SAILORMOON V : SHADOWMOON
CAPÍTULO 2- O ANJO BRANCO
Num dia chuvoso, no hotel de terceira categoria, no subúrbio
de São Paulo, está hospedado num dos quartos um homem
de olhos inquietos e assustados, sentado com o calcanhar insistindo
num bater de pé desritimado que expõe a ansiedade que
lhe domina.
- Que sovina foram com você, hein? - diz um
policial sentado numa velha cadeira de mogno dentro do
quarto - Pelo testemunho contra aquele mafioso, bem que
poderiam arranjar um hotelzinho menos imundo para você. -
diz, meio que brincando.
A testemunha tem os nervos à flor da pele:
- Nem ao menos acho que tenho segurança! - diz, indo olhar
a janela pela milésima vez.
- Rapaz! Até amanhã no julgamento não vai
acontecer nada contigo, eu tô aqui e os outros lá fora,
ô Silvino!- rebate o policial.
Silvino não demonstra confiar neles e nada responde.
Na saleta do hotel, três policiais jogam cartas sobre uma
pequena mesa redonda, de madeira.
Já o outro está sonolento, jogado sobre um sofá
velho, assistindo a TV mal sintonizada, disponível naquele
lugar.
O noticiário apresenta a prisão do Flora Maligna e a
libertação da Primeira Dama.
Isto provoca um comentário do telespectador:
- Para mim, esse tal de Shadowmoon é um farsante!
Ninguém pode ser tão bom assim! Vai ver que é
amigo de todos esses bandidos que captura!
Dentro do quarto, o policial destampa uma garrafa plástica e
reclama:
- Detesto suco de acerola!
- Pode comprar cerveja. Eu não conto para o Delegado.
Tanto faz você estar sóbrio ou não, que não
faz diferença contra o Anjo Branco. - diz Silvino.
- Anjo Branco?! Não conte com isso, que esse tal
assassino não tem chance aqui! Além de nós há
mais dois na viatura lá fora e três nos arredores! E
só nós podemos te proteger; é melhor valorizar
isso, sacou? - retruca o policial.
- Espero que você esteja certo.
Porém do lado de fora do pequeno prédio do hotel de fachada
descascada, os policiais vêem um homem alto, vestido
com um terno claro, usando um chapéu de larga aba, cabelos
longos presos aproximar-se.
Nada suspeito chama a atenção. Apenas que o homem
parece ser fino demais para procurar um hotel desse nível.
Nenhuma das autoridades, porém, dá
algum palpite sobre a decisão do desconhecido.
O elegante homem posta-se bem à frente da porta
do hotel e olha para cima, em direção às
janelas.
- Vai ser rotineiro matar esse tal Silvino. - diz ele.
Um dos policiais em frente ao hotel surpreende-se:
- Desculpe... o que disse, senhor?
- Exatamente o que ouviu! Matarei a tal testemunha! E não
se metam! - replica o homem.
O policial aproxima-se, apontando sua arma e vai andando
ao redor dele, observando-o:
- Onde está sua arma?
- Arma?! Não preciso! - diz ele com
um sorriso sarcástico.
O policial faz uma expressão dura:
- Ora, quem diabos é você tão
confiante?
O homem responde com ar cínico:
- Diabo não! Anjo! - abre a palma da mão
que lança uma energia invisível contra o policial,
que é jogado longe, contra a parede do prédio,
com força suficiente para faze-lo cair desacordado.
Os policiais da viatura e os outros que estão lá fora
cercam o homem.
- O que você pode fazer agora? - desafia um dos policiais.
No andar onde Silvino está escoltado, os responsáveis
por sua segurança nem estão tomando conhecimento do que está
acontecendo lá fora, até que um som alto e grave e
um forte brilho aparece na janela .
- Que é isso?! - procura, assustado o mais
robusto e o chefe dos policiais.
Ele aproxima-se para olhar pela janela e vê os seus companheiros
de equipe caídos na calçada.
- Que foi? Um bomba explodiu?! - pergunta-se.
Os outros policiais já ficam em alerta, todos empunhando
suas armas.
- Para a escada! - ordena o chefe deles, esperando
que o bandido chegue por ali.
Contudo um só deles fica à porta do elevador, pela
qual, calmamente o bandido chega, com ar cínico no semblante.
O policial que o vê pergunta, nervoso:
- Você é o Anjo Branco?
- Ao seu dispor. - responde irônicamente.
Quando o homem de terno claro põe o pé no piso do andar,
sem a menor preocupação, o policial assustado dispara
um tiro em seu rosto e ele cai de costas no chão.
Surpreso com o seu feito, o policial aproxima-se para observar
o tal Anjo Branco, assassino que nunca falha, e estranhamente
não vê nenhum ferimento no seu rosto, onde pensava o
ter atingido.
De súbito os olhos do anjo se abrem e ele fala com o atônito
policial, segurando entre os dentes a bala que havia sido disparada
contra ele.
- Ainda está inteira. Pode ser reaproveitada?
O policial fica estupefato.
O bandido segura a bala, e, levantando-se, dá
um tapa no peito do outro, cravando a munição em seu
tórax, fazendo-o cair em dores.
Os outros responsáveis pela segurança de Silvino chegam,
neste momento contra o Anjo.
