SAILORMOON V : SHADOWMOON
CAPÍTULO 4- Promessas de Vingança.
CENA 1:
No Setor de UTI do hospital Albert Einstein - São
Paulo. (Algumas horas depois do ataque ao presídio).
Jimmy estava parado ao lado da cama. Conforme as normas
do hospital, estava vestindo jaleco e mascara (para evitar germes) para
poder permanecer naquele quarto de UTI, onde o seu amigo Wilton Ferraz
estava em estado crítico.
Continuava olhando fixamente para o rosto cheio de hematomas
e feridas daquele que sempre considerara como um avô. Na verdade,
ele era de fato, já que sua amizade com sua avó e sua família
vinha já de décadas! Por isso, para Jimmy, era muito
doloroso vê-lo naquele estado tão deplorável:
Numa cama de hospital, quase semi morto, cheio de tubos de soros e medicamentos
intravenosos nos braços e nas veias. Uma mascara de oxigênio
garantia um suprimento de ar para Wilton, que mal conseguia respirar sozinho.
“É um milagre que ele ainda esteja vivo! O espancamento
que ele foi submetido, quebrou-lhe vários ossos e provocou sérias
e graves lesões e hemorragias internas! As próximas
horas serão críticas!!” – disse o médico para ele
quando chegou ao hospital, uma hora depois do ataque ao presídio,
quando Issac confirmou para ele, no celular, que Wilton tinha sido levado
aquele hospital, que tinha os melhores recursos para atende-lo!
Ele encontrou Issac, junto com a sua avó, na UTI, depois
de dirigir sua moto, em disparada, pelas ruas de São Paulo!
Assim como ele, Issac e Rumiko afirmaram que souberam do ataque
pelos boletins extraordinários da Televisão, que não
paravam de noticiar o massacre no Carandiru 5 (até agora, eram mais
de 20 mortos, a maioria policiais, segundo as últimas notícias).
Sua avó, havia tomado todas as providências com
seus amigos do “alto escalão” e Wilton fora transferido para o hospital.
Uma equipe médica estava a posto e prestaram imediatamente, os primeiros
socorros!
O policial fora submetido a uma operação de emergência
que durou horas! Quando o médico e cirurgião chefe
saiu, deu-lhes esta posição!
Jimmy fez questão de ficar ao lado de Wilton, na UTI,
durante todo aquele período crítico, e quando o médico
tentou dizer-lhe que isso era expressamente proibido, deu de cara com o
olhar duro e frio de Jimmy, e acabou “abrindo uma exceção”!
Sorte dele!
Agora ele estava parado, em pé, imóvel, olhando
para o seu amigo naquele estado e tentando imaginar quem fora o responsável
por aquela barbaridade sofrida por Wilton. Quem?
De repente, seus pensamentos se desvanecem, ao ouvir o balbuciar
de uma voz fraca e baixa, chamando por ele:
- Jimmy.... Jimmy...
- Estou aqui, “velho leão”!!- chamou-o Jimmy, pelo apelido,
ansiosamente, ao perceber que Wilton havia despertado. Mas, ele estava
ainda meio grogue, prestes a desmaiar, novamente, a qualquer momento.
Então, aproximou sua cabeça para perto da boca de sue amigo
para ouvi-lo melhor e conversar com ele.
- Onde... Onde... Estou...??
- Num hospital! Está tudo bem agora! Poupe seu fôlego
e procure descansar agora...
- Não! – disse Wilton enfaticamente,ao mesmo tempo que agarra
o braço de Jimmy com uma das mãos. - Quero...
Quero saber... Como estão os outros...
- O seu colega do presídio e mais umas vinte pessoas foram mortas
no ataque! Flora Maligna , Quimera e o Lunático estão
desaparecidos. – disse Jimmy, francamente. Não ia mentir para
Wilton. Não naquela circunstâncias em que se encontrava!
Tinha que ser sincero em dar-lhe as más noticias!
- Oh,...Não! – balbuciou Wilton, com os olhos cheios d’agua!
Lembrava do seu amigo e do convite que ele tinha lhe feito para ir na festa
de aniversário e sua neta, no próximo domingo! Agora,
não haveria nenhuma festa! Só dor e lagrimas de várias
famílias destruídas, velando seus parentes mortos.
- Quem foi, Wilton? Quem foi que fez essa barbaridade com você?
Quem foi o maldito assassino que promoveu esse massacre? – perguntou Jimmy,
seriamente.
- Foi... Foi... Foi o “Anjo”... –disse Wilton com muito
esforço! Parecia que lhe faltava o ar nos pulmões.
- O “Anjo Branco”? – perguntou Jimmy, querendo uma confirmação!
- Sim! Foi ele....
- Maldito! – praguejou Jimmy! Ele já tinha ouvido falar
sobre esse assassino de aluguel e tinha algumas informações
que conseguiu no banco de dados da policia em seu computador.
- Você precisa... Precisa... pega-lo!!!! Precisa...faze-lo...pagar
por essas... mortes...
- Não se preocupe, “velho leão”! Ele vai pagar
muito caro por isso tudo! Eu juro! Vou caçar esse assassino
nem que seja no inferno, mas vou pega-lo! E quando isso acontecer...
– Jimmy cerrou os dentes, imaginando uma vingança bem violenta.
- Cuidado... Jimmy! Ele é... muito perigoso!!! Seu...poder....é
inacreditável! Seu...
Seu poder.... Eu nunca vi... nada igual! Eu...
Eu....
Wilton não consegue terminar a frase.
Perde os sentidos, ao mesmo tempo que um dos aparelhos de monitoração
dispara um alarme e, subitamente, médicos e enfermeiros invadem
o quarto!
“Ele entrou em coma! Preparem o procedimento padrão! Rápido!”
– gritou o médico enquanto uma das enfermeiras, o arrastava para
fora do quarto.
- Não, Jimmy! Não, entre! Sua presença
agora só irá atrapalhar os médicos! – disse sua avó
Rumiko, autoritária, quando ele fez um gesto de entrar novamente
no quarto! Ela e Issac haviam ficado boa parte da noite na sala de
espera, aguardando noticias. Agora ambos estavam lá!
Ao seu lado, vindo em resposta ao alarme!
A Contragosto, Jimmy obedeceu.
- Como ele está? – perguntou Issac!
- Mal! Muito Mal! Ele despertou por alguns instantes....
Conversou comigo e, depois, entrou em coma.
- Falou com você? – perguntou Issac afoito. - E o que ele
disse? Contou quem o atacou?
- Foi o “Anjo Branco”! Aquele assassino de aluguel que ouvimos
falar...
- Meu Deus! Esse é um “barra pesada”! – disse Issac, numa
gíria que ele e Jimmy entendiam significar de um super-vilão
de alto grau de poder. Um inimigo imensamente perigoso.
- Não importa! Ele pode ter o poder que tiver! Mas,
vou atrás desse desgraçado, onde quer que ele esteja.
E só vou descansar quando me vingar do que ele fez com Wilton!
- Cuidado, meu neto! – disse Rumiko, num tom frio e seco, sem emoção,
como de costume! – Não subestime o poder deste inimigo! Ele
e os perigos que você está prestes a enfrentar, não
são nada comparado ao que você já tenha enfrentado
até hoje! – afirmou ela, no seu costumeiro tom misterioso.
- O que a senhora está dizendo, vovó? – perguntou Jimmy
confuso.
- Apenas, o que os “espíritos” me contaram durante as minhas
preces de hoje! Eles previram um grande perigo! Mas, que você
terá que enfrentar, para “cumprir seu destino”!
- Seja mais claro, vovó!
- Xí!!! Mais um papo espírita!!! – balbuciou Issac.
– Isso me dá calafrios...
- Calem-se os dois! – disse ela num tom alto e severo. – Já
falei o que precisavam saber! Agora vão atrás de seus
inimigos e deixem que “as mãos invisíveis do destino” guiem
seus passos!
Antes que um dos dois pudessem falar alguma coisa, Rumiko lhes da´as
costa e vai embora!
Sem opção, Jimmy e Issac resolvem ir atrás dela.
Até o QG secreto!
A caçada começou!!!!!
CENA 2:
No Laboratório secreto do Dr. Átila. Naquela
mesma noite!
- ARRRGGHH!!!! Que dor!! Meu corpo inteiro parece estar pegando
fogo! ARRRGH!!!! – Gritava sem parar a Rainha Beryl contorcendo-se
em ininterruptas e violentas convulções! - Meus poderes!
Eles estão diminuindo! Estou ficando fraca!
Esses ataques começaram, poucas horas depois da fuga do Carandiru
5 e Malachite estava seriamente preocupado. Será que ele havia
recuperado sua memória, a plenitude de todos os seus poderes e,
principalmente, reencontrado sua soberana amada, para justamente agora,
ver seus planos de vingança irem por terra.
Virou-se para o Dr. Àtila em busca de uma explicação:
- O que está acontecendo com ela? Por que ela ficou assim
de repente?
- É muito simples, meu caro “Anjo”: O “corpo” de sua rainha
está entrando em colapso! Esse corpo mortal não tem
condições de suportar ou canalizar tanto poder! Ainda
mais de uma criatura de outra dimensão, de outra “fisiologia energética”!
- Mas, como? Ela estava nesse corpo já alguns anos...
desde que fomos derrotados pelas malditas Sailors...
- Estava “adormecida” dentro deste corpo, você quer dizer!
- Que diferença faz isso, maldição!
- Muita, meu caro “Anjo”! Muita! – explicou o Dr. Átila,
ajustando os seus óculos calmamente, enquanto observava a Rainha
Beryl contorcer-se! – Partindo do seu relato e, principalmente, do que
ela nos contou, em sua batalha final, no Pólo Norte contra essa
tal de Sailor Moon, formulei a seguinte teoria:
Quando Sailor Moon usou o poder do CRISTAL LUNAR e a princesa
Beryl, percebeu que seu corpo estava sendo destruído, a sua mente
entrou em pânico diante da morte certa. Mas, inconscientemente,
sua força de vontade e desejo de vingança eram tão
grande e tão forte, que, simplesmente, se recusava a morrer. De
alguma forma, que eu ainda não sei direito, antes do inevitável
fim, ela usou os resquícios de poder que ela tinha para mandar sua
consciência, em forma astral, para fora do corpo físico.
Quando o corpo físico original foi destruído, sua forma
Astral procurou um outro “receptáculo”, um outro corpo para se unir.
È claro que não podia ser um corpo qualquer, pois tinha que
ser de alguma forma semelhante ao tipo de poder que ela tinha...
- E ela escolheu se alojar no corpo desta mortal? – perguntou Malachite.
- Desta ”MUTANTE”, quer dizer! Flora Maligna nunca foi uma mulher
comum! Ela nasceu com “dons especiais” como todos os mutantes humanos,
só que alguns usam seus donos para o beneficio da humanidade e outros
para benefício próprios.
Nossa amiga Flora escolheu, obviamente, a segunda opção!
A mais lucrativa, é claro!
- Continue...
