem... –disse
sem demonstrar muito interesse.
Issac por sua vez, demonstrava um vasto conhecimento sobre as heroínas.
Na verdade, Issac gostava de atualizar informações sobre
as super heroínas que agiam em todo o mundo (especialmente se fossem
muito bonitas). Era o caso dessas Sailors.
Issac começou a lhe fazer um breve relatório sobre elas:
· Que o grupo era constituído por pelo menos por cinco
guerreiras adolescentes, mas segundos outros relatos, de testemunhas, esse
grupo possuía outros membros que apareciam eventualmente.
O número certo, contudo, era desconhecido!
· Cada uma das Sailors tem poderes relacionados, aparentemente
com algum elemento da natureza: Vento, água, fogo, etc...
· Todas eram muito poderosas e valentes. E haviam lutado
com uma ameaça atrás da outra, vencendo-as, admiravelmente,
cada inimigo.
· Sua líder era chamada de Sailor Moon, a guerreira mais
forte de todo o grupo. Uma moça bela, forte, inteligente e
bonita! E que se destacava das demais.
· O grupo luta sempre em conjunto ou sozinhos! E atualmente,
a Sailor Moon e suas companheiras são as heroínas mais populares
de todo o Japão!
· A sua base de operações, segundo suspeita da
policia japonesa, está localizada em algum lugar da capital Tokyo!
Isto porque a maioria de suas aparições foram registradas
em vários pontos da capital!
Issac abre um largo sorriso e diz:
- Puxa, Jimmy! Seria super legal se acabássemos encontrando
essas “gatinhas”... Quero dizer, essas “Sailors”, durante nossa missão,
no Japão, não acha? Quem sabe, podemos até convida-las
para um “cineminha”... – diz com um sorriso malandro, cheio de segundas
intenções!
- Não diga bobagens!! – diz Jimmy rispidamente e com raiva para
o seu amigo. – Será que preciso lembrar-lhe que estamos em
uma missão séria e de grande perigo? Isso não
é hora de ficar fazendo piadinhas idiotas ou pensar bobagens, enquanto
Wilton está em coma numa UTI!
- Desculpe, Jimmy! Não quis fazer piadas nesse sentido!
Também, penso no estado do Wilson a toda hora! – falou Issac num
tom apaziguador. – Falei desse jeito, por que é a minha maneira
de ser. De lidar com a tensão que estamos enfrentando desde
que tudo isso começou! Você sabe como eu sou!
Houve um breve momento de silêncio, em que os dois amigos se entreolharam,
e, depois, Jimmy disse:
- Me desculpe! Não quis gritar com você, Issac!
È claro que você não falou por mal! Você
é um humorista incorrigível e eu já devia ter aprendido
a me acostumar com isso, meu amigo! Me perdoe! – disse Jimmy colocando
a mão sobre o amigo, sentado a seu lado.
- Tudo bem! Eu sei que este momento está sendo muito difícil
para todos nós, Jimmy! Não esquenta!
Quando fiz a minha piada, na verdade eu queria dizer, que seria bom
contarmos com a ajuda de algum super herói japonês, quando
chegarmos. Isso poderia nos ajudar, em muito em nossa busca ao “Anjo”...
E essas “Sailors” me parecem que poderiam ser de grande ajuda e...
Jimmy repudiou a idéia na mesma hora:
- Esquece, Issac! Não preciso de ajuda para caçar
aquele maldito assassino! Especialmente dessas garotas.
- Ora, e por que não?
- Olhe para elas! Essas cinco moças parecem mais “modelos
fotográficos fantasiadas” do que super-heroinas sérias!
Podem ser bonitinhas e tal, mas duvido, sinceramente, que elas tenham forças
ou poderes suficientes para enfrentar uma verdadeira ameaça.
- Pô, Jimmy! Também não é assim! Eu
pesquisei sobre essas “Sailors”. Elas não são só
modelos fotográficos como você quer insinuar. Elas são
super-heroínas muito poderosas!
- Ah, não me faça rir! Essas tontas não durariam
nem 1 minuto se tivessem que enfrentar o ARARIBÓIA ou
sequer o CANGACEIRO ASSASSINO!!, lá no Brasil – disse Jimmy,
que completou. - A última coisa que quero, neste momento, era topar
com elas ou qualquer outro, “super-heroi japonês de quinta categoria”,
que possa nos atrapalhar em nossa missão!
Jimmy olhando a foto das Sailors com visível desprezo!
Mas, então, seus olhos se fixaram em uma das moças das
fotos: Uma sailor de cabelos curtos e uniforme com detalhes azuis.
Súbito, imagens de seus sonhos começaram a desfilar-lhe em
sua mente, e Jimmy foi tomado de uma estranha sensação de
DEJÁ VU! De que conhecia essa moça... Mas, como?
De onde? Estava confuso...
Issac percebeu a estranha mudança na fisionomia de seu amigo
e perguntou-lhe se havia algo de errado! Jimmy dispersou seus pensamentos
e disse que não! Apenas um pensamento veio a cabeça...mas,
não era nada!
Dizendo isso, Jimmy voltou a se recostar a o seu assento e consultou
seu relógio! Faltava umas 4 horas para aterrissarem em Tokyo!
Quatro Horas!
Logo, Logo, sua caçada ao “Anjo Branco” iria recomeçar!
E, desta vez, o maldito assassino não iria lhe escapar de maneira
alguma...
CENA 2:
Colégio Juuban High School. Horário de intervalo
de aula
Os alunos do colégio se amontoavam-se como um bando de afoitos
e desesperados, em frente a imenso quadro de avisos, localizados no salão
principal da escola. Todos estavam ansiosos para verem a colocação
das notas dos últimos exames do mês. Querendo ver a
colocação de cada um no “ranking das notas” como era popularmente
chamada.
Amy chegou ao salão vindo da sala de aula. Estava distraída,
lendo um livro de biologia avançado e mal percebia a movimentação
a sua volta!
“Amy! Amy! Venha ver!!”- disse Serena aparecendo, de repente,
pegando, num impulso, o seu braço! Ela arrastou Amy com ela
até pararem em frente ao imenso mural!
“Você conseguiu, de novo, Amy! Tirou o primeiro lugar!
É a aluna com as melhores notas do colégio! Olha, lá
em cima!!!” – disse Serena, apontando para o topo da lista.
Amy olhou para cima e sorriu, timidamente!
Seu nome estava mais uma vez, no topo da lista da classificação
da rodada de provas daquele mês! Ela estava feliz, não
pelo fato de ter tirado o primeiro lugar nas notas, deixando para trás
centenas de alunos do colégio! Mas, sim pelo fato de seus
esforços em dedicar-se aos estudos terem sido recompensados!
Isso a aproximava do grande sonho de ser uma grande médica, algum
dia, como a sua mãe! E isso era o que mais queria da vida!
Olhou para Serena, que estava animada com o sucesso dela! A qual
gritava a todos que estavam por perto, que sua amiga tinha tirado o primeiro
lugar nas provas! Serena estava tão contente com o sucesso
da amiga, que era como se ela mesma tivesse conseguido tirar o primeiro
lugar! Se bem que, quando, Amy viu em que colocação
Serena ficou no quadro das notas (bem abaixo da media regular), iria com
certeza aconselha-la para estudar mais. Nem que para isso, tivessem
que combinar de estudar em grupo por mais uma hora, junto com o resto das
meninas.