Dentro do quarto com a chave da porta virada, Silvino não
sabe o que fazer. Sabe que para o Anjo a porta significa o mesmo
que uma folha de cartolina, e o único policial que estava com ele
saiu para enfrentar o provavelmente seu último criminoso.
Ouve os gritos agoniados dos policiais e, impressionado,
aproxima-se para olhar pelo buraco da fechadura.
Neste momento a porta abre-se, violentamente, pois o corpo
de um policial fôra arremessado contra ela.
Silvino mantém-se estático, olhando estupefato
o homem ensangüentado no chão, mas seu coração
palpita bem mais temeroso quando o Anjo entra no aposento.
A testemunha começa a suar frio, inclusive porque agora
tornara-se a testemunha da morte dos policiais também.
- Não me mate! - implora ele.
O outro sorri, com cinismo:
- Lamento; fui pago para isso.
- Não! - fala Silvino; olha para todos os
lados; não sabe o que fazer para sair dessa, até
que olha para trás e vê na janela uma forma de escapar.
O desesperado homem corre para a janela.
O Anjo surpreende-se.
Silvino rompe a vidraça com seu corpo, esperando encontrar
a morte, mas não achá-la nas mãos desse homem.
Contudo, logo quando inicia-se sua queda para o fim, seu
pé é agarrado velozmente pelo assassino, ficando,
assim com seu corpo dependurado.
- Não pode ser! - exclama Silvino, desesperado,
de cabeça para baixo.
O Anjo o puxa de volta ao quarto de hotel, e, com sua força
descomunal o arremessa para a sala onde agora estão somente os cadáveres
dos policiais.
Silvino cai sobre um deles e arrepiado de medo e cheio de dores,
tenta arrastar-se para sair, quando é agarrado pelo pescoço
e levantado até seus pés ficarem no ar, pela
mão do assassino, que lhe vai apertando a garganta,
a fim de o estrangular.
Junto a eles está a TV, novamente exibindo uma reportagem
da prisão de Flora Maligna.
O fato tornara-se muito importante.
A câmera mostra em close o rosto deprimido da mulher vegetal.
- Neste exato momento a Polícia paulista leva a prisioneira
Flora Maligna para o Presídio de Segurança Extrema Carandirú
5, criado para super seres. - informa o jornalista.
Silvino sente que a pressão sob seu pescoço
diminui, olha para o Anjo, que tem uma expressão atônita,
olhando fixamente para a tela da TV.
O Anjo Branco sente algo, como se uma avalanche de memórias
tomassem conta de sua mente, ao olhar aquela mulher sendo encaminhada
para o interior da impenetrável muralha do Complexo Penitenciário.
- Eu... consegui me lembrar de tudo... quem eu sou e de
onde eu vim... - pensa o assassino.
Silvino é, repentinamente, largado no chão.
- Liberte-me! - uma voz feminina penetra na mente do homem
de terno claro.
- Eu... conheço você! - pensa o Anjo
tão surpreso com a situação, que largara seus
"afazeres".
- Liberte-me! - ele ouve, novamente.
Silvino, totalmente ferido, tenta engatinhar para fora;
olha e vê a porta aberta.
O Anjo retira um telefone celular do bolso e liga-o, logo falando:
- Aqui é o Anjo.
Uma voz ríspida o responde:
- Eu já disse para não me ligar esta hora!
- Só quero acrescentar umas coisinhas ao meu pagamento.
- O que?! Nós já combinamos o valor! Não
pe...
- Não é dinheiro; É que preciso de
um dos seus contatos no submundo sobre essa tal Flora Maligna,
e sobre um geneticista chamado Átila, e onde posso encontra-lo.
- Essa Flora Maligna foi presa há pouco. - diz a
voz masculina.
- Sei, mas isto pra mim não é difícil de
resolver.
Enquanto isso, o esforçado Silvino já está
no
corredor e conseguindo manter-se de pé por uns segundos, ele
toca o botão do elevador, afobadamente, e logo este
chega.
- Por que quer essas informações? - indaga
o "cliente" do Anjo.
- Porque tenho assuntos pessoais muito importantes para resolver no
Exterior. - responde, pegando para observar,
um guarda-chuva no canto da parede.
- Está bem. As informações você as
terá em breve.
Silvino chega ao térreo e sai praticamente arrastando-se
para fora do prédio.
Um carro que passa ali próximo, pára ao ver o homem
ferido e o motorista pergunta:
- Quer ajuda?
- Sim, quero. Estou sendo seguido pelo Anjo Branco!
- diz, chorando.
- Meu Deus! Entra, rápido! - diz o homem,
puxando Silvino para o banco do carona.
No andar onde Silvino se encontrava preso, o "cliente" pergunta
ao Anjo:
- Eu garanto a minha parte. E você já fez a sua?
- Minha?! Ah, sim! - diz o assassino em tom
îrônico, aproximando-se da janela.
Neste ínterim, o carro que havia socorrido Silvino acabara
de partir.
- Consegui fugir dele! Muito obrigado! - diz impressionada,
a testemunha.
O motorista, com muita atenção na estrada comenta:
- Ouvi dizer que esse Anjo Branco nunca falhou em seus intentos!
- A primeira vez - retruca Silvino.