- Ao sentir essa “afinidade energética” o corpo astral de sua
rainha viajou meio mundo até encontrar esse “receptor”. Mas,
essa jornada no plano espiritual deve ter sido exaustiva e tomou o máximo
de suas energias. Ela não se desintegrou por completo, por
pura sorte! Se demorasse em se fundir com o corpo de Flora, sua rainha
não sobreviveria e seria o seu fim.
- Por ela estar assim tão fraca... Foi por isso que ela
não assumiu logo o controle da mente dessa mutante?
- Sim! Ela acabou adormecendo de tão fraca que estava
dentro do corpo da Flora! Ou, se preferir, acabou “adormecendo”.
E, assim, permaneceu durante todo esse tempo, até que você
o fez despertar-se por completo, com o seu poder.
- Não é possível! Eu recebi o chamado telepático
da minha rainha! Ela pedia que eu a “libertasse”...
- Inconscientemente, ela sentiu sua presença por perto.
Reconheceu sua “assinatura energética” semelhante aos da raça
desse NEGA-VERSO, que você disse-me que veio. Foi o inconsciente
dela que pediu socorro a você!
- Droga! O que vamos fazer agora! Não posso deixar
minha rainha morrer uma segunda vez! Tem que haver um jeito de salva-la!
- E há! – disse o dr. Átila, secamente. – Através
de uma operação de “mutação genética”!
Posso reconstruir todo o DNA das moléculas do corpo de Flora Maligna,
para que eles se tornem semelhantes aos DNA da Rainha Beryl.
- É verdade? Jura que isso é possível!?
– disse Malachite ansiosamente, mal acreditando que havia salvação
para sua rainha!
- Sim! Mas há um problema! – Malachite segurou a respiração
ao ouvir aquela advertência. – Para fazer isso, precisarei de algum
tipo de elemento que contenha o código da MATRIX GENÈTICA
DO NEGA-VERSO! Pra duplica-lo e elabora-lo para essa operação.
Caso contrário, sua rainha, não terá mais do que uns
três dias de vida.
E, nas condições em que ela está, não terá
a mesma sorte de enviar sua consciência astral para fora do corpo,
desta vez!
- Maldição! – gritou furioso Malachite, disparando um
raio de suas mãos e destruindo uma das mesas do cientista. – Então
está tudo perdido! Não sobrou nada do Nega-verso!
Nada! Ele foi completamente destruído pelas sailors.
Não há nada de lá que possa ser utilizado.
- Infelizmente, não posso usar o seu DNA. Ele sofreu uma
mutação devido ao longo tempo de permanência em nossa
dimensão. Contudo, creio que seu poder está bem maior
agora.
- E o que me importa isso! Sem a minha rainha, não
poderia concretizar os meus planos!!
Malachiete sentia o gosto amargo do fracasso em sua boca, mas, então,
uma voz, cheia de dor lhe falou com dificuldade:
- Reerguer o Nega-verso... De destruir as malditas Sailors...
Tudo arruinado!!!! Tudo!!! Droga!!!
Súbito uma voz cheia de dor e fraca se fez ouvir:
- Não! Nada está perdido...ainda! Existem
“três sementes malignas da Nega-verso” que sobreviveram a destruição
de nossa dimensão.... – balbuciou a rainha Beryl.
- Que? O que disse, minha soberana? – perguntou Malachite num
espanto indisfarçável, mal acreditando no que acabara de
escutar.
- Exatamente o que ouviu, meu leal servo! Arghhh!!!! Existem
três sementes malignas, que sobreviveram a destruição
de nosso NEGA-VERSO. Elas estão escondidas, numa fabrica abandonada,
nos arredores de Tokyo! Arghhh!!!
- Mas... Mas...
- Como sei disso? Eu mesma as entreguei a JEDITE, aquele grande
incompetente, para que as usasse em um de seus planos contra as Sailors.
Mas, o idiota, tentou liquida-las por conta própria! E falhou!
ARGHH!!!!
E, como punição, o congelei e o joguei no Limbo para
sempre. ARGHH!!!
- Sim, minha rainha! Estou me recordando! Ele usava uma
fabrica abandonada, em Tokyo, como esconderijo! Sei onde fica! Mas, será
que as “sementes” ainda existem?
- Sim! Eu posso senti-las! Mesmo a essa distância...Arghh!!
– confirmou Beryl, sentindo de tão longe. – Elas estão ainda
lá, pulsando sua “energia malévola”... ARGGHH!!
Elas, contém, todas as informações sobre a matrix
genética do Nega-Verso. E será de grande ajuda ao sr.
Dr. Átila!
- Maravilha! – disse o Dr. Átila. – Então não
percamos mais tempo!
Anjo! Pelo que me contou, você tem o poder de teleportar-se a
longa distância, correto?
- Sim!
- Conseguiria levar, com seus poderes, os equipamentos de meu laboratório
para essa fabrica, no Japão? Além de cada um de nós,
é claro!!! – questionou-o Átila!
- Infelizmente, não! Só posso teleportar uma coisa
por vez! A energia que desprendo é muito grande, ainda mais
numa distância tão longa! É desgastante demais,
até mesmo com o meu poder! Precisarei fazer algumas “pausas”para
recompor as energias e descansar... – Lamentou Malachite, reconhecendo
suas limitações!
- Entendo! E, desta maneira, quanto tempo acha que levaria para
você teleportar todos os equipamentos desse laboratório para
esse esconderijo no Japão?
Malachite olhou para toda a parafernália cientifica de seu comparsa.
Eram muitos equipamentos de vários formatos e peso. Após
uma breve avaliação disse:
- Levarei uns dois dias, no máximo! Mas precisarei de
ajuda para carregar esse materiais e preparar devidamente o local! – concluiu
Malachite!
- Isso não será problema para você! Já
que tem dois ajudantes fortes para ajuda-lo nessa tarefa! – Átila
olhou de relance para o Quimera e o Lunático. Os dois estavam
parados quietos em silêncio, num canto do laboratório, olhando
toda a cena. Recuaram para trás ao perceberem que estavam
sendo observados.
- Boa idéia, doutor! Esses idiotas serão bem úteis
para mim. Caso contrário, vão se arrepender de terem
fugido da prisão! – disse com uma voz ameaçadora e maligna
- Ótimo! Eu precisarei de pelo menos seis horas para montar
meu equipamento, no Japão, e fazer a “preparação”
necessária para a “operação”.
- Perfeito! Trate disso, imediatamente, Dr. Átila!
- Começarei a desmontar o meu equipamento e, dentro de meia-hora
você já poderá fazer a remoção e o transporte!
Com licença!
Átila fez um leve gesto com a cabeça e, depois, saiu!
Malachite se vira para sua soberana, sentada, pesadamente, sobre uma
cadeira acolchoada. Ela estava fraca e abatida, respirando ofegante.
Malachite aproximou-se dela e parou a sue lado:
- Maldito azar! Arghh!! Se eu estivesse ainda em meu antigo
corpo, com todos os meus poderes e forças intactas... Eu mesma
iria transportar todos nós e toda essa maldito laboratório,
sozinha e de uma só vez! Arghhh!!!!
- Não se martirize, minha Rainha! Deixe que eu mesmo tratarei
disso. Só lhe peço que procure poupar suas forças
e agüente mais um pouco.
Logo, vossa majestade, recuperará suas forças!
E então, poderemos levar a cabo o nosso maior desejo!
- Sim, Malachite!- disse Beryl, cerrando os dentes de ódio e
olhando com crueldade para ele, como se tivesse lido os seus pensamento.
- Vingarmos das malditas sailors!
- Elas pagarão caro por todo o mal que nos fizeram! Faremos
elas lamentarem que nós tivéssemos retornado do túmulo,
minha rainha!
- Não importa o que você faça com as outras, Malachite!
Mas, Sailormoon e Tuxedo Mask são meus!!! Argh!!! Só
meus!!! – disse num tom seco de vingança.
- Seu desejo é uma ordem, majestade!
- Bom! Muito bom! - disse ela satisfeita com a resposta
de seu subordinado. – E por falar em Sailormoon: Alguma noticia de
seus “amigos” no Japão?
- Sim, meus contactos na YAKUZA já informaram-me, há
pouco pelo meu celular, que já estão mantendo uma vigilância
em nossa odiada inimiga. Eles deverão me passar um relatório
completo, por e-mail, até amanhã de manhã!
- Excelente! ARRGGHH!!! Quero todas as informações
sobre USAGUI TSUKINO que pudermos conseguir: Família, amigos,
onde moram; tudo que possamos usar como armas em nossa vingança.
- Pode deixar, majestade! Meus contactos na Yakuza me devem “alguns
favores”, de “certos trabalhos” que executei para eles. – explica com um
sorriso cruel. - E, pode ter certeza, que eles ficarão satisfeitos
com essa oportunidade de me “retribuir”...
- Espero que eles façam um bom trabalho... ARGGHH!!!
- Eles são profissionais, minha rainha! Fique tranqüila,
quanto a isso. E quando tivermos todos esses dados em mãos será
questão de tempo até colocarmos em prática nossa estratégia
de vingança contra as Sailors!
- Sim! Vamos fazer Sailor Moon sofrer!!! Bem lentamente....
ARGHH!!!
- Em breve! Muito em breve, faremos Sailor Moon lamentar que
eu tivesse descoberto sua identidade secreta...quando ela estiver chorando
sobre os cadáveres de suas companheiras...e de seus entes queridos.
EU JURO, MINHA RAINHA!!!
A rainha Beryl sorriu maldosamente em resposta a promessa de Malachite.
CENA 3:
Academida de Ginástica do Colégio JUUBAN HIGH SCHOOL
(final de tarde):
Amy se dedicava ao maxímo as lições de Judô
& Karatê que Lita lhe administrava. Ela estavam treinando
já alguns dias e, apesar dos vários machucados e hematomas
que Amy já colecionava por todo o corpo, a garota mais estudiosa
do grupo das sailors não reclamava. Sabia que isso tudo fazia
parte do trato que ambas selaram! E ela procurava aproveitar cada
lição que a sua companheira lhe passava.
Lita era muito rigorosa nos treinos, mas sabia que não
podia ser diferente! Mas, ambas podiam notar os progressos que Amy
estava tendo. Seus reflexos estavam muito mais rápidos e sua
concentração (frutos de exercícios mentais de tanto
estudar) ajudava-a ainda mais em suas estratégias de contra-ataque
aos golpes de Lita. E não foram poucas as vezes, que a “aluna”
conseguiu levar sua “mestra” ao chão!
- Vamos repetir esse golpe, mais uma vez! Mantenha seu punho
na posição que lhe ensinei e ataque-me com todoas as forças!
AGORA!!!! – gritou Lita para Amy
- KIIIIAIII!!!!! – grita Amy, repetindo o ataque.
Sim! Amy estava tornando-se uma guerreira de combate mais
forte! Era só questão de tempo e de treinamento!
No lado de fora do tatame, Serena, Rey & Mina, observavam-nas
treinar. Serena chocava-se em assistir a dureza e a violência
daquele treinamento.