Mas, Amy sabia que estudar não era muito o “forte” da Serena!
Sua mente só tinha espaço para seus sonhos românticos
com Darrien e outras coisas, como roupas, comidas, novelas e etc...
Mas, como sempre, Ela se esforçaria a ajudar sua amiga nos estudos!
E, com certeza, um dia as duas, junto com as demais iriam para a faculdade!
Serena era a sua melhor amiga! Mais do que isso! Era como
se fosse uma irmã de verdade! E ouvi-la anunciar o seu triunfo
nos estudos a todos a sua volta, alegrava o seu coração!
Alguns alunos, começaram a cumprimenta-la pelo seu sucesso nas
provas, mas subitamente, uma voz, cheia de despeito e sarcasmo se fez ouvir
por todos:
- Então, a “ratinha de laboratório” conseguiu se dar bem
nas provas de novo, né? – disse Sayaka, acompanhada das suas duas
“valetes”.
Sayaka aproximou-se, abrindo caminho por entre os alunos, que a temiam
e a respeitavam como uma aluna “barra-pessada”. Serena colocou-se
entre ela e Amy, tomando as dores da amiga!
- Você chamou a Amy de que,? Sua invejosa! – gritou Serena indignada!
- Ora! Ora! O que temos aqui? É a “loura burra” desse
colégio chato! E como sempre, abrindo a boca fora de hora!
- O que disse? – perguntou Serena irritada.
- Fique quietinha no seu canto, “gentalha”! Meu assunto é
com sua amiga CDF, ali!
- Sua mal-educada! Pensa só porque vem de uma família
rica e influente, pode ir tratando os outros sem educação
e respeito? – pergunta Serena desafiadoramente.
- Eu posso fazer o que quiser, sua tonta! Inclusive isso!
Sayaka empurrou Serena, abruptamente e sem aviso! Ela tropeçou
num das meninas, que acompanhavam Sayaka e que havia se agachado atrás
de Serena, caindo no chão!
- SERENA! – gritou Amy, acudindo sua amiga caída. Em seguida
voltou-se para Sayaka. - Por que fez isso, Sayaka?
- Não gosto de gente intrometida, sua CDF! E muito menos,
garotas querendo pousar de “alunas modelos” nessa escola, como você!
- Está enganada! Eu não estou querendo “pousar”
de nada! Só estou me esforçando em meus estudos e cumprindo
da melhor forma que posso, minhas tarefas escolares e obrigações,
como os demais alunos daqui!
- Ah, qual é? Pensa que me engana? Aposto que você
“colou” na maioria das provas que fez! Ninguém pode
tirar tantos “primeiros lugares” nesses exames difíceis e chatos!
É impossível!
- Não quando se estuda a sério! – respondeu Amy. – Não
quando se presta atenção nas aulas e não as “cabula”
como você e suas amigas fazem.
- Ora, sua exibida! Quem é você para me falar dessa
maneira...
- Sou uma estudante do colegial! Uma pessoa que respeita os colegas
e os professores! Jamais faltei com respeito a nenhum deles e muito
menos fico “exibindo” minhas boas notas, como meio de me vangloriar sobre
os meus colegas, como você está insinuando.
- Ah, tá! Vou fingir que acredito...
- Pouco importa no que acredita ou não, Sayaka! Você
é arrogante demais para compreender, que existem pessoas como eu,
que amam os estudos e os livros. Que se encantam e fascinam
com os novos conhecimentos que eles nos propiciam. Mas, sabe o que é
melhor nisso tudo? É que posso dividir meus conhecimentos, com meus
colegas. Pessoas sinceras e amigas como Serena! – disse olhando afetuosamente
para a sua amiga. - Ajuda-la nas matérias que ela ou qualquer
outra de minhas amigas e colegas tenham mais dificuldade. Quando
estudamos juntas, após a escola, é uma oportunidade que tenho
de retribuir o apoio e a amizade sincera que sempre me deram. Dentro
e fora do colégio! – diz Amy, esboçando um sincero sorriso
de carinho e amizade à Serena.
- Amy! – diz Serena sorrindo!
- Sim, Sayaka! Fico contente quando tiro boas notas! Mas,
acredite, fico mais contente em ver minhas colegas tirando boas notas,
também! Sabendo que isso é resultado de compartilhar
e dividir os meus conhecimentos, com elas e meus colegas, quando estudamos
juntos.
Sayaka cerra os dentes de raiva! Aquela garota acabara de lhe
dar uma lição de moral diante de todo o colégio.
Uma humilhação publica!
Ela não pode deixar que essa suburbana medíocre leve
a melhor!
Quando Amy, finalmente, ajuda Serena a se levantar, Sayaka dispara:
- Belo discurso, “geniazinha”! Pena que não engulo essa
babaquice que falou! Aposto que dormiu com todos os professores deste
colégio, para garantir esse primeiro lugar nas provas! – disse Sayaka
com sorriso cruel!
Houve um grande murmúrio entre todos os alunos que acompanhavam
a discussão entre as duas garotas. O choque daquela insinuação
grave chocou a todos.
Serena perdeu a calma e queria ir direto para cima de Sayaka
e acertar aquela “cara nojenta” com um bom soco. Mas, foi detida
por Amy, que fez sinal para ela não partir para a violência.
Em seguida, Amy aproximou-se de Sayaka e a olhou bem de frente,
de modo serio e firme. E, então lhe disse de maneira direta
e segura. Essa última insinuação teve uma resposta
direta e segura de Amy a sua antagonista:
- Não, Sayaka! Não fiz uma coisa dessas. E
sabe por que? Porque isso é algo que é mais de seu
feitio, de seu caráter, do que do meu, Sayaka!
Vamos, Serena! Vamos embora daqui! Precisamos ir andando estudar
na
casa de Rei, hoje! - disse Amy, calmamente, a sua amiga e
começando a
caminhar para a saída do colégio!
Mal chegou a dar dois passos, quando de repente, Sayaka, enfurecida
de ódio, atacou-a por trás, dando-lhe uma “chave de pescoço”,
traiçoeiramente. Amy deixa seus livros caírem no chão,
e leva suas mãos ao pescoço, numa tentativa de se soltar!
- Sua Suburbana medíoce! Puxa-saco de professores! Como ousa
me afrontar desta maneira? – grita Sayaka, demonstrando um ódio
incontrolável por Amy!
Serena tenta socorrer sua amiga, mas é detida e agarrada
pelas valetes de Sayaka! Os outros alunos, por medo, não ousam
interferir na briga!
Gritando ofensas contra Amy, chamando-a de “gentalha”, Sayaka
sussura no ouvido de Amy, que ela irá receber uma lição
para nunca mais “bancar a esperta” com ela. Dito isso, Sayaka
puxa do bolso do seu uniforme um pequeno e afiado estilete.
- Agora, sua garota metida a esperta – diz Sayaka, aproximando a Lâmina
bem perto do rosto de Amy – Vou deixar uma lembrança nessa sua “carinha
de anjo” para que você nunca mais se meta a esperta comigo,
sua CDF!!
Ao ver a lâmina aproximar-se do seu rosto e ouvindo os gritos
desesperados de Serena, Amy age por impulso, sem tempo para pensar.