O carro dá um rápido balanço e um som de pancada
é ouvido.
- Droga! Não vi nenhum quebra-molas aqui!
- reclama o motorista - Para onde devo te levar?
Qual hospital?
Silvino demora a responder.
O motorista olha para o lado e vê a testemunha com sangue escorrendo-lhe
da boca, com um guarda-chuva atravessado em seu abdome o qual
está varando a poltrona e há um furo na
lataria do porta malas.
Silvino está morto.
No hotel o Anjo está na janela ainda com o braço na posição
em que havia lançado o guarda-chuva, e fala ao celular:
- Minha parte está cumprida!
- Ótimo. Obrigado por seu serviço, Anjo Branco.
O homem de terno claro diz:
- Claro, Malachite não costuma falhar. -
e pensa enraivecido - só em raras exceções.
O antigo integrante do Negaverso desliga o aparelho e, cerrando
o punho, pragueja:
- Agora eu me lembro de tudo! E se preparem, porque vou cobrar
o que me devem, malditas Sailors!
Parte ele, então, calmamente, para fora
do hotel.
No dia seguinte, caminhando nas perfeitas calçadas da cidade,
Amy, Lita e Serena vão em direção do colégio,
quando Lita pára à frente de uma loja de eletrodomésticos
e diz vendo os aparelhos de tv ligados:
- Olhem. Estão mostrando de novo o resgate da Primeira
Dama!
As outras também param para rever as cenas e Serena comenta,
invejando:
- Desse jeito esse Shadow Moon vai ficar mais famoso que as Sailors!
Amy diz:
- Do jeito que vai, pode ser.
Serena:
- Ah, não! Ninguém é mais forte que o Tuxedo
Mask!
Lita:
- Tá bom Serena, acalme-se! É uma onda passageira...
eu acho.
Alegremente, quase dando saltinhos a cada passo, chega
Mina, carregando uma pasta.
- Oi, gente! Como vão?
Lita:
- Oi, Mina!
Serena curiosa, olhando a pasta:
- A professora passou trabalho extra pra você, ontem?
Mina percebe que se trata da pasta:
- Não. Isso aqui são revistas que eu comprei sobre
o Shadow Moon. Vocês não acham ele o máximo?!
- diz, toda contente.
Serena fica vermelha de raiva e bronqueia:
- Você também quer que esse ninja passe a gente pra trás,
é Mina?!
Mina assustada, abraçada à pasta:
- Por que ?!
Amy:
- Eu também estou curiosa sobre esse ninja. Gostaria que
depois me emprestasse essas revistas, pra ver o que têm de
importante.
Mina:
- Tá bom.
Amy:
- Acho que também vou fazer uma pesquisa na Internet!
Serena se escandalizando:
- Minhas próprias amigas querendo acabar com o grupo das Sailors!
Não acredito!
Lita olha para Serena e a repreende:
- Exagerada!
Pouco depois Serena corre a toda velocidade pelo corredor para sua
sala, pensando.
- Ai! Quem mandou ir experimentar o novo sanduíche da
cantina antes da aula?! Vou chegar tarde de novo!
Ela abre, aos poucos, a porta, quando percebe
que na sala de aula todos têm jornais e revistas falando sobre
Shadow Moon, e a conversa rola solta.
Comentários são ouvidos.
- Meu avô disse que ele é descendente da minha família.
- diz uma menina toda orgulhosa.
- Mentira! Ele é do clã da minha família!
- fala um garoto, com um capuz ninja na cabeça.
Apesar de não gostar do que havia visto, Serena percebe
que a professora está entretida com alguns alunos, que lhe
mostram algumas fotos do resgate.
Cautelosamente a Sailor caminha em direção da sua carteira
para que a professora não perceba seu atraso.
- Serena! Não pense que eu sou boba! - alerta a professora.
Serena abaixa a cabeça, triste.
A caminho da sala de computadores, Amy passa pelo hall principal
do Colégio, onde num imenso painel, com a classificação
dos alunos que tiraram as melhores notas , ela sorri timidamente,
ao conferir que mais uma vez, fora a primeira colocada.
Em seguida se afasta, continuando a dirigir-se à sala
dos computadores, sem notar que num dos corredores, uma estudante a olha
com um misto de raiva e desprezo.
A garota olha para outras duas que estão à certa distância
recostadas à parede. Ao perceberem o sinal, meneiam
a cabeça e sorriem, maldosamente.
Logo Amy está no laboratório de informática.
Observa, atentamente, o site acessado na Internet e clica
o mouse, dando o comando de impressão.
Ela havia achado material sobre o misterioso ninja que surgira no Brasil,
o qual agora está saindo nas folhas da impressora.
Inesperadamente, entra na sala a garota que a observara
lá fora, com suas duas comparsas.
Amy percebe e fala para si mesma:
- Sayaka! - e rapidamente fecha o navegador do micro e
puxa a última folha da impressora, antes mesmo que ela acabe
a impressão, borrando-a
A garota com ar de superioridade aproxima-se e diz:
- Olá, CDF!?
- Olá, Sayaka. - responde, em tom desanimado.
A menina mal encarada observa que Amy tenta , discretamente,
esconder os papéis:
- O que esconde aí?
- N... nada... só trabalho. - diz Amy,
querendo desconversar.
