|
NUMA ESTRADA
Heero olhava toda hora para seu
parceiro que não parava de gemer de dor no banco de passageiros
do caminhão.
Duo e Heero estavam em uma missão
quando Duo foi atingido por um tiro, e agora estava agonizando.
Heero sentia uma dor insuportável
no coração, ver Duo sofrendo ao seu lado sem poder fazer
nada. Estavam em um local totalmente desabitado, não havia nenhum
hospital ou um posto por perto, o máximo que pode fazer foi estancar
o sangue do americano.
- Hee...Heero?- Duo o chamou com
muita dificuldade, estava com falta de ar.
- Não fale muito- Heero
tentou dizer isso no seu tom frio de sempre, mas não adiantou, ver
os olhos violetas do americano sem brilho era de mais para ele.
- Eu...eu... estou com sono!-
Duo disse tentando brincar um pouco.
- Preguiçoso- Heero tentou
entrar na brincadeira de Duo, mas sentia seus olhos arderem, e algo incomodo
em sua garganta.
- Há..há... Ai!-
Duo pôs a mão no estomago ao sentir dor.
Heero não parava de dirigir,
tinha que manter o controle, Heero sente sua mão sendo puxada pelo
americano, que a envolveu na sua mão.
- Duo...- Heero o encarou com
desespero, com esse toque percebeu que o americano na tinha muito tempo.
- Que tal gravarmos esse momento?-
Heero deu um sorrisinho para Duo.
- Gra...gravar?- Duo perguntou
piscando os olhos, estava se segurando para não fecha-los para sempre.
Heero pega uma câmera e
coloca no teto do caminhão, e coloca no “Rec”.
Duo sorriu maroto e começou
a conversar com a câmera.
- Meu nome é Duo Maxwell,
eu tenho...15 anos..cof...cof, e adoro dançar, cantar...cof, comer
doce...- Duo ia falando tudo que gostava.
Heero fechava os olhos segurando
suas lagrimas ao ouvir o americano tossir.
- Lembra daquela vez...que o Trowa
foi...cof...cof obrigado a cantar no Bar perto de casa?- Duo comentava
com Heero, que estava lhe dando toda a atenção do mundo.
- Lembro! Ele atropelou o Chang
e caiu em cima do Quatre, ao tropeçar no fio do microfone!- Heero
riu divertido, estava se animando mas por dentro os dois estavam tristes.
- Heero?- Duo segurou sua mão
novamente.
Heero sentiu que a sua mão
estava mais gelada do que antes, e deixou uma lagrima escorrer pela sua
face esquerda.
- Canta..aque...aquela música
comigo?- Duo pediu com um sorrisinho.
- Claro!
Essa era a música que tocou
em um baile. Foi quando os dois tiveram coragem de contar seus sentimentos
um para o outro.
- De noite rondo a cidade ate
procurar...- Duo começou.
- Sem te encontrar, no meio de
olhares espios...
- Em todos...cof...cof... os bares
você não está...
- Volta para casa abatido desencantado
da vida...
- Um sonho ale...alegria cof...cof...me
da, nele você está...
Heero não continuou a música
o ver que Duo não parava de tossir, Heero olhou para o banco e viu
como ele estava vermelho, do sangue de Duo, e este estava pálido
e gelado.
Duo deita no ombro de Heero e
fica sentindo o perfume do seu corpo enquanto olhava para a estrada escura
e fria, não havia um poste de luz se quer, era mato para todo lado,
parecia que eles iam para outro mundo após o fim daquela escuridão.
- Heero?- Duo o chama num sussurro.
- Hum?- Heero se vira para ele.
Heero entende e pára o
caminhão. Duo coloca sua mão fria no rosto de Heero e lhe
da um beijo calmo e ao mesmo tempo mostrava todo o amor de um garoto transado
que cai morto em seus braços ao ter seus lábios separados.
Heero abraça o corpo sem
vida chorando, depois o coloca deitado em seu colo, e continua dirigindo
carregando seu deus da morte pela estrada escura e solitária.
Fim
Essa é a fic mais triste
que eu já fiz.
É bom variar um pouco,
nossa eu quase chorei!
Duo é meu personagem favorito,
não foi fácil fazer um garoto tão cheio de vida morrer
dessa forma tão fria, mas ao menos morreu ao lado da única
pessoa que ele tem nesse mundo.
Por Leona-EBM
e-mail gotasdegelo@hotmail.com
Fanfics
|