Graças aos treinos diários de luta marcial com
Lita, Amy age como havia sido orientada pela sua amiga, num situação
idêntica a essa: Desfere uma cotovelada na altura do estomago
de sua inimiga, que fica imediatamente baqueada com a reação
inesperada de sua oponente. Sentindo o braço em volta em seu
pescoço se afrouxar,
Amy imediatamente, aplica-lhe um perfeito golpe de judô e joga
sua adversária, no chão, onde rola desastradamente até
um cesto de lixo, espatifando-o por completo. O resultado disso:
Sayaka fica com o rosto e roupas totalmente sujos, além de seu orgulho
ter sido totalmente destruído. Aquela garota, não só
fora mais esperta, como num só golpe a desmoralizou e a ridicularizou
perante a escola inteira!
As suas duas comparsas soltam Serena e correm para auxiliar a
sua líder! Ajudam-na se levantar do chão, mas ela num
gesto translouco, se solta e recusa auxilio! Ela está totalmente
dominada pelo ódio da humilhação que aquela garota
acabara de faze-la passar.
- Sua desgraçada! Olha só o que você fez comigo,
maldita! Eu vou acabar com a sua raça de uma vez por todas!
Eu vou...
As promessas de vingança de Sayaka são interrompidas
pela chegada, súbita, do diretor do colégio, o sr. Tokugawa.
Ele estava passando pelo salão naquela hora e pode presenciar boa
parte do que aconteceu.
- Parece que você arrumou mais uma confusão desta vez,
não é, srta. Sayaka?! Mas, desta vez, sua família
não poderá aliviar sua punição! Vamos
até o meu gabinete agora, que irei chamar seus pais para uma conversa
séria! – disse ele num tom severo.
Sayaka sabe que não seria prudente desafia-lo com risco
de uma expulsão. E, sem saída obedece.
Mas, não antes de olhar cheio de ódio para Amy
e murmurar um juramento de vingança!
- Você vai me pagar muito caro por isso, sua desgraçada!
Muito Caro!
Em seguida, ela acompanha o diretor até o seu gabinete.
Serena aproxima-se da amiga e pergunta se Amy está bem!
E ela faz que sim! Serena pede que ela tome muito cuidado com Sayaka,
pois ela é uma garota terrível e poderá querer se
vingar. Amy tranqüiliza Serena e promete tomar cuidado.
Em seguida, as duas partem juntas do local.
CENA 3:
Antiga Fabrica de Plásticos “Iwata” – Subúrbios
de Tokyo
Ela grita, enquanto as poderosas correntes elétricas percorrem
todo o seu corpo! É uma tortura insuportável, e a Rainha
Beryl blasfema para todas as criaturas infernais do Negaverso pela dor
que é obrigada a passar!
Ela se encontra amarrada aos pés e mãos numa plataforma
cheia de equipamentos eletrônicos, refletores de radiação
e alguns imensos tubos de ensaios. Seus braços estão
furados com varias agulhas de Seringa, ligadas a tubos conectados a sacos
de soro, mas que contém estranha mistura verde, que lentamente,
vai se misturando ao seu sangue, durante todo o processo.
Ela continua a gritar de dor! Desde que ela foi colocada sobre
a plataforma, a quase uma hora, e o dr. Àtila iniciou sua experiência
de mutação genética! O cientista está
acompanhando toda a agonia da vilã através de seu aparelho
de controle, analisando cuidadosamente a leitura de dados que observa
em seus monitores e controlando os fluxos e refluxos da experiência
através de botões no painel. Ele está calmo,
com atenção toda voltada a seu trabalho.
O mesmo não pode ser dito de Malachite, que assiste aflito e
agoniado a “tortura” por que passa sua soberana. A dor que observa
ela passar é insuportável de mais, por varias vezes, questiona
a si mesmo se deveria ter permitido que Atila fizesse essa operação
horripilante! Sua vontade é faze-lo parar com isso imediatamente!
Interromper toda essa experiência médica...
Mas, ele não podia! Havia sido proibido pela própria
Rainha Beryl de atrapalhar essa operação, seja por quais
motivos fossem! Ela sabia, tão bem quanto ele o que estava
em jogo, naquela operação! A própria sobrevivência
física da Rainha Beryl O corpo Humano que a mente dela
habitava, estava já em fase de decomposição celular,
quando eles chegaram a fabrica Iwata., duas horas atrás!
O local, um antigo esconderijo de Zeocyte, um dos generais do Negaverso
já falecido, estava abandonado há vários anos.
E nesse tempo todo, ninguém ousou entrar na fabrica, pois o local
adquiriu fama de ser mal-assombrado! As poucas pessoas que viviam
na redondeza, juravam escutar estranhos barulhos e “luzes verdes” refletidas
nas janelas quebradas da fabrica.
Idiotas! Pensava Malachite! Esses tolos humanos não
sabiam que o barulho e as luzes que ouviam e viam eram produzidos por “enormes
sementes orgânicas” geradas pela própria dimensão negra
do Negaverso. Zeocyte havia trazido elas da dimensão diabólica
para usa-las num dos ataques as Sailors.
Infelizmente, o idiota acabou sendo derrotado pelas heroínas,
antes mesmo que pudesse tê-las ultilizado e foi punido severamente
pela rainha Beryl!
Assim as “sementes” acabaram sendo esquecidas naquele local abandonado!
E ali ficaram durante todos esses anos, sem que ninguém os achasse.
Foi muita sorte a Rainha Beryl ter se lembrado das “sementes”, pois elas
na verdade foram tudo que restaram do Negaverso! E, ironicamente,
haviam se tornado a última chance de sobrevivência da Rainha
Beryl. Em seu interior, encontrava-se o código de DNA e o
material biológico que Átila necessitaria para a sua experiência.
O cientista agiu depressa, Malachite reconhecia. Em menos de uma hora
montou o seu equipamento de laboratório (com a ajuda dos dois criminosos
que havia libertado, que carregaram os equipamentos) e retirou o que precisava
das sementes. Algumas misturas no tubo de ensaio e pronto!
A formula, como o próprio Átila se referia a estranha mistura
que fizera estava pronta.
Faltava a fase seguinte e a mais critica de todas: A operação
de mutação genética!
Malachite lembrava que a Rainha Beryl estava num estado deplorável,
quando foi colocada no aparelho de Átila. 
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}
}
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; Sua pele estava
literalmente murchando e definhando! Mas, ela ainda encontrou forças
o suficiente para olhar para Malachite e dar uma última ordem:
“Haja o que houver, não pare a operação em hipótese
alguma! Ela é minha última chance de sobreviver, entendeu
bem? Mesmo que eu grite, implore, retorça todo o meu corpo...Façam
tudo até o fim! Senão, tudo terá sido em vão
e eu estarei morta!” – disse ela contundente!
Malachite meio hesitante, deu sua palavra que faria como o ordenado!
E assim foi feito!
Agora a experiência chegava a sua fase decisiva e Átila
avisava a seu comparsa que iria aplicar a “última dose”. Então,
apertando os botões, o cientista injeta o restante da formula no
corpo da mulher e dá uma descarga energética mais forte de
todas. Tão forte que o corpo da vilão começa
a emitir uma luz esverdeada e, subitamente, toda a aparelhagem explode.
Minutos se passam até a fumaça se dispersar e Malachite
está aflito. Ele teme que a experiência tenha sido um
fracasso total e que a sua soberana já esteja morta.
Ele olha furioso para Átila e o ameaça:
- Se ela estiver morta, você vai implorar por uma morte rápida
seu charlatão!