Sayaka:
- Mais trabalhos perfeitos para ganhar notas perfeitas dos perfeitos
puxa-sacos dos professores e mostrar que é a melhor da Escola de
novo, é?!
- É uma metidinha! - diz uma comparsa.
Amy:
- Não; vocês estão enganadas.
Sayaka, encarando-a:
- Não. Você que está enganada! Se há
alguém melhor do que todos na Escola, esta sou eu! E
sabe por que? Porque sou rica, tenho tudo o que quero,
os melhores passeios eu posso fazer, posso ter os mais modernos televisores,
aparelhos de som, o que eu quiser. E você, a única
coisa que pode ganhar são elogios desses puxa-sacos
desses professores e diretores!
- Dá licença! - pede, Amy, e tenta passar,
quando Sayaka põe o pé à sua frente, provocando-lhe
uma queda.
As três garotas mau caráter riem da pobre estudante.
- Eu tenho amigas que gostam de mim, sem que eu precise ficar
me exibindo como você! - continua Sayaka.
Amy levantando-se, completa, aborrecida:
- Amigas do seu dinheiro!
Sayaka fica irritada:
- Sua CDF atrevida! Com quem acha que está falando?!
- Deixe-me ir embora! - pede Amy.
- Ah, agora só se mostrar o que você veio imprimir,
menininha exemplar! - diz, em tom irônico.
- Não posso! - recusa-se.
- Então acho que você merece levar uma surra, para
deixar de ser convencida! Não é boa idéia?
- pergunta para as comparsas que a cercam.
Sayaka tenta agora puxar as folhas das mãos de Amy.
A Sailor esforça-se, pois Sayaka é mais forte
que ela.
Os papéis começam a se amassar.
- Ela só vai mostrar se quiser, e como ela não
tá a fim, é bom você cair fora! -
berra Lita, que acaba de entrar na sala.
Sayaka, surpresa, solta as folhas; dizendo
irada:
- Veio ajudar a CDF, é? Ela te dá cola nas
provas?
Lita, com olhar fuzilante:
- Sayaka, se você está pronta agora, também
estou. Basta irmos para fora e resolveremos!
Sayaka e suas comparsas, por conhecerem a força da garota,
resolvem ir embora a contragosto, deixando as Sailors sós
na sala.
Lita pergunta à Amiga:
- Você está bem?
Amy:
- Estou. Só me perturbaram um pouco.
Lita:
- Que vontade de dar uma lição naquelas três!
Amy:
- Não, Lita. Deixa pra lá! Usar as
suas capacidades pode fazer suspeitarem da identidade de Sailor.
Lita meio contrariada:
- Está bem, vamos à lanchonete encontrar com o
resto do pessoal.
As duas Amigas vão caminhando pela rua em
direção a lanchonete. Lita ainda está irritada
com a discussão que teve a pouco com o trio de encrenqueiras e não
se conforma de não ter “amassado a cara” de Sayaka:
- Queria ter esmurrado o nariz daquela metida! Não é
de hoje que sei que essa garota está afim de arrumar encrenca com
a gente. Especialmente com você, Amy. – pragueja Lita.
- Não sei a razão dessa antipatia gratuita!
- Eu sei qual é! Chama-se “inveja”! Ela é
uma despeitada, “filhinha de papai” que pensa que pode ter tudo, só
porque tem dinheiro. Mas, mesmo toda a grana dessa garota, não
pode comprar o que você tem, Amy!
- O que?
- O respeito e o carinho de todos no colégio! Todos gostam
de você, não só por ser a melhor aluna, mas por ser
uma pessoa de bom coração. Sempre pronta a ajudar a
todos, com sinceridade! Sem segundas intenções ou ar
de arrogância, como aquela idiota costuma agir... Ah, se eu
pego ela...
Lita soca a palma das mãos, imaginando que está esmurrando
o rosto de Sayaka. Range os dentes por alguns instantes e, depois,
vira-se para Amy. Então percebe que a garota está com
um ar tristonho e vago. Estava claro, que algo não estava
bem e, preocupada, Lita pergunta a Amiga:
- Amy? Você está bem?
- O que? Ah, sim! Claro! Desculpe , eu estava distraída...
eu...
- A quem você pensa que engana, Amy? Acha que eu não
te conheço a tempo suficiente para saber quando há algo de
errado com você?
Amy fica sem jeito, mas, hesita em abrir a boca. Lita a
pressiona:
- Vamos, Amiga! Desembucha! O que é que está
te incomodando?
Amy por fim se abre. Sua voz é triste e melancólica:
- Lita! Diga-me uma coisa, com toda sinceridade: Você
acha que eu sou uma sailor forte! O suficiente para ter direito de lutar
ao seu lado e das nossas companheiras?
Lita arregala os olhos mal acreditando no que acabou de ouvir.
Para ela, essa foi a pergunta mais tola que jamais havia escutado.
Ainda mais, vindo da garota que considera a mais ajuizada de todas as suas
companheiras de luta. Até mais que ela. Talvez, por
isso, ela não controla suas palavras a responder num misto de incredulidade
e irritação:
- Mas, que bobagem é essa que você está me dizendo,
Amy?
- Você acha que eu realmente sou útil durante um combate...
– insiste Amy, não escondendo mais sua tristeza e depressão
que sente dentro de si.