- Aiiii!!!! Que dor!!! – diz Serena cheia de “frescuras” e de
tom de infantilidade. – Que soco forte! Ai! Ai! Senti essa
pancada no meu próprio corpo...
- Deixe de fazer “drama”, Serena! Elas estão treinando
a sério. E Amy está se saindo muito bem, mesmo com
as pancadas que recebe. – retrucou Rey.
- É verdade! Amy está ficando muito mais forte
e habilidosa. Se continuar assim, vai chegar ao nível de luta
da Lita. – concluiu Mina.
- Eu não duvido nada disso! – disse Serena. – Já passam
vários dias que elas estão treinando, praticamente, todas
as tarde aqui. E a Amy está se dedicando a esse treinamento,
tanto quanto se dedica aos seus livros e aos estudos.
- Amy é uma boa aluna mesmo! – concluiu Rey. – Seja numa sala
de aula ou sobre um tatame. Ela é exepcional!
- É verdade! – concordou Mina. – Mas, não entendo por
que ela , de repente, quis treinar artes marciais com Lita.
Vocês duas sabem, né? De todas nós, Amy,
sempre foi mais “pacifica”...
- È verdade! Amy sempre procurou resolver as coisas sem
violência. Usando seu intelecto e sua habilidade como estrategista,
além é claro de seu bom senso. – concordou Serena.
– Mas, de repente, de uma hora para outra, resolveu dedicar-se de corpo
e alma a práticas de lutas marciais.
- É isso que não entendo. – atestou Mina. – Por que?
- Acho que sei a resposta! – disse uma voz feminina, vindo do chão.
As três garotas olharam para baixo e viram a figura esguia de
uma gata preta, aproximando-se, lentamente, dos pés de Serena:
- Lua! – disse Serena com voz chateada e aborrecida. – Onde você
estava? Estávamos esperando um tempão por você!
– concluiu fazendo uma careta de desagrado.
- Desculpe-me meninas! Esta chovendo um pouco forte lá
fora e tive dificuldades em atravessar algumas ruas até chegar aqui.
Tem poças de água por todo lado.
O Ártemis e a Rini estão vindo logo atrás!
Chegarão em alguns minutos.
- Você disse que sabia por que a Amy esta agindo dessa maneira.
Isso é verdade? – perguntou Serena.
- Sim! Ela esta treinando com Lita, artes marciais, porque ela
teve uma crise séria de baixa auto-estima e insegurança...
- O que? A Amy? Se deve estar brincando! Ela é
uma das garotas mais segura e confiante de si que conheço! – protestou
Serena.
- Mas, mesmo as pessoas assim, tem seus momentos de CRISE DE CONFIANÇA,
Serena! Quando elas se auto-avaliam tão severamente a si próprias
que começam a se questionar e a duvidar se são realmente
úteis para seus amigos e para os outros.
- Coitada! – exclamou Rei! – Mas, o que causou isso nela?
- Posso estar enganada, mas, acredito que ele ficou deprimida desde
aquele dia em que vimos a reportagem sobre o ninja brasileiro...
- O Shadow Moon?!? – exclamou Mina, apaixonadíssima. – Aquele
herói “gatão” e misterioso?
- Sim! Ela deve ter ficado muito impressionado com os feitos
dele, que assistimos na televisão, durante o resgate da primeira
dama brasileira.
- E quem não ficou? O sujeito foi demais!!!! – confirmou
Mina.
- Não achei ele grande coisa... O Tuxedo Mask é
muito mais forte e habilidoso do que esse sujeito “enfaixado”... – disse
Serena com menosprezo.
- De qualquer forma, ao vê-lo em ação, Amy ficou
extremamente impressionada com suas habilidades de luta e força.
E quando começou a se comparar com ele e até mesmo com vocês,
meninas, ela sentiu-se diminuída, achando-se fraca para fazer parte
das SAILORS.
- Pobre Amy! Não tínhamos idéia disso! –
Serena disse. – E ainda por cima, pedimos a ela que baixasse todas as informações
sobre o Shadow Moon pela Internet.
- Acabamos piorando a sua depressão, certamente! – concluiu
Mina.
- Não se preocupem, meninas! Creio que Amy já está
recuperada. Graças a ajuda e ao apoio de Lita em seus treinamentos
de artes marciais.
- Como pode ficar lutando e apanhando num tatame ajudar na auto-estima
de alguém e....AAAIII!!!! – gritou Serena, ao receber um forte tapa
na cabeça, desferido por Rei.
- Sua tonta! Por acaso não sabe que a prática das
artes marciais japonesas são uma forma de exercícios que
visam não só ao aprendizado de técnicas de combate
e auto defesa, como o fortalecimento e o equilíbrio físico
e mental de seus praticantes.
Com certeza, Amy está recuperando sua auto-confiança
com esses treinamentos.
- Ah, é? – Exclamou Serena.
- Mas, é lógico que sim! E que saber o que mais?
– disse Rei desafiadoramente para suas amigas.
- O que? – perguntaram as três em uníssono.
- A partir de amanhã, também virei aqui, treinar junto
com Lita e Amy. – disse orgulhosa de sua decisão e força.
- Muito bem, Rei! Você é uma garota muito corajosa
e destemida! Uma verdadeira guerreira da Lua.
- Uma oferecida, isso sim! – balbuciou Serena para Mina, com despeito!
- O que você falou aí, Serena! – perguntou Rei furiosa.
- Eu disse que você gosta de se mostrar e de aparecer para os
outros. – disse mostrando a língua para Rei, numa careta infantil.
- Ora, sua despeitada e preguiçosa....
Houve um inicio de briga entre as duas colegas. Foi uma confusão
tão grande, que Amy e Lita pararam o treino e foram correndo separar
as duas garotas e acalma-las. O que acabaram conseguiram, depois muito
esforço.
Rini e Ártemis chegaram, instantes depois que as coisas se acalmaram,
e, juntamente com Lua e Mina, “arrastaram” Serena para fora do dojo e a
levaram para o passeio ao Shoping Center que eles haviam c
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ombinado.
Já Rei estava sendo contida por Lita e Amy, esta última pedindo
para que as duas amigas se acalmassem. O que naturalmente, foi inútil!
Serena e Rei se “despediram-se” uma da outra, fazendo caretas infantis
e mostrando a língua, para o vexame de todas as suas amigas.
CENA 4:
Nas Ruas movimentadas do bairro de Akihabara – Tokyo!
Serena e Mina olhavam admiradas para uma vitrine de uma das centenas
de lojas de eletrodomésticos, que compunham aquele bairro., onde
estava exposto a última palavra em aparelhos de VIDEO-KÊ.
Era uma autêntica maravilha tecnológica que atiçava
ainda mais o desejo de Mina de adquiri-lo. Sem dúvida, para
uma garota que gostava de cantar, nas horas vagas, os sucessos do J-Pop
do momento, aquele aparelho era uma tentação para os seus
sonhos não tão secretos de se tornar uma cantora profissional,
algum dia.
Fora esse o motivo que ela convidara suas amigas de passarem,
naquela tarde de folga, pelas lojas do bairro. Queria encontrar aquela
loja, que havia visto no anuncio de um a revista musical (de página
inteira), onde o aparelho estava com uma boa promoção de
venda. Com um desconto de 50% em cima do seu valor.
Pena que Amy e Lita não puderam vir. Quanto a Rei...
Bom, chega de brigas por hoje, né? Além do mais, a
compania de Serena e de Rini era mais do que suficiente para ela.
Ambas estavam se divertindo bastante, vendo aparelhos de micro câmeras
e alguns aparelhos de TVs portáteis.
Mina e Serena riam e se divertiam sem parar! Rini olhava
tudo com uma curiosidade natural de sua idade.
Os únicos que não compartilhavam essa alegria era
Lua e Artêmis, que estavam, cada um, parados imóveis sobre
os ombros, respectivamente de Serena e Mina.
Lua não parava de repreende-las, severamente, um minuto sequer!
Achava que as duas meninas deveriam estar treinando junto com Amy e Lita!
De terem tido a mesma atitude “adulta” que Rei tomou ao decidir também,
participar desses treinamentos.
Ártemis concorda com Lua e aconselhando-as a levarem
mais a sério os sonhos proféticos de Rey e de Amy, que ainda
ocasionalmente, tinham:
- Lembram-se do Dr. TOMOE e de seus monstros. – relembrou-as Ártemis.
– Foi assim que tudo começou...
Serena e Mina começam a se arrepender de suas atitudes,
mas ainda não lhes agrada a idéia de passar por um treinamento
tão duro com a que sailor Júpiter e Mercury estavam levando
a cabo.
Serena e Mina começam a choramingar dizendo que não
queriam se machucar toda!
Lua e Ártemis ficam rubros de vergonha, enquanto que Rini,
já acostumada a ver Serena dar vexame, observa despreocupadamente
as lojas e as ruas ao seu redor.
Nisso, Rini nota algo estranho: Ela tem a impressão
que um carro preto as está seguindo, enquanto que ela e as garotas
começam a andar em direção a uma outra loja..
E quando elas param, para admirar uma outra vitrine, uma das janelas dos
veículo abre por um momento e parece que uma lente de maquina fotográfica
sai de dentro. Mas, ela não consegue enxergar direito, pois
o carro preto está uma grande distância.
E quando ela se vira para Serena para lhe revelar sua suspeita,
todos se viram para a direção onde Rini aponta, mas para
a surpresa dela, o carro já não está mais lá.
Ele simplesmente desaparece. Isso lhe custa algumas ironias de Serena,
que acha que ela precisa usar óculos! Rini protesta dizendo
que não está vendo ou imaginando coisas, e, para variar começa
a discutir com Serena.
CENA 5:
Do outro lado da rua. Numa ruela afastada de onde Sailor
moon e suas amigas estão!
Um dos homens, o que está ao volante, pergunta se seu
companheiro conseguiu tirar boas fotos desta vez. O outro, ao seu
lado, com uma câmera digital afirma que sim! E que já
tem o suficiente para mandar pela internet.
O motorista acena a cabeça afirmativamente e manda o seu
colega mandar as fotos e as informações coletadas, sobre
a moça, para o anjo branco, imediatamente. E, assim é
feito, através de um LAP TOP (micro computador portátil),
em poucos minutos, pelo homem da maquina fotográfica digital.
O fotografo avisa que os dados foram enviados com sucesso por
e-mail! E que o serviço deles foi cumprido conforme as ordens
de seu chefe da YAKUZA. Só que ele não esconde a curiosidade
e pergunta a seu comparsa:
- Sabe, por mais que eu tente, não consigo entender uma coisa:
o que será que o maior de todos os assassinos internacionais quer
com uma estudante ginasial! Ela me parece uma garota muito insignificante,
para que o famoso “Anjo” perca tempo, com essa vigilância toda.
- Isso não é da nossa conta! – diz o motorista secamente!
– Recebemos nossas ordens de nossos chefes da YAKUZA! E devemos obedece-las,
sem questionar ou fazer perguntas que não nos dizem respeito.