A resposta de Átila é um largo sorriso:
- Eu nunca falho em minhas experiências!
Sou um verdadeiro artista da bio-engenharia genética, chefe!
Mas, desta vez, vejo que consegui me superar! He! He! He! Olha
atrás de você! He! He! He!
Malachite se vira e em meio da fumaça que já se desfez,
ele vê erguida dos escombros da aparelhagem, a Rainha Beryl em seu
corpo original! O mesmo corpo e aparência física que
tinha durante a guerra contra as Sailors. Só que ela está
um pouco diferente do que era naquela época. Sim, Malachite
percebe logo em seguida! Ela emite uma energia muito mais forte e
poderosa do que possuía anteriormente. Um poder que causava
até mesmo medo em Malachite.
Ele se ajoelha enquanto sua soberana se aproxima!
- Bom Trabalho, doutor! Estou me sentindo ótima!
Parece que me rejuveneci alguns séculos! E esse poder que
eu sinto em minhas veias é algo indescritível – diz a vilã.
O cientista agradece o elogio e diz que fez algumas melhoras no DNA
dela, justamente para torna-la e a seu corpo muito mais forte e poderosa
do que era antes. E que ao vê-la daquela maneira a considera
como sua maior obra prima!
Beryl solta uma risada cruel de gelar o sangue de medo e estala os
dedos, fazendo aparecer do nada o seu cajado real.
Em seguida, pede para que Malachite a acompanhe até uma sala
reservada, pois precisa discutir com ele uma estratégia de vingança
contra as Sailors!
Algo tão cruel e horrível que fará com que
Sailor Moon e suas amigas venham a se lamentar amargamente de ter cruzado
o caminho dela!!
CENA 4:
Num ISAKAYA (barzinho japonês) no bairro de Shinjuku –
naquela mesma noite
.
Dezenas de pessoas se amontoavam pelo bar. Eram quase
dez horas da noite, mas um grupo de motoqueiros com suas roupas de couros,
jeans e estampas cheio de símbolos anárquicos falavam aos
gritos, bebiam e fumavam sem parar.
Eram o grupo de BOZOZOKOS (gangue de jovens motoqueiros e marginais)
que estavam curtindo a noite. Eles eram os JOKERS, uma das clãs
de Bozozokos mais conhecidos e temidos de toda a região de Tokyo.
Era um grupo de vinte motoqueiros, todos fortes e mal encarados liderados
por seu líder, NOMURA., um sujeito forte de olhar cruel, que estava
sentado numa mesa afastada, bebendo cerveja em companhia de uma garota
de uniforme colegial. O que chamava atenção para as
pessoas que passavam perto da mesa era o fato de o uniforme dela estar
muito sujo...
Os dois estavam conversando a mais de meia hora! Nomura,
entre um cigarro e outro, escutava atentamente, a moça falar!
Afinal, não só fora ela que havia lhe telefonado algumas
horas atrás e marcado esse encontro, no barzinho como estava pagando
as bebidas e os petiscos para todo o grupo! E uma “boca livre” era
algo que não podia se recusar...
É claro que nada disso seria de graça! Ele
conhecia Sayaka a bastante tempo para saber que ela jamais faria uma “gentileza”
como essa, sem querer algo em troca!
Nomura escutou-a com toda a atenção até
ela terminar de lhe contar toda a história da briga daquela tarde
no colégio.
Quando ela acabou, Nomura saltou uma gargalhada e tomou mais
um gole de cerveja! Sayaka não gostou dessa atitude e disse
que não gostava que zombasse dela. Nomura pediu desculpas,
mas, não podia deixar de achar graça que Sayaka tivesse levada
uma surra de uma CDF, uma patricinha do colegial! Logo ela, que ocasionalmente,
participava das farras que os JOKERS promoviam por toda a cidade.
E ela sabia brigar bem! De maneira suja, é claro! Mas,
de que outra maneira poderia ser!
Mas ter perdido uma luta para uma “patricinha”, na frente de
todos os alunos do colégio.... Nossa! Com certeza,
foi a humilhação máxima para Sayaka. A garota
deve estar se remoendo por dentro, pensava Nomura.
Mas, ele já imaginava o que ela estava querendo dele e
de sua gangue com toda aquela “amabilidade”. Mas, fazia questão
que ela lhe pedisse o favor, pessoalmente!
E não demorou muito para que ela abrisse sua pasta e jogasse
sobre a mesa uma foto de Amy! Ele não seria idiota de perguntar
onde e como ela havia obtido a foto (Sayaka tinha lá os seus recursos).
Pegou a foto e examinou:
- É essa a garota?- perguntou examinando o rosto da foto! –
Ela é uma gracinha!
- Poupe-me de seus comentários! Quero saber se você
e o resto da turma podem dar uma lição nessa CDF maldita!
Quero que ela pague muito caro pela humilhação que me fez
passar, hoje, no colégio! Muito Caro!!! E creio que
você entendeu bem o que quero que vocês façam... – completou
com um olhar cruel de ódio!
Nomura olhou novamente a foto e depois passou a diante para os
outros motoqueiros! Todos, sem exceção começaram
a assoviar, falar gracinhas e gesticular de maneira obscena, enquanto a
foto era passada de mão em mão!
Enfim, Nomura falou:
- Pode deixar com a gente, Sayaka! Como vê, a turma vai
adorar conhecer essa menina! Creio que a gente vai se divertir de
montão com ela! He! He! He!
- Ótimo! Amanhã de manhã teremos uma
aula de biologia, apenas! E deveremos sair por volta de Meio-dia
do colégio! Fiz um mapa do trajeto que ela costuma percorrer
até chegar em casa! – disse Sayaka entregando um papel desenhado!
– Não tem como errarem! Façam o serviço amanhã,
sem falta!!! Depois, acertamos o “pagamento”...
- Pode deixar! A gente vai dar um trato nessa garota que ela
jamais irá se esquecer! He! He! He!
Sayaka sorri cruelmente! Ela sabe muito bem a barbaridade que
Amy está prestes a sofrer nas mãos desses “animais”.
E isso a deixa muito satisfeita!
CENA 5:
Numa Mansão tradicional japonesa, no Bairro de Ebisu –
Manhã do dia seguinte!
O sol estava nascendo naquele sábado e Issac tinha acabado
de acordar! Levantou-se com certa dificuldade, apesar de ter dormido
confortavelmente naquela cama tão macia!
Esforçou-se um pouco para ficar sentado e, depois, deslizar
para a sua cadeira de rodas, que havia posto ao lado da cama, na noite
anterior.
Estava no segundo andar de uma casa muito bem decorada e bastante
grande para os padrões japoneses. Foi até o banheiro,
tomou uma rápida ducha e, depois, dirigiu-se até o elevador
da casa, que apesar da velha Rumiko não ter admitido, ele sabia
que ela havia mandado construir, especialmente, para ele. “A vovó
nunca vai dar o braço a torcer e admitir que me fez um grande gentileza!
Ô, velha teimosa, sô!!!” – pensou ele sorridente, enquanto
passava pelo quarto da velha senhora e por uma fresta da porta a viu fazendo
suas orações matinais em frente ao pequeno oratório
xintoísta!
Pegou o elevador e apertou um botão escondido, secretamente
no painel . Uma voz metálica se fez ouvir!
“Código de acesso!”