- Quer me dizer de onde tirou essa bobagem toda que está me
falando?
- Sei que fisicamente, não sou tão forte ou tão
ágil como você e a Ray... E que não conheço
muito sobre artes marciais ... A não ser o que leio em livros
e em revistas especializadas... – diz com um sorriso amargo e triste.
– Afinal, é isso que eu sei fazer de melhor: ler e estudar!
- Chega, Amy! – grita Lita, virando-se furiosamente para a sua amiga
ao mesmo tempo que lhe segura os braços e os agita furiosamente.
Há um breve momento de silêncio, entre as duas, enquanto
se entre olham. Então, Lita lhe fala com dureza no tom
de voz :
- Chega! Eu não quero mais ouvir você se menosprezando
desse jeito! Você não é, nunca foi e jamais será
uma pessoa fraca como diz ser. Você me ouviu, bem? Não
é! Posso enumerar, aqui e agora as diversas ocasiões,
em que foi graças a sua ajuda, coragem, perspicácia e inteligência,
que todas nós, Sailors, conseguimos derrotar os nossos inimigos
e frustrar os seus planos.
- Eu... Eu... Não sou muito forte, fisicamente!
- Você tem exatamente a força que necessita para estar
ao meu lado, ao lado de Sailor Moon e das outras meninas. Você
tem uma força própria! Adquirida, e que vem aumentando,
gradativamente, a cada batalha, a cada desafio, que temos enfrentado desde
que nos tornamos Sailors.
Hoje, você é uma guerreira muito mais forte e experiente,
do que quando se tornou SAILOR MERCURY
pela primeira vez.... Muito mais forte!
Lita?! – balbucia Amy, emocionada! As palavras de encorajamento de
sua amiga enchem de emoção o seu coração.
- Acredite em mim, no que digo a você agora:
Se eu estivesse cercada de inimigos, por todos os lados, e, de repente,
só aparecesse você para me ajudar, ficaria tranqüila,
pois teria certeza de que estaria ao lado de uma guerreira forte e valorosa.
E eu não poderia ter melhor ajuda numa luta... –conclui Lita, num
tenro e sincero sorriso.
Emocionada pelas palavras de carinho e de encorajamento, Amy abaixa
a cabeça, num misto de emoção e de vergonha, por ter
deixado a falta de confiança em si mesmo, abate-la daquela maneira.
Com certa dificuldade, ela diz:
- Desculpe-me, Lita! Não sei o que deu em mim! E,
que ando meio confusa, ultimamente, pensando em todo esse tempo que luto
ao lado de vocês. Comecei a questionar minha utilidade junto
ao nosso grupo... Então, veio a exibição da
luta desse SHADOWMOON pela TV... E acabei ficando deprimida ao começar
a me comparar com ele, com você e com as outras meninas...
Me desculpe!
- Tudo bem, Amy! Eu também já tive as minhas próprias
crises de “auto-confiança”. Tanto como as outras...
A Serena, então... nossa! Ela tem isso toda a semana!
E preciso um “chamego” do Darrien, para ela superar isso rapidinho!
Ah! Ah! Ah!
Amy sorri, timidamente, mas, ainda sente-se incomodada com esse assunto:
- É verdade, Lita! Mas, mesmo assim, gostaria de saber
lutar, tão bem, quanto você!
- Ok! Que tal, nós duas fazermos um trato?!
- Um trato? – pergunta Amy confusa. – Que trato?
- Bom, eu ando “meio fraca” em duas matérias, lá, no
nosso colégio: Química e Ciências Sociais.
Por mais que eu estude, não consigo entender bem as duas matérias.
Elas são muito difíceis!
- Não são tão complicadas assim! Eu posso
ajuda-la se quiser! Podemos marcar para estudarmos juntas, se você
quiser...
- Foi o que imaginei que dissesse! E é aí, que
entra o nosso trato: Você me ajuda a estudar essas matérias
e, em troca, podemos treinar juntas Judô e Karatê, no dojo
da escola, depois das aulas. Que tal?
- Está falando sério? – perguntou Amy, achando a proposta
maravilhosa. Seria a chance e a oportunidade que ela tanto ansiava
para desenvolver mais suas habilidades de luta. E tendo Lita como
instrutora, não tinha dúvidas de que iria conseguir seu objetivo.
- Claro! Eu sempre falo sério! Você, mais
do que as outras deveria saber disso! Mas, e aí? Temos
ou não um acordo! Perguntou Lita estendendo a mão para
Amy.
- Claro que sim! – Amy sorriu com alegria, apertando a mão de
sua amiga, selando o acordo entre elas
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- Excelente! Podemos começar os treinamentos, amanhã
mesmo!
Amy balança a cabeça afirmativamente, ao mesmo tempo que
escuta vozes de discussão se aproximando, rua acima. Logo,
ela e Lita vêem Serena, Rini e Darrien caminhando em sua direção.
A cena é cômica! Serena e Rini estão de mãos
dadas com Darrien discutindo entre si, como sempre, de quem ele gosta mais.
E puxando-o cada uma para si, como se fosse um “cabo de guerra”.
Darrien está com o rosto vermelho de tanta vergonha de ser o centro
de um disputa tão infantil.
