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SENTIMENTOS REVELADOS
O dia estava calmo, as folhas balançavam conforme a brisa, levando
para vários lugares e para todos o amor.
Na época feudal, o medo insistia e os casais apaixonados não
encontravam coragem em si para revelar seus
sentimentos. Kagome continuava calada, ainda não tinha contado
para Inuyasha de seus sentimentos e Sango estava na mesma, sofria e chorava
por dentro, com cicatrizes abrindo-se uma a uma e lhe fazendo sofrer: não
lhe havia certeza se seu amado Mirok a amava. Ele esquecia de sua existência
cada vez que via uma mulher e aquilo a magoava muito, a feria como golpes
de punhal que ferem a alma, incessantemente.
Sango estava sentada, olhando o horizonte.
Pensava em várias coisas e então lhe veio à cabeça
a imagem de Mirok. De repente uma tempestade desabou
dentro de seu coração, a insegurança tomou conta
dela, sentiu vontade de chorar. Chorar por amar alguém e não
ser amada, por não haver um sentimento mútuo.
- "Eu não posso chorar. O que é isso Sango? Que pessoa
fraca você está virando..." - Era isso que pensou. Não
se conformava e nem iria se conformar. Tinha que ser forte ou, pelo
menos, aparentar ser forte pois ela era
uma exterminadora e sentia um orgulho profundo. Não queria admitir
para si mas, mesmo sendo uma grande
exterminadora, era uma pessoa como outra: sofria, chorava, ria... Ela
era a única que não dava conta disso, achava que não
devia mostrar seus sentimentos a ninguém, apesar de ser tão
transparente. Estava tão
concentrada em seus pensamentos que não notou uma sutil aproximação.
-Sango? O que está fazendo aí sozinha? Está acontecendo
algo?
-Mirok?!? - Ao fitar os olhos do monge ela ficou vermelha.
-Algo errado? Gostaria que eu me retirasse?
-Não... é que...
-Continue.
-Esquece... - Virou-se para o lado e voltou a olhar o horizonte.
-O que está acontecendo Sango? Por que não me olha?
Conte-me o que está acontecendo.
Sango ouviu as palavras do monge ecoarem em sua mente "o que está
acontecendo?" sentiu uma coragem que
nunca havia sentido. Era o momento para se declarar, sabia disso. A
questão era uma só: como? Não fazia a
menor idéia do que falar pra ele, tampouco como começar.
Respirou fundo e tomou coragem:
-Não é nada que se preocupar Mirok. São apenas
bobeiras minhas.
-Conte-me essas bobeiras então. Afinal Sango, somos amigos,
não somos?
-Não...
-Como não? Por que? Não gosta da minha companhia?
-Não é isso. é que eu não te considero
um amigo. Eu te considero muito mais.
-Sango. - Um sorriso bobo apareceu em sua face. Jamais havia ouvido
aquilo de ninguém. O que responderia?
-Eu te considero muito, muito mais Mirok.
-O que você me considera de "muito mais"?
-Você é mais que um amigo. Você é a pessoa
mais importante pra mim.
-Como assim mais importante?
-Não me pergunte uma coisa dessas! - Sango já estava
vermelha e depois de todas estas perguntas estava quase
explodindo de vergonha.
-Por que não? O que eu sou de mais importante?
-Eu te amo! - Pronto, finalmente havia conseguido falar, mas agora
estava vermelha e sentia-se muito estranha,
sua mente estava mais leve, havia retirado um peso de suas costas.
*Silêncio*
-Se é assim que você se sente Sango.
Mirok se aproximava dela, como se algo dentro dele o mandasse fazer
aquilo. Logo a respiração dos dois
foi ficando ofegante, fecharam os olhos e se beijaram.
Beijaram-se num beijo tão suave que quase era poético.
Estavam abraçados e o beijo aumentava. Era o primeiro beijo
entre eles e queriam pôr todo o sentimento que
sentiam. Só interromperam o beijo um tempo depois.
-Mirok. Por que você fez isso?
-Não gostou Sango?
-Que pergunta! É claro que gostei. Por que, afinal, eu te amo
muito Mirok.
-Eu também te amo Sango. Meu coração está
em suas mãos, minha querida Sango.
Finalmente haviam dito seus sentimentos, se declarado. Agora não
se separavam mais, pois a dúvida que os corações de
ambos tinham haviam ido embora. Se amavam e ninguém conseguiria
jamais, separa-los. Por que nada separa e destrói o verdadeiro amor,
que os uniu e jamais separaria corações tão jovens
e tão apaixonados
quanto estes.
Fanfics
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