Seja o que o “Anjo” pretende fazer com as informações
e as fotos que obtivemos dessa tal SERENA TSUKINO e de seus familiares
e amigos, com certeza não será nada “saudável” para
essa garota e nem quem estiver perto dela...
Então, novamente, se fez um pesado silêncio dentro do carro!
CENA 6:
Nos Bairros e subúrbios barra pesada. Periferia
de São Paulo!
Dois dias e duas noites se passaram desde o ataque ao presídio
do Carandiru 5. E durante as noites seguintes, o submundo do crime
viveu um de seus piores momentos, quando o terrível vigilante SHADOW
MOON promoveu uma infernal caçada humana ao responsável pelo
ataque ao presídio. Ele atacou “bocas de fumo”, destruiu bares
onde se reunia a “marginalidade conhecida”, espancou centenas de bandidos
e informantes em busca de qualquer pista que o levassem a captura do anjo
branco.
E a cada ataque aos bandidos e a escória em geral, a mente
de SHADOW MOON não parava de relembrar as cenas de dias atrás,
logo após que voltou do hospital, e se reuniu com Issac e sua avó
na base secreta.
Issac estava terminando de digitar as senhas e os códigos
de acesso as câmeras do presídio de segurança máxima
CARANDIRÚ 5. A muito tempo, ele explicava a RUMIKO que ele
, Jimmy haviam desenvolvido um “programa espião”e que, fora instalado
nos computadores centrais do presídio, com a ajuda do próprio
Wilton, que tinha aceso livre por todo o lugar como policial.
O programa permitia Issac e Jimmy acessarem os computadores do
presídio, da própria base secreta. Isso lhe dava
acesso não só aos arquivos de todos os super-criminosos presos
por lá, como poderiam acessar as câmeras de segurança
interna, e ver o que acontecia por lá! E isso sem ser notado
ou detectados pela sistema de segurança do presídio.
Eles eram com um vírus de computador indetectável, graças
aos talentos de Issac que se orgulhava de ter desenvolvido este sistema.
Mas, naquele momento, Issac não sentia-se tão orgulhoso
assim! E sabia que o que teria que fazer iria atingir a todos profundamente.
Ele iria abrir os arquivos de segurança e veria tudo o que as câmeras
de segurança gravaram no dia do ataque. Ele o fez, em questão
de minutos.
Em seguida, um silencio se fez pesar na base.
Durante quinze minutos, todos assistiram a imagens com as cenas
do ataque de Malachite ao presídio: o ataque aos guardas,
a morte dos agentes federais, a fuga do lunático e Quimera e etc...
Mas, nada foi mais chocante ou causou mais horror aos dois amigos do que
o espancamento bárbaro de Wilton. Jimmy e Issac não
podiam sequer imaginado a que ponto a selvageria desse “Anjo Branco” podia
ir. A ira e a fúria cresciam dentro de Issac e Jimmy.
- Animal!!! – praguejou Issac, assistindo a cena de brutalidade na
tela.
Agora, Issac compartilhava com Jimmy
o mesmo desejo de vingança contra esse assassino. O “Anjo”
tinha que pagar por aquela atrocidade!
Quanto a Jimmy, as cenas que via fazia seu ódio arder
cada vez mais contra o seu inimigo! Por diversas, vezes, murmurava
para si mesmo, juramento de vingança contra aquele impiedoso assassino!
Daria a o assassino uma morte agonizante!
Já Rumiko, olhava as cenas da tela do computador em absoluto
silêncio! Mesmo, quando assistiu as cenas do espancamento de
Wilton, sua face continuou austera e sem expressar qualquer emoção!
Quando acabou de assistir toda a gravação, Jimmy
pediu que Issac tentasse obter todas as informações que dispunha
sobre o “Anjo Branco”, mas, adiantando-se ao pedido de seu parceiro, Issac
já tinha uma pasta pronta. Mas, nada tinha de muito concreto:
· O “Anjo Branco” surgiu no cenário do submundo do crime,
há pouco mais de três anos. Ninguém jamais soube
de onde ele veio e, muito menos, a sua verdadeira identidade . Seu
nome, sua idade e sua origem eram totalmente obscuras e desconhecidas.
· A única coisa que se sabia era que ele era um assassino
free-lancer dos bons, com fama de jamais falhar num serviço!
O que era verdade! O “Anjo Branco” jamais havia fracassado
em nenhum de seus “contratos” e matou todos os “alvos” sem exceção!
Tanto no Brasil como no exterior, o que claro lhe rendeu “fama internacional”
· O nome “Anjo Branco” foi um apelido que a policia e a imprensa
sensacionalista deram ao assassino, segundo as descrições
das poucas testemunhas oculares que tiveram a sorte de testemunhar os assassinatos
e terem sido deixados vivos para contar a história, no dia seguinte.
Eles descreviam um homem alto, de belo porte e de longos cabelos
brancos, mas aparentando não mais que uns trinta e poucos anos.
Tinha modos sofisticados e mantinha uma tranqüilidade assustadora,
até mesmo, quando executava suas vitimas ou quem quer que fosse
louco o suficiente para tentar impedi-lo. Vestia-se, impecavelmente,
com roupas caras e de grife. Destacava-se a cor branca em suas roupas
e, devido, ao poder para-normal que as testemunhas confirmaram ter visto
ele manifestar em seus ataques, foi batizado de “Anjo Branco”.
· O “Anjo” aparentemente não matava quem não estava
no “contrato”. Nesse ponto era bastante profissional, ou então,
deixava, “sobreviventes” só para fazerem “propaganda de seus serviços”.
O que sem dúvida, funcionava, bastante. Era o Bandido mais
conhecido e famoso no sub-mundo brasileiro, e, também, o mais bem
pago!.
· Seu esconderijo era um total mistério, mas, apesar
de agir por todo país, havia suspeita que seu “refúgio” era,
lá mesmo, em São Paulo. Só não sabia
dizer, onde!
Jimmy ouviu tudo com atenção e respondeu a Issac dizendo
que ele tinha feito um bom trabalho. Quanto ao “esconderijo do Anjo”,
ele trataria de achar sozinho e pelos seus próprios meios, entre
os informantes do submundo do crime. Nem que tivesse que revirar
toda cidade de São Paulo, fosse o tempo que fosse, ele acharia o
assassino. E aí então, ele o mandaria para o Inferno.
Estranhamente, Rumiko, como se pudesse prever o que estava prestes
a acontecer, afirmou para o seu neto que ele encontraria o seu inimigo
para enfrenta-lo em combate, mas, o campo de batalha não seria São
Paulo, mas “nas terras ancestrais”.
Jimmy e Issac ficaram confusos e sem entender o que a velha senhora
queria dizer, e quando o seu neto insistiu em que ela lhe fosse mais clara,
ela simplesmente, mandou-o “fazer o que precisava fazer, pois logo entenderia
tudo”. E foi-se embora antes que ele ou Issac fizessem mais alguma
pergunta.
Issac exclamou que as vezes os dons premonitórios da Rumiko
são de meter medo e que isso sempre o deixa meio que assustado!
Jimmy concorda, mas diz que respeita a vontade de sua avó e as “conversas
que ela tem com os espíritos ancestrais”. Ela é misteriosa
assim mesmo, desde que Jimmy se entende por gente.
Fazer o que!
As lembranças de Jimmy se desfazem e ele novamente se vê
no topo de um prédio abandonado, segurando com uma das mãos,
o pé do traficante Selmo Lins, vulgo “PAÇOQUINHA”.
O traficante grita apavorado, olhando para baixo e vendo o chão
da rua, há uns 20 andares de altura.
- Pelo Amor de Deus, Shadow Moon!! Não me largue! Não
me deixe cair, lá embaixo!
O criminoso sabia, perfeitamente, que bastava que o vigilante abrisse
sua mão e o largasse, que o traficante cairia de uma altura de mais
de 20 metros para a morte certa. O desespero era incontrolável!
O ninja, por sua vez, não demonstrava comoção
pelo criminoso. Com voz fria e ameaçadora, exigia que ele,
desse informações sobre o paradeiro do “Anjo Branco”.
Sabia que o “Paçoquinha” era uma figura que tinha livre acesso entre
os criminosos e assassinos em São Paulo. Ele, certamente,
deveria saber alguma coisa, dar alguma pista quente sobre o paradeiro do
Anjo. Tinha que saber!
Já fazia três dias que ele estava procurando pistas sobre
o Anjo e espancado, vários criminosos em busca de informação.
Estava cansado, frustrado e, visivelmente, furioso! Se o “Paçoquinha”
não dissesse o que ele queria ouvir, seria mais um que mandaria
para o hospital, com os ossos quebrados...
- Estou perdendo minha paciência com você, seu merda!
Só vou perguntar mais uma vez e, para o seu bem, acho bom me dar
a resposta que quero saber: Onde está o “Anjo Branco”? – perguntou
Shadow Moon, com um tom ameaçador em sua voz, mas, no fundo descrente
que conseguiria alguma informação daquele bandido medíocre.
“Será outra noite de busca inútil...”, pensava desolado.
Mas, para sua surpresa, o traficante lhe deu uma “pista quente”:
- TAKASHI... TAKASHI UEDA!!! - balbuciando apavorado.- Ouvi...
Ouviu um “papo”, num bar... tempos atrás... de que ele tinha contratado
os serviços do “Anjo”... para fazer uns “servicinhos especiais”
para ele e seu pessoal.... É a única coisa que sei,
cara!!! Juro pela saúde de minha mãezinha!!!
Agora, pelo amor de Deus, me tira daqui! Me tira daqui!!! – implorou
o bandido.
Shadow Moon fez um longo silêncio, analisando a informação
que acabava de obter:
Conhecia os mafiosos do Clã Takashi e seus negócios sujos!
Jogo, prostituição e drogas, em bairros de grande concentração
de orientais, na região norte da cidade de São Paulo.
Ele mesmo atacou e desbaratou alguns desses negócios, mas nada que
abalasse o império criminoso do clã Yakuza. Eles estavam
bem situados na “high society” paulistana e Takeshi era considerado um
homem de negócios muito bem sucedido no ramo de importação.
Mas, por trás disso, ele tinham vários políticos e
figuras de destaque da sociedade, “em seus bolsos”, com subornos bastante
volumosos.
Sim, ele teria motivos e, é claro, dinheiro suficiente para
pagar os “serviços” do “Anjo”. A pista valia a pena ser checada!
“Paçoquinha” gritava por misericórdia e, finalmente,
Shadow Moon, num movimento rápido, puxou-o para o teto novamente,
e ele se esborrachou a seus pés.
O traficante soluçando e chorando agradecia por sua vida a Shadow
Moon, mas o ninja ainda o olhava com olhar fuzilante, e antes que o traficante
pudesse dizer ou falar alguma coisa, Shadow Moon diz:
- Vou checar se o que está me dizendo é verdade. Mas
se isso for uma “dica furada”...
O traficante se borra de medo. E seu rosto torna-se pálido,
quando, sem avisar, Shadow Moon desaparece numa explosão de fumaça!