Amy e Lita não conseguem disfarçar uma risada de ver
uma cena tão cômica!
- Largue o Darrien, sua intrometida! Você está atrapalhando
o nosso namoro, sua pestinha! – berra Serena, vermelha de raiva.
- Não enche, sua bobona! O Darrien disse que eu podia
andar com ele de braços dados. Para me proteger, não
é, Darrien?! – disse a menina, sapeca!
- Ora, sua atrevida! O Darrien é só meu!
Só meu! – diz Serena, puxando o rapaz pelo braço para
si!
- Que nada! O Darrien é o meu príncipe, também!
– diz Rini, puxando o braço do rapaz para si.
- Garotas! Por favor! Se comportem! Tem gente
olhando... – diz Darrien, encabulado e envergonhado de estar no centro
daquela cena vexatória. Ele só começa a sentir
um pouco de alivio, quando vêem Amy e Lita se aproximarem.
- Graças a Deus! O socorro chegou! – diz ele a si mesmo.
Serena e Rini mal percebem a chegada de Amy e Lita até que elas
as cumprimentam e tentam acalmar a discussão entre as duas.
Mais tarde, na lanchonete, o grupo de amigos está todo
reunido em uma das mesas dos clientes. Serena e Rini devoram vorazmente
os seus doces e sorvetes, o que deixa todos vermelhos de vergonha.
Mas, apesar disso, todas as Sailors e, inclusive Darrien, se mostram
ansiosos para saber o que Amy descobriu a respeito de SHADOWMOON:
- Esse tal de SHADOWMOON causou um verdadeiro alvoroço em toda
a cidade! Onde quer que eu vá, só escuto as pessoas
falando nele. Confesso que estou meio curioso em saber um pouco mais
sobre esse sujeito... – diz Darrien curioso.
- Vamos lá, Amy! Diz logo o que você descobriu sobre
o SHADOWMOON – pergunta ansiosamente Mina.
- Conseguiu achar alguma coisa na Internet? – pergunta Rei.
- Sim! Achei algumas coisas... A maioria nas home-page
de jornais brasileiros e norte-americanos. Mas, preciso avisa-las
que muito do que descobri, foi baseado em declarações conflitantes
de testemunhas, dada aos repórteres desses jornais.
- Ta! Ta! Ta! Agora, diz logo o que você descobriu!
Estou arrepiada de tanta curiosidade.... – agita-se Mina, afobadamente!
- Bem, esse Shadowmoon apareceu pela primeira vez, quase que na mesma
época que Serena, tornou-se Sailor Moon...
- Como é que é? – pergunta Serena surpresa, com a boca
cheia de sorvete. As bochechas estão empanturradas, e Darrien,
novamente, fica vermelho de vergonha.
- Isso mesmo que você ouviu, Serena! Vocês começaram
a sua carreia de combate ao mal, praticamente ao mesmo tempo!
- Puxa! Isso é que eu chamo de coincidência! – exclama
Lita!
- É verdade! Isso quer dizer, que ele luta a quase tanto
tempo quanto nós! Deve ser um combatente bastante experiente
e forte! – conclui Darrien.
- Ah, Darrien! Ninguém é mais forte e mais valente
do que você, meu amor! Meu herói! – derrete-se Serena,
abraçando Darrien apaixonadamente! Ele fica encabulado.
- Não devia menosprezar esse brasileiro, Serena! Darrien,
tem toda a razão quando afirma que Shadowmoon é um guerreiro
poderoso. E digo-lhe mais, ele não é só forte
como corajoso e destemido. – diz Amy deixando escapar uma certa fascinação
sobre o misterioso personagem. – Ele, sozinho, enfrentou e derrotou diversos
inimigos, desde organizações criminosas brasileiras e internacionais,
como super-vilões muito mais fortes e poderosos do que ele. – Amy
tira de sua pasta um calhamaço de folhas impressas por computador,
com fotos, reportagens e desenhos baseados em relatos de testemunhas.
Amy aponta para uma foto, de uma criatura horrenda e enorme, derrubada
em cima de uma árvore e com os braços visivelmente quebrados.
- Esse é O CURUPIRA, um monstro mutante do Amazonas que estava
matando e destruindo vilas de pescadores, na região do Amazonas.
Segundo as testemunhas, ele combateu a criatura, que tinha mais de três
metros de altura, praticamente desarmado!
- Como é que é? Ele enfrentou esse bicho feio desarmado?
– grita Serena espantada, enquanto olha arrepiada a foto do CURUPIRA. –
Não acredito! Olha o tamanho desse monstro! E os músculos
que esta “coisa” tem! Me desculpe, Amy! Mas, se o Shadowmon
tivesse realmente lutado “corpo a corpo” com esse monstro, teria sido feito
em pedaços, rapidinho!!!
- Sua “Cabeça Oca”! Vê se acorda! – alfineta Rei,
severamente. – Será que ainda não entendeu quem esse Shadowmoon
é ? Ele é um NINJA! Um guerreiro do mais alto
gabarito! Um mestre de uma das artes marciais mais poderosas e mortíferas
do Japão: O NINJUTSU! As pessoas que dominam plenamente
essa arte marcial, não dependem de espadas, “Shurikens”, garras,
facas ou outro tipos de armas ninjas. O sue corpo inteiro é
uma arma poderosa e fatal.