“ Red Flash” – respondeu Issac! A voz metálica confirmou
o código e o elevador, começou a descer. Mas, ele não
parou no andar térreo da mansão, que só tinha uns
três andares, como normalmente teria feito. Em vez disso, uma
porta secreta se abriu, no térreo, e o elevador continuou a descer,
até chegar a uma caverna subterrânea, a uns 30 metros de profundidade!
Issac desceu do elevador e esboçou um largo sorriso.
Sentia-se novamente em casa! Assim como no Brasil, a mansão
japonesa possuía uma caverna secreta com todos os equipamentos de
combate ao crime, que dispunham no esconderijo de São Paulo:
Computador, Motocicleta, um vasto arsenal de armas e um laboratório
de primeira linha!
Mal podia acreditar que Rumiko tinha construído uma base de
operações como a do Brasil, no Japão! Não
só naquele país como em outras partes do mundo também!
Mas, isso era uma outra história!
Ele tinha, novamente, o seu local de trabalho! E podia
continuar ajudando Jimmy como fazia sempre, como conselheiro, apoio e pesquisador!
Ele mal pode acreditar quando Rumiko lhes contou sobre essa base em Tokyo!
Ficou radiante. Já Jimmy , com aquele seu costumeiro “ar sério
ninja” só balançou e fez um agradecimento polido!
E, por falar no dito cujo... Issac escutou o barulho de
uma moto correndo por uma via secreta e se aproximando do esconderijo.
Em menos de um minuto, ShadowMoon apareceu e estacionou seu potente
veículo no centro do laboratório!
- Bom dia, ShadowMoon! Chegou bem na hora do café da manhã!
Como foi seu passeio noturno? Encontrou alguns “bandidos malvados”
para espancar? – disse Issac com seu costumeiro bom humor e ironia.
- Oi, Issac! A moto precisa ser calibrada e a propulsão
turbo precisa aumentar a potência e...
- Tudo bem, chefe! Deixe tudo comigo! Eu sei que preciso
fazer uma geral nos equipamentos e nos armamentos daqui. Mas, ao
contrário de você, eu preciso de meu “sono de beleza” para
me recompor de uma viagem de avião de mais de 24 horas!
Pessoas normais se cansam depois de uma jornada dessas, sabia disso? Ops!!!
Me desculpe! Eu esqueci que estou diante de um ninja! Um sujeito
que tem um verdadeiro “fôlego de gato”! Um ninja como você
não pode se cansar assim tão fácil, né? Mal
chegamos aqui, na noite passada, e você já quis pegar a moto
e sair por aí, a caça do Anjo. Pois bem, quero saber
como foi o seu passeio!
Jimmy retirou sua mascara e olhou com severidade para Issac.
Seu amigo sabia ser bastante irritante as vezes, com aquelas piadas e ironias.
Mas, ele sequer, se incomodava ou importava com isso! Era um sujeito
sempre bem humorado, não importasse a situação que
fosse. Ele era o seu melhor amigo e um sujeito que poderia confiar
sempre! Apesar de não admitir nunca isso para ele.
Jimmy acabou respondendo:
- Fui apenas dar um passeio... conhecer o território!
Precisava estar familiarizado com as ruas avenidas e outras vias de acesso
da cidade. Tokyo é mil vezes maior do que São Paulo
e ainda não vi nem dez por cento desta cidade.
- Vou preparar um mapa da região metropolitana de Tokyo e coloca-lo
no computador da moto. Com isso, você não vai se perder,
te asseguro! – disse Issac! – Mas, você ainda não me respondeu
a minha pergunta...
- Não! Eu não mandei nenhum marginal para o hospital,
se quer saber! Na verdade, eu peguei a moto e saí, simplesmente
para arejar a minha cabeça! Não consigo tirar o Anjo
da cabeça... Tenho que pegar esse desgraçado de alguma
maneira... – praguejou Jimmy!
- Calma, tudo a seu tempo! A gente vai agarrar esse crápula!
Esqueceu de nosso plano? Estou preparando tudo!
Na segunda-feira, ou seja, depois de amanhã, você já
começa as aulas no colégio dessa menina... Serena!
Se tudo sair direitinho como planejei nos documentos que preparei para
enviar ao colégio, você irá não só aparecer
como um estudante estrangeiro vindo fazer um intercambio no país,
como ainda vou coloca-lo na mesma sala de aula que ela!
Não era isso que queria? Ficar bem perto dessa
garota para vigia-la?
O mundo da informática é uma maravilha, meu caro Jimmy!
Com um computador e uma internet, faço qualquer coisa!
Inclusive forjar documentos!!! Deixe tudo comigo, ok!
- Valeu, Issac! – disse Jimmy , colocando sua mão sobre o ombro
do seu amigo. – Vovó esta rezando?
- Como sempre! Olha Jimmy, por que você não sobe,
toma uma boa ducha e descansa? Depois, quando você acordar,
você arruma suas coisa no quarto, ok!?
- Vou tomar uma ducha e desfazer as malas de uma vez! Pode deixar!
Mas, não estou cansado...
- Eu sei, amigo! Compreendo perfeitamente! – Disse Issac, podendo
perceber o quanto Jimmy estava ansioso e tenso com tudo aquilo. Precisava
arrumar alguma coisa para tentar distraí-lo! Então teve uma
idéia! - Olha, por que você não faz o seguinte:
A nossa dispensa está vazia e precisamos abastece-la com comida!
Por que, então, você não dá um pulo no supermercado
e faz umas compras? Deve ter algum por perto e você ainda aproveita
para conhecer a vizinhança, que tal? Vamos, vai dar um passeio,
por aí!!!
Jimmy fica pensativo por alguns minutos! Ele sabe que Issac
está sugerindo isso para ele dar uma volta e espairecer um pouco!
Ele sabe muito bem, que Issac, embaixo de seu costumeiro sarcasmo, está
muito preocupado com ele.
- Por favor, Jimmy! Eu sou um sujeito que precisa se alimentar
bem! Senão os “neurônios de meu pobre cérebro
genial” não funcionam direito! – diz Issac, fazendo cena melodramática!
- Ok! Vou ao super mercado mais tarde!
- Oh! Obrigado Jimmy! Você é meu “ninja preferido”
sabia?! Tão prestativo....
- Ta legal! Chega de piadas infames! Já disse que
vou as compras! Enquanto isso, será que é pedir muito
a você que arrume a minha moto e as coisas por aqui?
- Deixa comigo! Até o final da tarde vou deixar tudo aqui
nos TRINQUES!!!!
- Ótimo! Hoje a noite, quero fazer uma visita a casa do
nosso “alvo”! Se o Anjo já está aqui, em Tokyo, preciso
ficar de olho nela apartir de agora! Conto com você. Issac!
Issac faz um sinal com o polegar para cima dizendo que tudo ficará
bem. Em seguida vê Jimmy pegar o elevador e subir!
CENA 6:
Colégio Juuban High School Horário
de saída!
Amy cruzou o portão de saída do colégio!
Procurando ignorar o falatório e os cochichos que ouvia, por todo
o colégio, inclusive, na sua própria sala de aula.
Mas, era impossível. Depois, do que ela considerava num infeliz
incidente, não se comentava outra coisa no colégio, a não
ser a briga entre ela e Sayaka, no dia anterior. Era o assunto do
dia.