CENA 7:
No residência do “Anjo Branco”. Bairro do Morumbi,
São Paulo!
Naquele exato momento, do outro lado da cidade, Malachite acaba
de se teleportar para dentro de seu apartamento. Apesar de demonstrar
um certo cansaço, anunciou com indisfarçável satisfação!
- Majestade! Dr. Átila! Acabamos de levar a última parte
do equipamento do seu laboratório. Já posso levar todos
nós para o Japão!
- UNGGHH!!! Podemos dar uma “paradinha” por alguns instantes,
chefe? Esses seus teleportes, fazem meu estômago virar, toda
vez, que fazemos essas viagens...UNGH!!! – disse o Lunático, com
cara de quem estava prestes a vomitar, saindo debaixo da capa de Malachite,
por de trás.
- Cale-se, seu idiota! Não lhe perguntei nada! – disse
Malachite rispidamente.
- Ops!!! Perdão, chefe! Foi mal!!! – disse se afastando,
sorrateiramente, de Malachite.
Livre-se dessa pequena impertinência, Malachite virou-se para
o Dr. Átila, que estava sentado numa mesa, próxima, olhando
para a tela de um computador.
O médico virou-se para ele, com um sorriso maligno, indicando
que ouvira o que ele acabara de dizer ao chegar lá!
Átila estava satisfeitíssimo!
Primeiro, porque estava ansioso por começar a “trabalhar”.
Ter nas mãos estas tais “Sementes do Nega-verso” significava, não
só salvar a vida da Rainha Beryl, como utilizar uma material genético
exótico e totalmente diferente de qualquer outro existente em todo
o planeta. Um material que, em suas mão “hábeis e geniais”
poderia criar novas e mais avançada geração de suas
“criaturas genéticas”, com poderes inimagináveis. Um novo
exército de monstros que, sem dúvida Malachite e a Rainha
Beryl iriam necessitar em breve para por em prática seus planos
de conquista.
Segundo, por que estava ansioso em ultiliza-las para capturar
as Sailors, desde que a Yakuza japonese enviou as informações
sobre Sailor Moon, via e-mail!
Ele não parava de examinar as fotos de Serena e suas amigas,
obtidas pelos mafiosos japoneses. Achava-nas espécimes perfeitas
para uma série de experiências de “genética mutante”,
e ele sabia o quão era difícil arranjar boas cobaias.
Lembrava, a todo instante a Malachite do acordo que fizeram, quanto a isso.
E Malachite o endossava com um sorriso cruel, pois sabia que um destino
horripilante esperava as sailors caso caíssem nas mãos do
cientista louco. Sua vingança não poderia ser mais
“deliciosamente macabra”...
Já Beryl irritava-se com aquela situação
toda. Nos últimos dois dias, ela passou no apartamento de
Malachite, deitada num sofá-cama confortável, mas, continuando
a sofrer dores horríveis e somente doses de sedativos, ministrados
pelo dr. Átila, ocasionalmente, conseguia alivia-la um pouco.
Mas, o seu estado geral não era nada bom! Pelo contrário,
piorava a cada hora!
Átila precisava realizar em Beryl sua operação
de “mutação genética” o mais breve possível!
E, para isso precisaria de uma dessas sementes malignas do Nega-Verso.
Essa era a única chance de Beryl de sobreviver, pois essas “sementes”
forneceriam o material genético que o dr. Átila necessitaria
para a derradeira operação que estava por vir.
Mas, enquanto isso, o tormento de Beryl continuava. As
dores atormentavam-na por todo o corpo. E, num momento de raiva, vendo
o médico observar extasiado a imagem de Serena na tela do computador,
ela dispara um feixe energético destruindo o computador e incinerando
vários papeis.
- Pare de ficar olhando as fotos dessa maldita, e faça algo
para me aliviar dessas dores, seu idiota incompetente!!! – vociferou ela.
Malachite e Dr. Átila temerosos de contradize-la, fazem
silêncio! Àtila apressa-se em ministra-la um tipo de
analgésico para as dores.
Vendo sua paciente demonstrar um pouco mais de alívio,
Átila aproxima-se de Malachite, que observava sua Rainha deitada
no sofá e murmura-lhe:
- Vamos depressa! Ela só tem mais umas dez horas, no máximo!
E tenho muita coisa que fazer para preparar a operação! –
disse num tom de alerta.
Subitamente, o telefone toca e Malachite atende. Poucos minutos
depois, ele o recoloca no gancho.
- Essa é boa! Não me faltava mais nada... – exclamou
Malachite a si mesmo, com ironia e sarcasmo.
- O que houve? Quem era no telefone? – perguntou o Dr. Àtila,
intrigado.
- Um de meus informantes. Ligou para me contar que esse tal vigilante,
o Shadow Moon, esta revirando a cidade atrás de mim. Esse idiota
fantasiado parece que quer a minha a “cabeça” a qualquer preço!
– disse Malachite com total desprezo.
- Você disse Shadow Moon? – o doutor Átila arregalou os
olhos numa expressão de medo.
- Essa não! Esse cara é ‘pauleira”! Foi ele
que me mandou para a cadeia da última vez! Só que antes,
passei uma temporada no hospital, me recuperando da surra que ele me deu
e no meu bando! – encolheu-se o Lunático, aterrorizado com a simples
menção do nome do ninja.
- O Lunático tem razão! Shadow Moon é um
inimigo perigosíssimo! Ele já enfrentou e derrotou,
vários de “meus clientes”. Temos que sair daqui o quanto antes!
Enquanto temos chance!
- É chefe! O doutor tem razão! Olha eu já
estou me sentindo bem melhor! Pode nos teleportar quando quiser,
viu? Vamos dar no pé, antes que ele nos encontre! – disse
o Lunático, sem esconder a sua aflição e medo.
- Calem-se, seus idiotas!- Gritou furioso pela reação
dos dois homens. - Iremos embora, sim! Mas, não porque um
“heroizinho de quinta categoria” está no meu encalço, mas,
sim, por que a vida da minha Rainha está em jogo. Eu não
fujo de ninguém!
- Ele é um inimigo perigoso, “Anjo”. Muito maior do que
qualquer dos heróis da “SUPER ALIANÇA BRASILEIRA”.
Não o subestime!
- Ele que não deve ser tolo em ousar me enfrentar, doutor! Sou
muito superior a esse reles humano! Se não fosse a urgência
que tenho em salvar a vida de minha adorada rainha, eu mesmo iria atrás
desse vigilante e o mataria com minhas próprias mãos!
E, depois, iria “leiloar” sua cabeça aos chefões da máfia
de São Paulo...a quem me pagasse mais...He! He! He! – disse Malachite
cruelmente, enquanto deixava a energia maligna de seu corpo emergir e preencher
a sala.
Sentindo aquele imenso e poderoso Ki! Átila e o Lunático
se calaram! Tinham entendido bem o “recado de Malachite”. E
não duvidariam mais de seu poder!
- Quando eu terminar de resolver os meus “assuntos pessoais pendentes”
no Japão! Cuidarei pessoalmente desse... Shadow Moon! – disse
pronunciando o nome do Herói com verdadeiro escárnio! – Agora,
vamos partir todos juntos!
- NÃO!! EU NÃO VOU A LUGAR ALGUM! NÃO
ATÉ MATAR SHADOW MOON COM AS MINHAS PRÓPRIAS GARRAS!!!! –
Vociferou Quimera , ensandecido!!!
Todos olham para QUIMERA!
Durante os últimos dois dias, Quimera, mantivera-se em silêncio,
trabalhando a contra gosto como capanga de Malachite, e carregando a maior
e mais pesada parte do equipamento do laboratório do Dr. Átila,
para o novo esconderijo.
Odiava aquele serviço e odiava Malachite! Se pudesse o
mataria sem hesitar, mas ele tinha um poder muito grande e não se
deixaria ser pego por ele. E Malachite sabia disso perfeitamente,
não era nenhum tolo! Diversas vezes, olhava com frieza e ameaça!
Dando a entender para que ele não tentasse desafia-lo, pois as conseqüências
seria muito grave para ele. Quimera só podia responder-lhe
com um rosnado bestial, de vez em quando.
Mas, naquela hora! Ao ouvir a simples menção do
nome do seu pior inimigo, Shadow Moon, seu ódio explodiu em um acesso
de fúria incontrolável. Nem Malachite e nem ninguém
o impediriam de matar o homem que foi o responsável por ele ter
perdido sua humanidade e ter se transformado naquele monstro deformado.
Malachite ficou surpreso pelo súbito descontrole de Quimera.
- Como? Como se atreve a questionar minhas ordens, seu monstro
estúpido! – disse com firmeza e autoridade.
- Já disse a você! Não vou partir até
matar Shadow Moon! E ninguém vai me impedir de acabar com
aquele maldito. – vociferou Quimera, ao mesmo tempo, que destruía
um caríssimo piano de cauda, com um só golpe de seus braços.
- Seu monstro estúpido! Olhe o que você fez!
Esse piano era um de meus bens mais valiosos....
- Que se dane! – gritou desafiadoramente a Malachite. – Eu quero Shadow
Moon! Arrancar-lhe o coração do peito dele com as minhas
garras afiadas e tritura-lo com as minhas presas, GRRRR!!!!!!
- Você não fará nada disso, sua besta sem cérebro!
A não ser, obedecer minhas ordens sem questionar! E, as minhas
ordens já foram dadas: Partiremos, imediatamente...
Para o Japão!
- Você não entende! Foi Shadow Moon o responsável
por eu ter me transformado nesse monstro...
- Pouco me importa isso, seu monstro estúpido! Prepare-se
para partir! E nem mais uma palavra!
- Não! Eu não vou! Shadow Moon têm que morrer!
E será esta noite! – disse Quimera como um animal ensandecido de
fúria e ódio se dirigindo a porta de saída do apartamento!
Mas, não chegou até lá!
Malachite se materializou a sua frente e antes que Quimera pudesse
fazer, ou dizer algo, Malachite disparou uma rajada energética com
uma das mãos atingindo Quimera em cheio.
O monstro foi jogado, violentamente, para trás e acabou caindo
num pequeno bar do apartamento, destruindo-o por completo com o seu imenso
e pesado corpo.
Malachite se aproximou dele, exalando pelo seu corpo a sua maligna
energia, enquanto Quimera tentava se colocar de pé!
- Jamais ouse contradizer-me novamente, sua abominação
repugnante! Lembre-se que eu agora sou seu mestre! Sua vida
está inteiramente em minhas mãos, bem como de seu estúpido
comparsa ali atrás!
O Lunático encolheu-se de medo atrás do Dr. Átila.
- Pegue as minhas malas e os pertences de todos; como um “bom escravo”!
E tome bastante cuidado com as minhas coisa e os da minha Rainha! – ordenou
Malachite num tom de superioridade. – Partiremos em poucos minutos...
- Seu... Seu.. Maldito! – disse Quimera, já de pé!