- Ela tem razão, Serena! – Concorda Lita. – Seja quem for esse
Shadowmoon, já vimos que sabe lutar muito bem. Não
duvido que ele tenha derrubado esse monstro...
- Ele deve ter golpeado o monstro em seus pontos vitais, com golpes
de Karatê, com extraordinária precisão e rapidez!
Incrível! Sem dúvida esse ninja é forte!
È preciso ter muita força nos braços e pernas, para
conseguir quebrar os braços desse monstro, como aparece na foto!
– concorda Darrien!
- Tem mais alguma coisa para mostrar, Amy? – pergunta Mina!
- Bom, essa foto aqui, é de uma quadrilha de bandidos!
São quatro bandidos, todos irmãos, que foram modificados
geneticamente, por um cientista fora-da-lei. Chamam-se a si mesmo
de OS IRMÃOS NAVALHA.
- URGHHH!!! Que sujeitos feios! Parecem que saíram
de uma lata de lixo! – diz Rini fazendo uma careta, enquanto olha a foto
mostrada por Amy.
- É não são nada simpáticos! Concordo!
– diz Amy, amavelmente, para a pequena Rini.
- Você disse que eles sofreram modificação genética!
Isso é verdade? – pergunta Rei.
- Sim! Infelizmente, no Brasil, assim como nos Estados Unidos
alguns cientistas renegados fazem experiências proibidas com seres
humanos, para vender seus serviços as organizações
criminosas do Submundo Internacional! Eles criam um verdadeiro exercito
de super-seres para servirem a essas organizações.
Contudo, algumas vezes, esses cientistas são procurados e pagos
por bandidos comuns, “free-lancers”, que querem tornar-se super criminosos,
dotados de poderes sobre humanos...
- Isso me lembra as experiências e dos monstros do professor
Tomoe! Meu Deus, sinto calafrio só de me lembrar... – diz
Serena, aproximando-se de Darrien, querendo encontrar segurança
em, seus braços.
- É verdade! E esse foi o caso dos IRMÃOS NAVALHA!
O seus corpos foram modificados de tal maneira, que eles podiam transformar
seus braços e pernas em lâminas afiadas! Daí,
vem o nome da quadrilha!
- O que aconteceu? – pergunta Rini, começando a ficar interessada
na história!
- A quadrilha atacou o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP).
Tentaram roubar o quadros da exposição de VAN GOG em plena
luz do dia. – Amy faz uma pausa, solene, e depois conclui – Três
policiais morreram no assalto! Como isso não bastasse um dos
irmãos Navalha, seqüestrou uma modelo, que estava fazendo uma
sessão de fotos no museu, para uma revista de modas...
- Tarado nojento! Se eu estivesse lá, eu acabava com ele!
– diz Lita furiosa, esmurrando a mesa.
- Não se preocupe! Não se sabe como, mas Shadowmoon
apareceu no exato momento, que a quadrilha estava fugindo e consegui detê-los,
após uma violenta luta de espadas. O mais difícil foi
enfrentar o bandido que estava com a refém, que abandonou os irmãos
durante a luta e tentou fugir com a moça nos trens de um estação
de metrô. Shadowmoon foi atrás dele, e os dois se enfrentaram
no teto do trem em pleno movimento, após uma luta feroz. A
refém foi salva, mas o bandido morreu ao cair do trem, após
um golpe de espada desfechado pro Shadowmoon! – conclui Amy. – Essa é
uma das poucas ações de Shadowmoon testemunhadas a luz do
dia.
- Entendo! Como um ninja tradicional, ele age mais durante a
noite! – observa Rei!
- Exato! – confirma Amy – Como os ninjas da antiguidade, ele prefere
agir de maneira discreta e furtiva durante a noite. Por essa razão
não havia muitas fotos ou filmagens dele em plena ação,
só descrições das testemunhas locais.
- Não entendo!
- O que, Rini? – pergunta Amy.
- Bom, parece que esse ninja só fez ajudar as pessoas e prender
todos esses bandidos... – diz ela pensativa. – Por que então as
autoridades brasileiras querem tanto prende-lo?
Há um breve momento de silêncio! Como se todos a
mesa, pudessem sentir o quanto a questão parecia importante e ao
mesmo tempo delicada. Serena é a primeira a apoiara a pergunta:
- Taí! Essa é uma boa pergunta! Afinal de
contas, por que ele é caçado pela policia brasileira?
Ele não é tão forte quanto o Tuxedo Mask, mas ajudou,
né?
- Menos serena, por favor. -fala Darrien sem jeito.
- È mesmo! – concorda Lita – Olha só esses artigos
que você baixou pela Internet! Olha só quantos vilões
ele enfrentou, derrotou e, até mesmo, entregou “de bandeja” à
policia daquele país. – Diz ela, furiosa, com o dedo em riste sobre
os papeis que Amy trouxe.- Esse ninja deveria estar recebendo uma medalha
por bravura e heroísmo, e não ser perseguido como se
fosse o “inimigo público n° 1” do Brasil. Isso é
uma injustiça!
- Por que as autoridades brasileiras, agem dessa maneira? Deve
haver alguma justificativa para isso... – pergunta Darrien.