Muitos ainda estavam espantados pelo fato de Amy, uma aluna exemplar,
geralmente, quieta e tranqüila, ter se envolvido numa briga violenta,
ainda mais com a aluna mais “barra pesada” do colégio. E,
o que era pior, ter levado a melhor em cima de sua adversária, que
sofrera uma humilhante derrota a frente de todos.
Logicamente, todos, apesar de não demonstrarem isso explicitamente,
adoraram ver aquela “filhinha de papai” mal caráter ter levado a
pior! Ela merecia que alguém lhe desse uma merecida lição!
Que lhe desse uma surra! Só o que espantava fora o fato de
a Amy ter sido a pessoa que levou isso em prática! A maioria
dos alunos haviam apostado, que seria Lita a aluna, que iria “se pegar”
com Sayaka, pois era conhecimento de todos, como as duas se odiavam.
Mas, a vida era cheia de surpresas!
E Amy passou o dia todo tentando inutilmente, ignorar aquele
falatório no colégio! Mas, no seu íntimo, era
impossível! Ela lamentava o que havia acontecido! Se pudesse
teria evitado a todo custo entrar naquela briga com Sayaka! Mas,
não teve escolha! Agora, tinha que suportar em silêncio
ser o foco de olhares e conversa silenciosas entre seus colegas.
O fato de Sayaka não ter aparecido no colégio naquela
manhã, deixava Amy preocupada! Não sabia se isso era
um bom ou mau sinal! Ainda mais na hora da saída, quando ao
ir ao seu armário pegar seus sapatos e ir embora, encontrou uma
carta anônima! Não sabia quem a havia colocado lá,
e nem tinha nenhum nome no envelope, a não ser o dela, escrita
em tinta vermelha!
Amy respirou fundo e abriu o envelope! Tirou o papel fino
de dentro e abriu: Os olhos de Amy se arregalaram de espanto!
No papel havia um desenho mal feito dela, caída ao chão,
machucada e sangrando. Em cima do desenho, estava escrito:
“Sua hora está chegando....”
Amy percebeu a aproximação de alguém por
trás dela e, num impulso se virou, pronta para qualquer ataque:
- Ai!!! Calma, Amy! Sou eu! – gritou Serena assustada, levantando
sua mochila para se defender.
- Serena! Oh, desculpe-me! Eu pensei... Eu pensei...
Esquece!
- Esta tudo bem com você, Amy? – perguntou Serena para sua amiga,
já falando normalmente!
- Mas, é claro... – disse Amy, escondendo a carta atrás
de si. Não queria que ela visse aquela ameaça.
Não queria preocupa-la!
- O que você tem, aí, atrás?
- Nada! Nada importante... São só umas anotações
que fiz ...
- Anotações, é? Será que posso dar
uma olhada?
- Mas... Mas, Serena! Eu já disse que... – Antes que Amy
pudesse terminar a frase, Serena num movimento brusco e inesperado avança
para Amy e pega a força a carta que ela estava tentando esconder!
- Serena! Não! – Mas, era tarde para Amy protestar!
Serena viu o conteúdo dele com o rosto horrorizado. Em seguida,
se enfureceu e rasgou aquela carta imunda em vários pedaços.
- Bandida! Canalha! Quem ela pensa que é para lhe ameaçar
de uma forma tão baixa e suja como essa? Essa menina devia
estar na cadeia e não no colégio!
- Serena! Acalme-se, por favor! Isso não é
nada sério! Foi uma brincadeira de mau gosto de alguém
aqui da escola... – disse Amy, tentando mostrar que não levava a
sério aquela ameaça.
- Brincadeira de mau gosto, uma pinóia! Isso é
uma ameaça! Aquela bandida da Sayaka está aprontando
alguma coisa contra você...
Serena ficou agitada e pediu para acompanhar Amy até a lanchonete,
onde tinham combinado de se encontrar com Darrien e as meninas. Iria
discutir com todos a briga dela com Sayaka e as possíveis ameaças
de retaliação que Amy poderia ser vítima.
- Aquela Sayaka é muito vingativa, Amy! Depois do
que aconteceu ontem, ela vai querer se vingar de alguma maneira!
Eu conheço bem aquela peste!
Serena continuou a falar sobre o perigo que era essa menina e as coisas
que tinha ouvido falar de Sayaka. Coisas meio que inacreditáveis
e exageradas, pelo que ouvia Amy sair falar da boca de Serena.
Por fim ambas, saíram do colégio! No lado de fora,
andando sobre o muro estava Lua, que pulou imediatamente sobre o colo de
Serena. Olhou para Amy e perguntou se ela estava bem. Serena
havia lhe contado na noite anterior, sobre a briga e quem era essa Sayaka.
Lua demonstrou preocupação e como Serena pediu que Amy tomasse
cuidado e, por alguns dias, só viesse e fosse embora do colégio
em companhia de Serena ou de uma das amigas. Pelo menos, até
que as coisas se acalmassem, disse Lua.
Amy tentou tranqüilizar as duas, dizendo que estava tudo bem e
que ela tomaria cuidado! Mas, no seu intimo, Amy não queria
envolver nenhuma de suas amigas nesse problema. Não queria
que ninguém pudesse vir a se machucar ou a se ferir por causa dela.
Essa era um problema que ela teria que resolver de uma maneira ou outra
sozinha.
- Não queremos que nada de mal te aconteça, Amy!
Nós todos gostamos muito de você e estamos preocupadas com
sua segurança! Por favor, Amy! Prometa que não
vai sair da escola ou de sua casa sozinha por favor!
Serena parou em frente de Amy e pôs as mãos sobre os ombros
dela. As duas se entre olharam e os olhos de serena transbordavam
de uma calorosa emoção quando ela disse:
- Eu gosto de você, Amy! Você é a minha melhor
amiga! Minha melhor amiga!
Amy se emocionou com aquelas palavras! Colocou um das mãos
sobre a mão de Serena e disse, esboçando um sorriso tímido:
- E você é como uma verdadeira irmã para mim, Serena!
Te gosto muito!
As duas se abraçaram como se fossem duas irmãs de verdade,
sob olhar lacrimejante de Lua. Ela também estava emocionada
e contente em ver como as duas moças tinham tanto afeto mutuo.
Mas, teve que interrompe-las!
- Meninas, temos que ir! Senão vamos chegar atrasadas
a lanchonete!
- É verdade! O pessoal deve estar esperando pela gente!
Se demorarmos muito, eles vão começar a almoçar sem
a gente...- disse Amy sorridente!
- Ai, não! Isso não! Se atrasarmos eles vão
acabar comendo tudo sozinhos e não vão deixar nada para nós!
GRRRR!!! A Rini é uma comilona que só vendo!! Ela vai comer
tudo sozinha e o que é pior... VAI FICAR SOZINHA COM O MEU
DARRIEN!!! BUUUAAA!!!!
- Serena! Para de falar bobagens e vamos indo logo!! – disse
Lua!
- Vamos! – disse Amy!
O trio continuou a sua jornada, um pouco mais tranqüilos.
Entretanto, sem que elas percebessem, um grupo de motoqueiros, escondidos
logo atrás, as observavam a distância.
Nomura baixou os binóculos e sorriu, cruelmente! Virou-se
para trás e falou aos motoqueiros de sua gangue, que já estavam
cansados de tanto esperar.
- Liguem as maquinas, pessoal! Assim que elas dobrarem aquela
rua, a nossa “festinha” vai começar! He! He! He!