Foi a última frase que ele proferiu! Na mesma hora, Malachite
disparou uma nova rajada de energia maligna que percorreu todo o corpo
de Quimera, causando-lhe uma dor alucinante. O monstro gritou por
longos minutos, até que Malachite desfez o encanto e a criatura
caiu de joelhos.
- Sorte sua, seu monstro sem cérebro, que o Dr. Átila
e eu temos alguns planos em mente, os quais precisaremos de você.
Por isso, não o mato agora! Mas, se tornar a me desobedecer,
acabo com a sua vida imprestável de uma vez por todas! – prometeu
Malachite com um olhar frio e ameaçador nos olhos. – Agora pegue
nossa coisas! Vá! Ande depressa!
Quimera, sem outra opção, depois de experimentar, novamente,
o poder de Malachite segurou sua fúria e obedeceu, sem protestar.
Malachite, então aproxima-se do Dr. Átila e do Lunático
e lhes diz:
- Realmente, esse Shadow Moon deve ser um inimigo formidável
para que esse monstro deseje tanto mata-lo!
- Shadow Moon é um verdadeiro demônio, chefe! Se
ele está atrás da gente, pode estar certo, que é só
questão de tempo até que ele chegue aqui! – diz o Lunático
receoso.
- Hummm!!!! Sabe de um coisa? Creio que você tem
razão!
- È mesmo! – o Lunático arregala os olhos de espanto.
Seu chefe, pela primeira vez, concordava com alguma coisa que ele havia
dito. Isso por si só já era algo espantoso.
- Mas, é lógico, seu incompetente! Esses pretensos “heróis”
não descansam até conseguirem capturar seus inimigos.
Sei disso por experiência própria... – diz numa clara alusão
as Sailors.
Em seguida vira-se para o Dr. Átila.
- Meu caro doutor. Seria muita falta de consideraç
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de nossa parte, se nosso “visitante inesperado” chegasse aqui e não
encontrar ninguém para recebe-lo, não é?
- E o que sugere? – perguntou o Dr. Átila já compreendendo
aonde ele queria chegar.
Malachite sorriu, cruelmente, e contou sua idéia.
CENA 8:
Numa mansão do condomínio de luxo de AlphaVille,
na região nobre de São Paulo.
Há dez minutos atrás, a mansão de Takashi
Ueda era uma verdadeira “fortaleza impenetrável”, com seus cerca
de trinta pistoleiros, fortemente armados, fazendo uma rigorosa vigilância
por todo local e com ordens para atirar para matar caso algum invasor ousasse
entrar na mansão.
Mas, isso foi, há dez minutos atrás. Bastou
apenas esse tempo todo para que Shadow Moon invadisse a mansão,
burlasse todos os sistemas de segurança eletrônicos e, , colocar
fora de combate, um por um, todos os “seguranças” da mansão!
Os pistoleiros foram nocauteados de forma rápida e silenciosa, mal
tendo tempo de poder entender o que estava acontecendo e nem quem era o
seu agressor.
Agora, Takashi Ueda, esta imóvel em sua cama, suando frio
de medo, enquanto, uma espada de ninja, fria e afiada, está com
a ponta encostada, perigosamente em sua garganta. Ele pragueja aos
seus ancestrais por seus seguranças não terem vindo ao seu
auxílio, apesar de gritar furiosamente por eles, e, principalmente,
por não ter percebido a presença do intruso, em seu quarto,
que o acordou de seu sono de forma ameaçadora e abrupta. Já
com sua arama afiada, apontada para sua garganta.
Takashi conhecia Shadow Moon. O justiceiro fora-da-lei
que já havia atrapalhado os seus negócios, anteriormente,
e mandado muito de seus capangas para o hospital ou para a prisão.
Mas, jamais imaginaria que ele teria a audácia de invadir sua mansão
e ameaça-lo, assim, tão diretamente.
- Como? Como teve a audácia de invadir o meu lar, ninja
maldito! Como se atreveu a tanto? Por acaso sabe quem eu sou?
Você pagará com a vida por tamanha insolência!!!
Juro que irá!! - gritava para o ninja..
Como resposta de Shadow Moon, o mafioso sentiu a lamina da espada pressionar
ainda mais seu pescoço a ponto de faze-lo sangrar um pouco.
Takashi sentiu-se completamente a mercê de seu inimigo
e, com os dentes trincados de ódio, perguntou:
- Bem, o que estava esperando? Acabe logo com isso, maldito!
– disse o líder da Yakuza que já que presumia que Shadow
Moon viera ali para assassina-lo.
O Ninja o olhou com um olhar frio e penetrante, que fez o mafioso
suar de medo mais ainda, e numa voz firme e ameaçadora, disse:
- Não estou aqui para cortar sua cabeça fora, Takashi-san!
Apesar do bem que faria ao mundo, livrar-me de um “porco imundo” como você.
– disse num tom de escárnio!
- Então que diabos você quer?! Diga!!!
- Estou atrás de uma informação. E soube,
por aí, que, provavelmente, você poderia me dar.
E, para o seu bem, espero que possa, realmente, me fornecer... – disse
num tom de ameaça explicita.
- O que você quer, seu ninja desgraçado!
Explicou que estava atrás do “Anjo Branco” e queria saber onde
era o seu esconderijo, pois “queria acertar umas contas com o assassino”.
E se Takashi quisesse que a sua cabeça continuasse presa ao seu
pescoço, era bom dar a informação que ele procurava.
Então, surpreendentemente, a fisionomia de Takashi mudou
completamente. Seu rosto, anteriormente, uma mascara ruiva de raiva
misturada ao medo de ser morto, começou a relaxar e, para a surpresa
do ninja, o chefão do crime soltou uma enorme gargalhada!
- Há! Há! Há! Então você está
no encalço do “Anjo Branco”! Há! Há! Há!
E quer que eu lhe ajude a encontra-lo?
A principio, Shadow Moon não entendeu a reação
louca de Takashi e pressionando sua espada no bandido perguntou do que
estava rindo! Takashi respondeu num tom de escárnio e desprezo:
- Estou rindo porque você está me poupando trabalho de
mandar mata-lo, seu ninja estúpido! De colocar sua cabeça
a prêmio! Há! Há! Há!
Seu grande idiota! Ir atrás do “Anjo” e como ir de encontro
a morte certa! Você sequer pode imaginar quão poderoso
esse assassino é! Você não é nada comparado
aos poderes e a força que ele tem.
Sim, eu sei onde o “Anjo” mora, Shadow Moon! E lhe direi exatamente
como chegar lá! He! He! He! E quando você, encontra-lo,
com certeza ele vai acabar com você, seu maldito!
Você irá implorar para que ele lhe dê uma
morte rápida! Há! Há! Há!
Atrás de sua mascara ninja, os dentes de Shadow Moon cerram-se
de raiva e de preocupação, enquanto que Takashi lhe revelava
o endereço do “Anjo”.
CENA 9:
Na cobertura de um luxuosos apart-hotel no Bairro do Morumbi, São
Paulo!
Shadow Moon levou uns 15 minutos para escalar o prédio
de 20 andares, um dos mais caros e luxuosos, daquela área do bairro
do Morumbi. Ele escalava, silenciosamente, com “garras de aço”
preso as mãos.
Quando, finalmente, alcançou a cobertura do prédio,
subiu o parapeito e guardou as “garras”. Puxou a espada e, cuidadosamente,
olhou pela janela.
O apartamento estava às escuras e, Shadow Moon, começou
a cogitar a possibilidade de seu inimigo já o estar aguardando,
alertado previamente por algum informante do submundo. Que aquela
escuridão toda e silêncio, não passava de uma “armadilha”.
Se fosse, o ninja não iria “decepciona-lo”! Já
que não era a primeira vez, que se via prestes a entrar numa situação
como essa. E, para isso, nada melhor do que uma “entrada triunfal”:
Com arma em punho, jogou-se pela janela, arrebentando-a em mil pedaços
e rolou pelo chão até o centro da sala, parando e colocando-se,
instantaneamente, em posição de combate! Por uns minutos,
que pareceram uma eternidade, o ninja esperou um ataque iminente, de todos
os lados.
Porém, logo, os seus sentidos não detectaram um
único som ou mesmo o “KI” (a energia vital) de qualquer inimigo.
Levantou-se com cuidado, ainda aguardando um ataque, que jamais ocorreria.
Quando ficou em pé, em meio ao apartamento as escuras,
Shadow Moon havia percebido que o lugar havia sido abandonado. E
seu inimigo escapado, junto com seus comparsas.
“Maldição!”- praguejou, embaixo da mascara com
os dentes cerrados de raiva. Foi até a um canto da sala e
ligou o interruptor!
A luz preencheu todo o apartamento, o que só confirmou
a sua suspeita. O local havia sido abandonado! E havia sido
há pouco tempo atrás!
Caminhou até os cômodos do apartamento e verificou
os armários! Completamente vazios de roupas, uma clara evidência
de que o “Anjo” havia viajado e que não regressaria tão cedo.
Ou provavelmente, nunca mais, para aquele apartamento, pois já não
poderia ser um refugio seguro, já que o ninja o havia descoberto
e o “Anjo” deveria saber disso!
Shadow Moon desferiu um soco, de raiva, na porta de um dos armários,
partindo-o em pedaços! Ele havia voltado a “estaca zero” e
teria que recomeçar sua busca novamente, e isso levaria tempo! A
não ser que... houvesse alguma pista , no apartamento, que pudesse
de alguma forma indicar aonde eles teriam ido.
Sim! Talvez, ainda tivesse uma chance! Valia a pena
investigar!
Voltou para a sala e examinou o local.! As marcas de garras
e os moveis destruídos era um claro sinal de que houve uma luta,
e não era preciso ser adivinho para saber que isso era obra de QUIMERA!
Aquele monstro assassino era uma ameaça ambulante! Ele bem
o sabia pois quase não escapou com vida em seu último combate
contra a criatura. Felizmente, a sorte havia lhe sorrido e ele derrotou
o monstro.
O que teria acontecido? Quimera atacou o “Anjo”?
Isso não o surpreenderia, já que o monstro era psicologicamente
instável e controla-lo era quase impossível. Mas, de
alguma forma esse “Anjo” conseguia exercer algum domínio sobre a
fera, pois, apesar da destruição não havia sinais
de sangue. O “Anjo” havia controlado a situação!
Realmente, ele era um inimigo a ser levado muito a sério,
se conseguira “domar” Quimera, penou, enquanto o seus olhos fitaram por
alguns instantes um quadro grande, preso a uma das paredes da sala, retratando
algum tipo de animal mitológico, grande e de feições
horripilantes, que não soube identificar. Sentiu um estranho
mal estar ao olhar a pintura, mas, sua ansiedade em tentar achar alguma
pista do paradeiro do “Anjo”, o fez ignorar esse estranho pressentimento.
Shadow Moon voltou sua atenção pra baixo e continuou
observando os destroços pelo chão da sala, até que
seus olhos depararam-se, com o que parecia ser restos de um computador.