- E há! Ela se chama POLITICA! – diz Amy pausadamente!
- Como é que é? Ele se candidatou a alguma eleição
por lá e perdeu? – pergunta Serena, inocentemente.
- Sua tonta! Como ele vai se candidatar a alguma coisa por lá,
se ele é um fora da lei e ninguém sabe quem ele é?!
– grita Ray furiosa por ouvir tamanha tolice.
- Mas, Amy disse que ele foi político...
- Não, sua tola! Ela disse...Ai! Ai! Ai! Desisto!
– exclama Ray.
- Serena o que eu quis dizer é que por causa de questões
políticas internas do Brasil, SHADOWMOON não é considerado
um herói pelas autoridades brasileiras. Mas, sim, alguém,
como se fosse um fora-da-lei! – explica Amy calmamente.
- Ai! Ai! Não estou entendendo nada! Essa explicação
está meio confusa... – fala Serena, com a mão na testa sentindo
uma enorme dor de cabeça ao tentar entender aquela explicação
de Amy.
- Já vou explicar tudo mais claramente: No final dos anos
trinta e inicio dos anos quarenta, o Brasil, assim como os Estados Unidos,
viram surgir em seu território, uma grande legião de super-herois,
que se engajaram na luta contra as forças do eixo, durante a Segunda
Guerra Mundial e, mais tarde, contra vilões de todas as espécies.
Esses super-heróis eram bem vistos pela população
e tolerados pelos governantes do Brasil, durante esse período e
os anos 50.
Entretanto, a situação mudou drasticamente, quando o
Brasil sofreu um golpe militar em 1964, e o regime democrático,
que até então governava o País, foi substituído
por uma ditadura militar cruel e extremamente violenta. Esse novo
regime, caçou, prendeu, torturou e matou milhares de pessoas que
se opuseram ao novo regime militar. Entre eles, muitos dos chamados
super-herois que se rebelaram contra o novo governo! Por causa disso,
a ditadura militar colocou os super heróis brasileiros como se fossem
“subversivos” ou “foras das leis”, que deveriam ser detidos a qualquer
preço. Eles foram caçados e executados pelas autoridades
militares ao longo do período ditatorial brasileiro, de 1964 a 1977.
- Oh, Meu Deus! Que coisa horrível! – diz Lita.
- Todos os heróis brasileiros foram mortos? Não
sobrou nenhum? – pergunta Rini.
- Muito poucos escaparam! E, a maioria que sobreviveu, foram
super seres que traíram seus “ideais” e passaram a colaborar
com o regime ditatorial!
- Traidores covardões! – pragueja Lita!
- De qualquer forma, o regime militar brasileiro, acabou caindo e a
democracia brasileira retomou o poder, nos anos 80. Logo, uma geração
de novos heróis começou a surgir. Entre eles, Shadowmoon!
- Mas, isso não explica...
- Calma, Serena! Eu já vou chegar lá! - interrompe
Amy
O novo regime político brasileiro, aboliu varias leis “anti-democráticas”
do antigo regime, com a exceção das leis que coibiam as ações
dos “super-herois”...
- Mas, por que não fizeram isso? – perguntou Lita.
- É muito simples: os políticos brasileiros não
confiam nos seus super-heróis! Acham que eles são independentes
demais para poderem ser, devidamente “controlados” pelas autoridades e
podem se tornar um inconveniente político.
- Ou seja, eles podem, agir contra políticos poucos honestos,
não é? – conclui Darrien, percebendo qual a principal razão
de Shadowmoon ser perseguido pelas autoridades brasileiras.
- Exato! Shadowmoon, assim, como outros heróis brasileiros,
já desmascararam vários políticos corruptos envolvidos
com criminosos. E isso os torna ainda muito menos “simpático”
as autoridades...
- Que bando de safados! Essa gente deveria ir para a cadeia e
não o Shadowmoon! – vocifera Rini.
- Há um prêmio equivalente a 100 mil dólares oferecido
pela policia federal brasileira para quem os auxiliar a capturar Shadowmoon.
- Por mim, podem ficar com esse dinheiro e engoli-lo! – rosna Lita.
- Bom, isso é tudo que obtive de informação pela
Internet. Espero que possa ter sido útil!
- Sem dúvida! Agora, sabemos um pouco mais sobre Shadowmoon
do que sabíamos antes. – diz Ray!
- Nossa, se eu o achava maravilhoso antes, agora o acho demais!!!!-
diz Mina, extasiada!
- Ele não é tanto assim! – minimiza Serena- O meu Darien
é muito mais valente e forte do que esse mascarado “sem graça”!
- Serena, por favor! Assim você me deixa sem graça!
- pede outra vez Darrien
- Ah, . deixa de ser modesto Darrien! Todo mundo sabe que você
é muito melhor que esse brasileiro! Ele que não se
meta de aparecer por aqui! Senão ele vai ver que é
tão fraquinho na sua frente que vai largar a carreira de herói.
Darriem suspira.
Amy não sabia explicar a estranha sensação que
teve naquele momento, ao ouvir as palavras de Serena! Só que
algo dentro dela lhe avisava que, não demoraria muito para que o
seu caminho e de suas amigas cruzassem o de Shadowmoon...
CONTINUA...
Capitulo 01 / Fanfics
/ Capitulo 03
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