E fez se um rugido de 20 motos acelerando! Os JOKERS iam começar
o ataque!
CENA 7:
Mansão Hara (QG de Shadow Moon) – Naquele exato
momento!
Jimmy fizera como prometera a Issac: desfez as malas e
arrumou as coisas no seu quarto. Em seguida, tomou uma ducha
fria, e , logo depois, vestiu-se uma roupa informal: camisa, calça
jeans e sapatos.
Em seguida, foi até o quarto de sua avó,
que ainda estava meditando e orando! Pediu licença e entrou
no quarto. Relatou o seu “passeio noturno” e pediu desculpas por
ter saído derrepente, sem avisar!
Rumiko o perdoou e disse que compreendia o que ele estava passando.
Wilton era uma grande amigo dela também, mas, advertiu-o para não
deixar que os seus sentimentos de vingança pessoal atrapalhassem
o “equilíbrio” de sua mente. Ela deveria se manter em equilíbrio
e focada em sua missão! Como um ninja autêntico deveria
mantê-la.
Ele fez uma movimento afirmativo com a cabeça!
Depois, disse, que iria sair para comprar mantimentos para casa!
Conforme havia prometido a Issac!
Rumiko concordou! Não havia nenhum alimento ou bebidas
naquela casa! Nem, tampouco, material de limpeza! Precisariam
disso para limpar alguns cômodos da casa, por isso pediu que ele,
também comprasse material de limpeza!
Jimmy prometeu que assim o faria. Levantou-se e já
caminhava para a porta quando Rumiko lhe disse, sentindo uma nova premonição:
- Jimmy! Mantenha-se alerta!
Jimmy estranhou aquele conselho mas nada disse! Saiu do quarto,
desceu as escadas, e, após conferir o dinheiro que tinha na carteira,
saiu da mansão em direção ao super-mercado!
CENA 8:
Bairro de Ebisu, numa rua de pouco movimento!
Serena estava contando para Amy que Darrien havia prometido leva-la
para o cinema! Ela sabia que tinha um filme de romance, perfeito,
passando num cinema, perto da casa dela.
O único problema que ela via naquela “tarde romântica”,
que esperava tão ansiosamente, era que Rini fazia questão
de ir jun to com eles. E isso era algo que Serena não estava
disposta a permitir.
- Vou a cinema com o Darrien, sozinha! Nem que tenha que amarrar
a Rini na cama dela. Aquela pestinha não vai atrapalhar o
meu namoro com Darrien!!! – disse taxativamente.
Amy sorria achando graça nessa infantilidade de Serena!
Já Lua a censurava por agir como uma criança boba!
Então, Lua, subitamente, parou! Alguma coisa estranha
estava lhe chamando a atenção!
Serena e Amy, também, pararam de imediato, ao perceberem que
Lua estava agindo de modo estranho!
- O que foi Lua? Por que parou? – perguntou Serena.
- Há alguma coisa estranha no ar... Não estou bem certa
do que seja!
- Coisa estranha? Mas, do que é que você está
falando? – perguntou Serena, novamente!
- SHHH!!!! Escutem! Esse som....
- Estou ouvindo, também! – confirmou Amy – Parece ruído
de motores... E creio que estão vindo dessa direção
e.....
A frase morreu na boca de Amy, quando ela se virou e, viu as motos e
os Jokers se aproximando em direção delas! Ela imediatamente
percebeu o que estava prestes a acontecer e gritou para suas amigas:
- É uma gangue de motoqueiros! Eles estão atrás
da gente! Precisamos fugir o mais depressa possível! – gritou
Amy!
- Depressa, meninas! Corram! – gritou Lua!
Serena estava petrificada de medo e mal conseguia se mexer, vendo aquele
bando de vândalos se aproximando delas. Foi preciso que Amy
a agarrasse pela mão e a puxasse com ela enquanto começava
a correr desesperadamente.
Infelizmente, só conseguiram correr alguns metros, antes das
motos as alcançassem.
Os motoqueiros gritavam e passavam com suas motos de raspão
por elas, gritando, fazendo piadas sujas e tentando levantar-lhes as saias.
Amy tentava proteger Serena e vice-versa.
Já Lua se esquivava para não ser atropelada, até
que um dos motoqueiros, armado com um bastão de basebol, golpeou-a
e a jogou para longe. Lua bateu contra uma parede de tijolos e caiu
ferida no chão, quase sem sentidos! As duas estudantes
estavam sem saída e num ato de desespero, Serena tentou se transformar,
mesmo que isso fosse acabar revelando sua idêntidade secreta.
Mas, tinha que tentar salvar a si e as suas amigas:
- Seus canalhas! Vocês vão ver! Vou arrebentar
a cara de todos vocês! – gritou furiosa. – Pelos poderes...
- Cala a boca, sua vadia! – gritou um dos motoqueiros, desferindo-lhe
um soco na cabeça de Serena, no momento que passava com sua moto,
por detrás da estudante loira. Serena caiu desacordada no
chão, na mesma hora!
- Serena! NÃO!!!! – gritou Amy ao ver sua amiga tombar.
E com uma f&uacut
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e;ria até então desconhecida de si própria,
avançou sobre o agressor, pulando em cima dele. Foi o suficiente
para ele cair com a moto ao chão e se machucar!
Amy conseguiu golpear e derrubar ainda mais dois motoqueiros, mas sabia
que não podia resistir por muito tempo, seus atacantes eram em grande
número (vinte no total) e ela estava totalmente cercada, com
Serena a seus pés, desacordada. Ela não tinha opção
a não ser se transformar.
Chegou a pegar sua “caneta de transformação”, mas, antes
que pudesse usa-la, um dos motoqueiros golpeou sua mão com uma corrente,
jogando sua “caneta” para longe e fazendo-a gritar de dor:
- Nada disso, “gatinha”! Você não vai usar nenhum
canivete ou faca contra a gente! He! He! He! – disse o atacante, que, na
verdade, era o próprio Nomura. Enquanto ele passava a corrente
para um dos motoqueiros completou. – Você é uma boa “menininha”,
não é, docinho! He! He! He! E é “muito feio”
uma moça bem educada como você querer ferir a gente, que só
que ser seus amigos!!! He! He! He!
Antes que Amy pudesse fazer alguma coisa, dois motoqueiros a imobilizaram
por trás, agarrando seus braços. Ela tentou, desesperadamente,
se libertar, mas foi em vão! Estava completamente a mercê
de seus perseguidores e Nomura a olhava com um olhar cruel de desejo!
E ele começou a se aproximar dela....
CENA 9:
Bairro de Ebisu, alguns quarteirões mais ao norte!
Jimmy havia caminhado calmamente pelas ruas do bairro, enquanto
olhava tudo ao seu redor, tentando se distrair, como Issac havia sugerido.
Infelizmente, isso não estava adiantando. Não parava
de pensar no “Anjo” e em sua missão!
Sua avó tinha razão! Ele precisava manter
sua mente em “foco” e não deixar que suas emoções
atrapalhassem o seu raciocínio. Sentia o seu ódio contra
o seu inimigo crescer a toda hora e amaldiçoava o “alvo” (Serena
Tsukino) por ter sido, indiretamente, responsável pelo ataque e
a fuga de presos do Carandiru 5.
Se não fosse por ela, o “anjo” não teria atacado o local
e, conseqüentemente, os policiais do local não teriam morrido.