Sim, era um computador, concluiu ao agachar-se e examina-lo
mais de perto. O aparelho estava, totalmente destruído! Com
certeza, por algum tipo de “raio energético”, pois já tinha
visto inimigos atingirem veículos, aparelhos e, até mesmo,
civis inocentes. Colocou as mãos sobre o aparelho. Sim!
Ele podia ainda sentir a energia residual: extremamente maligna!
Parecia algo vindo direto das profundezas do inferno! Será
que seu inimigo, de fato, era um agente do sobrenatural? Não
era hora de pensar sobre isso! Tinha que verificar mais profundamente
o estado do aparelho!
A parte interna, o HARD DISK (HD) do micro, aparentemente, estava
muito danificada, mas, talvez, pudesse, de alguma forma ser acessada.
As chances não eram muito favoráveis pelo aspecto
com que ficou o micro, mas valia a pena arriscar! Com certeza, esse
computador deveria ter em seus bancos de dados, alguma pista do paradeiro
atual do “Anjo Branco” e seus bando!
E de alguma forma, ele iria descobri-la! E sabia muito
bem quem poderia ajuda-lo nisso!
Guardou os objetos dentro de sua mochila e estava prestes quando,
inesperadamente, o aparelho de TV do apartamento, subitamente, ligou-se
sozinho!
Na mesma hora, Shadow Moon colocou-se em posição
de alerta e virou-se para a TV. Sua mão estava tocando a bainha
da espada, prestes a saca-la a qualquer instante, quando um rosto de um
homem claro de longo cabelos brancos apareceu na TV.
- Boa Noite, Shadow Moon! Seja bem vindo a meu humilde lar!
Eu sou o “Anjo Branco” e devo confessar que estou bastante surpreso!
Você chegou muito mais cedo do que eu esperava! Realmente,
você é um bom “caçador”! Meus parabéns!!!
– disse Malachite com ironia e sarcasmo.
Instintivamente, Shadow Moon começou a olhar em todas as direções:
- Por favor, meu caro vigilante! Não perca seu precioso
tempo procurando a minha câmera oculta. Ela está muito
bem escondida e você não irá encontra-la tão
rápido!
- Onde você está, seu assassino desgraçado?!
Por que não está aqui, já que sabia que eu estava
vindo? Por acaso fugiu com medo de me enfrentar? – disse Shadow Moon
mal contendo o seu ódio e raiva.
- Não me faça rir, Shadow Moon! Enfrentar você,
para mim, seria o mesmo que “esmagar uma formiga” com os meus pés.
He! He! He!
Acredite-me! Nada me daria mais prazer do que acabar com um “super-heroi
intrometido” como você! Mas, infelizmente, tenho um assuntos
urgentes... e pessoais a tratar fora do Brasil... Uma pena! – disse com
um sorriso irônico e provocativo
- Onde você está, seu Maldito! Onde? Diga-me se
tiver coragem, pois irei até o fim do mundo para faze-lo pagar por
seus crimes, assassino desgraçado! – gritou Shadow Moon encolerizado.
Malachiete esboçou um cruel sorriso e disse:
- He! He! He! Eu até que gostaria de lhe contar, meu caro!
Gosto de gente corajosa! Com espírito de luta, que nem você!
He! He! He! Sério!
Pena que isso não será possível, Shadow Moon!
Pois você irá morrer... agora!
- O que? – exclamou Shadow Moon, ao mesmo tempo que seus sentidos ninjas
o alertaram para um ataque que vinha por trás.
Ele se virou para trás, no exato momento que a criatura do quadro
de alguma forma, havia ganhado vida, e tentava ataca-lo por trás,
enquanto falava com seu inimigo, na TV.
Malachite o havia distraído o suficiente para que ele fosse
pego de surpresa que nem um “amador”. Idiota! Tinha que ter
prestado mais atenção em seu “sentido ninja” naquela hora!
Agora, se atracava com um monstro pavoroso com o dobro de seu tamanho e
altura. E o pior, com uma força extrema!
Malachite havia planejado aquela armadilha cuidadosamente! E
ele caiu nela direitinho!
Enquanto lutava contra o monstro, Malachite continuava a falar:
- É fascinante o que um pouco de mutação genética
e magia pode fazer juntas, não é Shadow Moon!? O meu
associado, o Dr. Átila, (creio que já o conhece, não?)
tinha um de seus “experimentos” presos sozinho, na jaula de seu laboratório.
Achei uma maldade fazer isso com o “pobre bichinho”.
Shadow Moon e a criatura travavam um feroz e violento combate, que
foi ouvido por todos os moradores do prédio. Alguns moradores
saíram de seus apartamentos tentando descobrir o que acontecia.
- Então o trouxemos para cá e, com a minha magia fiz
com que ele ficasse “preso no quadro” da sala. Não vou entedia-lo,
explicando como fiz isso! È “segredo profissional”, sabe?
He! He!
Basta apenas que você saiba que pus um outro feitiço,
para libertar o monstro, no instante que você estivesse vendo esta
transmissão de TV! E de costa para o quadro, é claro!
Eu estava monitorando você, desde o momento que entrou pela janela,
ninja! Sabia quando você estaria a minha mercê, idiota!
Há! Há! Há! – gabou-se Malachite rindo trinfalmente.
– Agora o meu “bichinho” irá devora-lo vivo! Há! Há!
Há! E vou me “deleitar” assistindo você ser trucidado, via
satélite! Há! Há! Há!
O monstro, num determinado instante, disparou raios pela boca.
Shadow Moon conseguiu se esquivar, mas o raio explodiu parte do chão.
O buraco que se abriu, fez os moradores de baixo verem o que acontecia.
- Soem o alarme! Mande todos os moradores evacuarem este prédio,
imediatamente! Andem logo! – gritou Shadow Moon, enquanto se atracava
com o monstro.
Um dos moradores, assustado, quebrou o vidro de alarme de incêndio
e o fez soar alto por todo o prédio. Em seguida, como os seus
demais vizinhos, desceu desesperado e em pânico pelas escadas, até
sair para fora do prédio!
- Não devia se distrair da luta pensando em salvar esses idiotas,
Shadow Moon! Não que isso me importe, pois você irá
morrer do mesmo jeito! – dise Malachite.
- Isso é o que você pensa, maldito! – disse Shadow Moon!
– E mal comecei a lutar... KIIIIAAAAIIII!!!!!
Então, Shadow Moon mentalizou o seu KÍ fazendo sua energia
de luta se manifestar por completo! E contra-atacou de maneira violenta
e decisiva!
Unido as técnicas ninjas da CHUVA TEMPESTUOSA & MAGMA, Shadow
Moon disparou uma serie de golpes energéticos, com suas mãos
e golpeou a criatura, com força incrível, usando varias técnicas
de Karatê e Kêmpo!
O Monstro não fora páreo para ele, e logo, sucumbiu a
superioridade marcial e de poderes de Shadow Moon!
Malachite que, anteriormente, estava seguro com o desfecho final daquela
luta, mudou rapidamente sua fisionomia: De confiança e arrogância,
exibida desde o inicio do combate, agora mostrava uma certa surpresa e
incredulidade.
- Não é possível! Ele está vencendo
o monstro!? – balbuciou ele.
- Correção, “Anjo”! Eu já venci!!! -
respondeu Shadow Moon, sacando na mesma hora, sua espada, para desfechar
o golpe final. – SILVER BLADE! – gritou o nome da espada!
A espada canalizou o clímax do poder espiritual invocado por
Shadow Moon e começou a emitir uma chama de cor branca em torno
de sua lâmina. Levantou por sobre a cabeça e gritou
com todos os pulmões:
- Golpe Final! EXPLOSÃO LUNAR!!!!
A Espada de Prata cortou o monstro em dois golpes consecutivos e rápidos:
Da cabeça pra baixo e no meio do peito!
Foi o fim!
O Monstro saltou um rugido quase sem forças e seu corpo se estremeceu
! Em seguida tombou para trás! Ao tocar no chão,
o monstro explodiu violentamente!
Shadow Moon vencera!
Malchite não podia aceitar ou mesmo acreditar que o seu plano
tinha falhado. Era a primeira vez, que uma de suas vítimas
sobrevivia!
Cerrou os dentes de raiva olhou furioso para Shadow Moon, que agora
virava-se novamente para a TV e encarava, novamente o seu inimigo, de maneira
desafiadora.
- Você é o próximo, “Anjo”!!!
- Dobre a língua, ninja! Isso ainda não acabou!
- Tem razão! Só vai terminar quando a sua cabeça
estiver cortada e pendurada na ponta de minha espada, seu lixo covarde!
E será logo! Prometo!
Vou encontra-lo, “Anjo”! Não existe lugar algum no mundo
inteiro onde você possa se esconder de mim! E quando pega-lo....
Malachite sorriu! Como se estivesse preparando um de seus
truques.
- Você é bom, ninja! Muito bom! Pode se tornar
um problema sério para os meus planos!
- Que planos?
- Calma! Logo você e o mundo inteiro irão saber!
Antes, tenho que eliminar a pessoa que mais odeio nessa vida. E,
depois, será a sua vez! Prometo, Shadow Moon!
Isso, é claro, se sobreviver ao meu “último presente”
que deixei para você... He! He!
Malachite pegou um tipo de controle remoto e preparando-se para acionar
um de seus botões , disse:
- Um bom profissional como eu, desde cedo, sabe que não é
bom deixar pistas para policia ou para super-heróis intrometidos
como você. A menos que queira!
Portanto, queime no Inferno Shadow Moon!!! Há! Há!
Há!
Shadow Moon mal ouviu a última frase, pois, no instante que viu
o controle remoto nas mãos de Malachite, reconheceu-o como um detonador
acionado por rádio. E sabia o que estava prestes a acontecer.
Usando toda a sua agilidade e rapidez obtida em seus árduos
treinamentos ninjas, correu pela sala, o mais rápido possível
e, com um salto, atravessou, sem hesitar a janela que havia entrado, no
exato instante que Malachite acionou o botão!
Uma violenta explosão destruiu todo o apartamento de cobertura
de Malachite, que se transformou num inferno em chamas.
Logo o fogo se espalhou para outros andares do prédio, chegando
a arder na metade dele, até que os bombeiros chegassem, para debela-lo!
Isso levaria umas duas horas depois!
Felizmente, Shadow Moon havia escapado! Alcançando o prédio
vizinho graças a uma corda, de seu equipamento ninja, embutido em
uma de suas luvas, que se prendeu a parede do outro prédio durante
seu mergulho ao chão!
Shadow Moon olhou para baixo! E viu que os moradores, todos sem
exceção, haviam saído do prédio, antes dessa
tragédia final e que nenhum inocente havia morrido no incêndio.
Agradecia aos céus por isso!
Mas, o “Anjo” havia lhe escapado! E ele se encontrava, mais uma
vez, na “estaca zero”!
A única coisa que sabia era que o “Anjo”, como ele próprio
dissera, estava fora do Brasil. Isso fazia sentido, pois além
da grande quantidade de roupas que havia levado, aquele detonador, era
um aparelho muito sofisticado, só usado para ser acionado a longa
distância, com emissão de rádio via-satélite!
Podia ter acionado o detonador em qualquer parte do mundo!
Mas, onde?
E que papo era aquele de “ter que eliminar a pessoa que mais
odiava nessa vida” que mencionou pela TV? Quem era essa pessoa?
E por que Malachite a odiava tanto para levar o assunto ao lado pessoal?
Ele que agia profissionalmente, sempre?
As respostas a todas essas perguntas, sabia Shadow Moon, talvez
estivessem nesse HARD DISK que guardara.
E somente uma pessoa seria capaz de desvendar o que eles continham...
CENA 10:
No esconderijo de Shadow Moon! Uma hora depois!
Issac examinou o HARD DISK (HD) que Shadow Moon havia trazido
e seus prognósticos eram os piores possíveis: Fiação
queimada chips derretidos, peças amaçadas; mas, que talvez,
conseguisse recuperar algum tipo de dado. As chances eram ínfimas!
Shadow Moon insistiu para que o amigo fizesse o possível!
Que ele era o único capaz de fazer isso! Issac sorriu:
- Não sou nenhum mágico, mas vou tentar conectar o HARD
DISK (HD) do micro com o sistema de coleta de dados do “EINSTEIN”, o nosso
super computador da base. Vou rodar um programa de busca e analise e, então,
meu caro Jimmy... SEJA O QUE DEUS QUISER!!! – disse-lhe Issac, com seu
habitual bom humor.
Issac coloca uma fiação e a conecta com cuidado
no HD! Em seguida, vai ao centro de comando de EINTEIN e digita o
programa de “varredura”.
O super computador age de imediato e em poucos segundos, surge
umas três imagens “embaçadas” na gigantesca tela!
- É isso aí, Jimmy! São as única
coisa que deu para recuperar no HD.
- Dá para melhorar as imagens? - pergunta intrigado, Shadow
Moon.
- Acho que sim! Vou rodar um programa que tenho no EINSTEIN que
pode melhorar 100% a nitidez das imagens. Mas que vai demorar um pouco
para terminar.
Shadow Moon diz que não a problema e pede que o faça!
E Issac atende o pedido de seu amigo!
O programa começa a rodar e, por quase duas horas, os
dois amigos ficam estáticos diante a tela de computador esperando
que as imagens se tornem bastante nítidas. Até que
finalmente se forma uma imagem clara e limpa na tela:
Eram três fotos, tiradas de diversos ângulos, e em
close de uma garota de uns 15 ou 17 anos, de tranças e vestindo
roupa de marinheiro. No canto das fotos, havia uma pequena numeração,
que Issac logo explicou ser a data e horário que as fotos foram
tiradas. Logo, o gênio do computador explicou que isso era
muito comum aparecer em fotos digitais!
Se isso era verdade, as fotos foram tiradas, ontem! E não
precisava ser nenhum gênio para saber de onde vieram essas fotos:
Japão! Mais precisamente, em Tókyo, já que podia
se ver, ao fundo de uma das fotos, a imagem minúscula, da Torre
de Tókyo quase que claramente.
Issac ficou intrigado, por que a imagem de uma estudante colegial
japonesa estaria fazendo, no banco de dados, do computador de um perigoso
assassino!
Imediatamente, assustou-se com sua própria conclusão!
Quase incrédulo disse que ela seria a “próxima vitima” mencionada
pelo próprio Malachite, segundo o próprio Shadow Moon havia
lhe contado.
Shadow Moon já havia concluído isso, bem antes que seu
amigo faze-lo, pois conhecia o procedimento dos assassinos e a maneira
com o que o ”alvo” fora fotografado. Ele já havia visto esse
tipo de foto antes. Um trabalho ao estilo YAKUZA. A garota,
seja lá quem fosse, estava marcada para morrer!
Pela data que foram tiradas e pelo estado do apartamento, Shadow
Moon concluiu que o “Anjo” deveria ter partido aquela noite mesmo.
Talvez, algumas horas antes dele chegar ao apartamento!
Agora só poeria ir a seu encalço, no próximo
vôo que partisse amanhã para o Japão!
Mas, chegando lá, para onde iria? Como encontraria
essa menina, o “alvo”, numa cidade, com milhões de habitantes, como
era Tokyo ?
Pediu a Issac para ver se poderia entrar na Internet e acessar
os bancos de dados dos colégios de Tokyo e arredores, para descobrir
quem era e onde estudava essa menina.
Issac fez uma de suas piadas e disse que não havia problema!
Pegou a melhor imagem do rosto da estudante, fez que EINSTEIN o analisa-se,
detalhadamente, e o procurasse na Internet, nos bancos de dados escolares
.
Em segundos, uma imagem nova da estudante apareceu, no canto
da tela e do outro lado lia-se toda a sua ficha pessoal!
· Nome: SERENA TSUKINO
· Idade: 16 ANOS
· Data de nascimento:30 DE JUNHO
· Filiação: KENJI TSUKINO (pai) & IKUKO
TSUKINO (mãe)
· Irmão: SHINGO TSUKINO (11 anos – Irmão caçula)
· Enderço: 12-21-7 SHINBASHI – MINATO-KU
- TOKYO
· Escolaridade: ATUALMENTE CURSA O 2° GINASIAL DO COLÉGIO
JUUBAN HIGH SCHOOL – no bairro de MINATO-KU
Havia mais algumas informações, mas nada muito importante,
quanto o nome do alvo, onde morava e onde estudava.
Ótimo! Agora sabia onde o “alvo” se encontrava!
Mas, conseguiria chegar ao Japão a tempo de deter o “Anjo”?
Sua única chance de encontra-lo era essa garota, que, por alguma
razão que ele desconhecia (e, sinceramente, pouco estava ligando
naquele momento) havia sido marcada para morrer! Seu tempo de vida
estava contado!
Tinha que partir, e logo para o Japão!
Pediu que Issac acessasse os horários dos próximos vôos
que sairiam de São Paulo para o Japão, mas, antes que seu
parceiro pudesse apertar as teclas do computador, um voz fria e autoritária
disse:
- Isso não será necessário! Já fretei
um vôo particular num jato executivo, que partira do aeroporto em
duas horas! Preparem tudo que iremos precisar para essa missão
e arrumem suas bagagens! Um táxi irá nos levar para
o aeroporto, em menos de uma hora! Por tanto apressem-se!” – disse
Rumiko!
Sem esperar que houvesse alguma resposta dor parte dos dois jovens,
ela se retirou!
Os dois foram pegos de surpresa! Como ela sabia que precisariam
ir ao Japão para caçar o “Anjo”, se só obtiveram essa
informação, naquele instante?
Então ele e Issac se lembraram do que a velha senhora havia
lhes dito, três dias atrás, quando assistiram o vídeo
do ataque ao Carandiru 5: Que ele encontraria o seu inimigo para
enfrenta-lo em combate, mas, não em São Paulo, mas “nas terras
ancestrais”. De onde seus antepassados vieram: JAPÃO!
Agora fazia sentido aquela estranha afirmação daquele
dia. Mas, ainda faltava saber: como ele sabia? E por
que não lhe disse isso antes?
- Santos poderes mediúnicos, Shadow Moon!”- disse Issac num
tom de piada, mas, que não conseguia esconder sua surpresa diante
a estranha paranormalidade de RUMIKO. – Sua avó, mais uma vez está
a nossa frente. Essa velha não para de me surpreender!!!
Já fazia alguns anos que eles todos se conheciam, mas, até
hoje, ele não conseguia esconder o seu espanto ante as capacidades
psíquicas e mediúnicas daquela velha senhora. Suas
previsões ainda lhe davam certo calafrio, especialmente, por que
eram, quase sempre infalíveis.
Sem mais o que dizer, os dois trataram de preparar suas coisas para
viagem!
CENA 11:
Nos aposentos de Rumiko! Minutos depois!
A velha senhora estava ajoelhada diante do pequeno santuário
xintó! Como sempre, ela estava rezando, com um rosário
budista, entre as mãos espalmadas. Repetia os mantras, varias
vezes, em voz baixa.
Mas, ela já tinha percebido a presença de seu neto,
em seu quarto, ajoelhado, atrás dela, esperando para lhe falar!
Ao acabar de rezar, baixou as mãos e virou-se para ele!
Ouve um momento de silêncio entre os dois e quando Jimmy
ia formular a pergunta ela, logo lhe cortou!
Disse que sabia o que ele queria lhe perguntar e disse apenas
q
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ue os “espíritos ancestrais” haviam lhe contado que ele enfrentaria
o seu inimigo no Japão! Que a luta que o aguardava seria árdua
e terrível! A mais mortal de todas que ele já tinha
enfrentado até hoje! Que ele precisaria se prepara em corpo,
mente e alma para a batalha que estaria por vir.
Jimmy ficou em silêncio! Pelo tom de voz seco de
sua voz, sabia que deveria levar esse aviso a sério! Ela não
dizia, mas pela sua maneira de falar, podia entender que os “espíritos
ancestrais” estavam claramente avisando-lhe, através de sua voz,
que ele poderia, de fato, morrer, desta vez!
Ele não temia a morte! Se isso lhe acontecesse,
seria o destino, e ele não iria maldizer sua sorte se isso lhe acontecesse.
Mas, se fosse para morrer, custe o que custasse, levaria o maldito “Anjo”
para o inferno, junto com ele.
Ele já ia se levantar quando sua avó fez sinal
para que ele se detivesse. Jimmy permaneceu sentado enquanto Rumiko
dirijiu-se ao seu pequeno santuário, e, de uma gaveta secreta, tirou
uma adaga. Era uma arma pequena, mas de lamina longa e afiada.
Tinha algumas jóias incrustadas no cabo e o desenho de uma lua crescente
na ponta. Era uma bela arma, que ele jamais tinha visto em toda a sua vida.
- É uma bela peça, vovó! Um trabalho talhado
de maneira belíssima...
- Esta arma estava na família há varias gerações!
- disse-lhe Rumiko. - Segundo a lenda, fora dada ao nosso primeiro
ancestral pela “soberana da Lua Crescente”, para que a guardasse e que
a entregasse, algum dia, para o seu legitimo dono!
Jogando a adaga as mãos de Jimmy, inesperadamente.
Ele o pegou no ato!
- Os “espiritos” confirmaram que o momento chegou! E que será
você, o 28º descendente de nosso clã, que irá
cumprir essa sagrada promessa, meu neto!
- Eu?
- Você deverá cumprir a antiga promessa, custe o que custar!
Isso será de importância vital para decidir os rumos da batalha
que terá pela frente!
Jimmy ficou confuso com tudo aquilo! Não entendia
o que essa peça, que deveria ter séculos de existência,
tinha que ver com a sua caçada ao “Anjo”. E quem era essa
pessoa que ele deveria devolver a adaga?
“Você saberá no momento certo! Agora saia!
Quero ficar sozinha agora!” – respondeu secamente Rumiko, ao mesmo tempo
que dava-lhe as costas e retornava a sua meditação!
Tudo qu |