E nem Wilton estaria entre a vida e a morte na UTI de um hospital.
Ele estava sendo injusto com essa coitada, no fundo sabia disso!
Como Issac havia corretamente falado: “Pare de agir, feito um imbecil!
Você acha que essa garota queria virar alvo de um assassino sádico
e de um bando de super-criminosos? Seja, qual for a razão
do “Anjo” querer matar esta garota, precisamos proteger essa pobre coitada
à todo custo! Era isso que seu avô e seus pais fariam
se estivessem aqui, hoje! Ou será que não?” disse Issac
com severidade ao amigo durante a viagem de avião para o Japão.
Sim, Issac estava certo! Seu avô e seus pais não
hesitariam de proteger esta garota! Fosse de que maneira fosse.
Mas, ele não conseguia parar de culpa-la, também, pelo que
ocorrera no Carandiru 5. Não conseguia parar de ter raiva
dela! Era errado, ele bem sabia disso, mas não conseguia evitar
este sentimento...
Seus pensamentos se dispersaram ao ver os letreiros de um supermercado,
logo a diante!
- Bom, vamos as compras! – murmurou, tentando fazer uma piada para
si mesmo! Mas, não achou graça do que disse.
Mas, quando ele ia entrar no local, sentiu uma estranha presença
atrás de si ao mesmo tempo que ouvia uma voz, chamá-lo pelo
nome:
- Jimmy! Jimmy Hara!
Jimmy, imediatamente, se virou para trás, já assumindo
posição de combate.
Mas, não conseguiu enxergar o vulto a sua frente, pois uma luz
forte lhe enturvava a visão. Só podia perceber que
se tratava de um vulto de uma mulher alta, trajando um vestido claro.
Mas, não conseguia olhar-lhe o rosto.
- Quem? Quem é você? E como sabe o meu nome?
– perguntou irritado! Ele fora pego desprevenido. E odiava
isso!
- Não há tempo para isso! – falou a mulher com uma voz
aflita e nervosa – Por favor, corra naquela direção,
o mais rápido que puder. – disse a mulher misteriosa, apontando
para uma rua estreita a uns poucos metros de distância. – Há
duas pessoas que estão correndo sério perigo! Precisam
de sua ajuda, urgente!!
- Duas pessoas? Mas, quem...
- Por favor, vá depressa!!! – disse a moça, desesperadamente!
Jimmy não sabia por que razão, mas os seus instintos ninjas
diziam para obedece-la, sem questionar! E, então, ele começou
a correr, em disparada, na direção que ela indicara...
CENA 10:
Numa rua deserta! Local onde Serena e Amy foram atacadas.
Lua que quase fora atropelada pelos motoqueiros, começava
a voltar a si. Pôs se em pé, com dificuldade, e olhou
para cima. Viu Serena caída ao chão desacordada e Amy
imobilizada pelos motoqueiros. Queria pular e arranhar os atacantes,
mas sabia que não teria forças e nem condições
para isso.
Só tinha uma opção, que era ir até
a lanchonete e pedir ajuda as demais meninas e a Darrien. E, foi
o que ela fez., enquanto que odiava em seu intimo abandonar Serena e Amy
naquela situação.
Amy estava presa e imobilizada por dois motoqueiros, enquanto
Nomura aproximava-se dela, até ficar frente a frente. Ele
levou a mão ao rosto de Amy e fez um carinho nele. Amy repeliu
o gesto como se fosse uma coisa repugnante.
- Ei, gatinha! Você é mais bonita pessoalmente do que
nas fotos! He! He! He! – disse ele com um bafo que fedia a cerveja .
Amy ficava enojada só em vê-lo de perto!
- Me soltem! Me soltem! – gritava Amy.
- Fica fria garota! Você e sua amiga não vão
a lugar nenhum agora! Ah, sim! Nem pense em ficar perdendo
tempo gritando por socorro! Não há ninguém por
aqui! Essa rua é praticamente deserta e, quase nunca, ninguém
passa por aqui! Portanto, poupe o seu fôlego, ok!? He! He!
He!
- Quem são vocês? O que querem?
- Ora, “geniazinha”! Será que não sacou nada ainda?
Ou está se fazendo de burra só para me agradar! Nós,
somos os “Jokers” e você é a nossa convidada especial para,
digamos assim... a nossa “festinha particular”, não é verdade
pessoal?
Ouve uma ovação de todos os motoqueiros concordando
– Sabe, foi muito legal de sua parte trazer uma amiga sua para
nossa “festinha”, também! Tem um pessoal aqui, que vai ficar
doidinhos para conhece-la... He! He! He!
- Fique longe dela, seu animal imundo! – gritou Amy furiosa.
Não permitiria que ninguém encostasse um dedo em Serena.
- Ah, o que foi, meu bem? Tá com ciúmes?
Não precisa ficar! Vou cuidar muito bem de vocês duas!
Aliás, acho que vou começar tirando a roupa dela, peça
por peça! Não é legal deixar que o uniforme
fique sujo, com ela caída no chão, não concorda comigo?
He! He! He!...
- NÃO TOQUE NELA!!!!!! – Gritou Amy, num misto de fúria
e desespero. Num gesto impensado, conseguiu chutar por entre as pernas
de Nomura, fazendo-o cair de joelho de dor!
- ARRRGHHH!!!! Sua Piranha!!!! – gritou ele rugindo de dor.
Mas, logo que se recuperou, aproximou-se dela e, sem pensar duas vezes
a esbofeteou com força!
A cabeça de Amy virou para o lado e sentiu uma dor terrível
no local da pancada. No canto de sua boca começou a escorrer
um filamento de sangue. Quase não conseguia manter-se desperta,
mas, em seguida sentiu a mão de Nomura agarra-la com força
o seu queixo e puxa-la para perto dele.
Nomura parecia uma animal insandecido, roendo-se de dor!
- Sua CDF fillha da mãe! Você me machucou, sabia?
Desgraçada!
- Seu...nojento!!! – foi o que ela respondeu em meio a intensa dor
que sentia no queixo.
- Eu tentei ser “legal” com você! Mas, já vi que
vou ter que pegar “pesado”! – puxou um canivete que tinha no bolso e num
movimento preciso cortou a blusa de Amy ao meio, deixando o seu sutien
e busto a amostra de todos.
- NÃÃÃOOO!!!!
- Quando eu e a turma acabarmos de nos divertir com “você” e
sua amiguinha, vocês sequer vão conseguir voltar a andar!!
Pessoal, a “loirinha” é toda de vocês!!! Divirtam-se!
Eu vou estar muito ocupada com essa daqui!!!
- NÃÃÃOOO!!!!! – gritou Amy desesperada, enquanto
via os motoqueiros se aproximarem de Serena. E também, ao
ver Nomura, com o canivete, aproximar-se para beija-la o corpo! – Meu Deus,
por favor, nos ajude! – disse ela numa prece silenciosa, com lagrimas nos
olhos. Fechou-os para tentar não ver a violência que
elas estavam próximas de ser vitimas.
Mas, então derrepente, uma voz firme e severa, se fez ouvir
por todos naquela rua:
- SOLTEM-NAS!!!
Súbito, todos pararam e olharam na direção de onde
estava partindo aquela ordem.
Foi, então, que o viram....
FIM DA PARTE CINCO
Capitulo 04 / Fanfics
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