Novos Magos e a Pedra Filosofal  
NOVOS MAGOS E A PEDRA FILOSOFAL


Fabiola Yume
gensaku@bol.com.br


 
Capítulo 08 – A Revelação
 
 

Após os feriados, Hogwarts retorna às suas atividades normais. Os alunos têm que estudar dia e noite para poderem acompanhar a excessiva quantidade de atividades e provas.
O Professor Quirrel, de Defesa contra a Arte das Trevas, parecia cada vez mais assustado e desgastado. Nem de longe lembrava aquele homem que havia realizado tantos feitos contra a arte das trevas.
Por sua vez, o Professor Snape estava cada dia mais irritado e misterioso. Yume sabia que os grifinórios Harry, Rony, Shoran, Hermione e Sakura acreditavam que ele estava prestes a fazer algo terrível. Exatamente por isso ela não falava mais com nenhum deles. 
A sua paixão pelo mestre das poções continua com força total, assim como a sua dúvida sobre quem seria o seu pai. A jovem sonserina está decidida a agir. Não agüenta mais conviver com uma paixão sem ter certeza de que o objeto do seu afeto seria ou não o seu próprio pai biológico. E foi justamente após uma aula que ela o procurou. Tomou o cuidado de esperar que todos os alunos deixassem a sala, antes de abordá-lo.
— Professor Snape? Posso conversar com o senhor?
Não era segredo para ninguém que os alunos preferidos do Professor Snape eram os sonserinos Malfoy e Yume. No entanto, ele evitava ao máximo ficar a sós com a garota, após Draco Malfoy ter lhe contado sobre a paixão que a menina nutria por ele. Respondeu-a sem levantar os olhos do papel onde fazia anotações.
— Por favor, sei que vai achar estranho, mas preciso muito que o senhor me responda. O senhor já teve filhos? Alguma filha?
Sem deixar de anotar, ele responde em um tom tranqüilo.
— Aquela sua amiga maluca já me perguntou isso uma vez. O que estão tramando?
— Não é nada, senhor. Bom, é que...
Yume hesita um pouco, mas resolve contar-lhe a verdade. Narra em detalhes toda a história que ouvira de seus pais adotivos sobre a bruxa que a abandonara por medo de seu pai, um bruxo que voltara-se para as artes das trevas. Snape escuta a tudo silenciosamente, sem parar de encará-la. Sua face está ainda mais pálida do que de costume, e ele não consegue disfarçar sua surpresa.
— Sua idade... você tem... onze anos? – ele balbucia.
— Sim, senhor.
Snape levanta-se em um sobressalto. Observa a trêmula garota de cima a baixo, antes de exclamar.
— Como foi que eu nunca percebi a semelhança?
Surpresa, Yume tenta segurar o choro, mas não consegue. Severo Snape não pára de encará-la, ainda mais surpreso. Os dois permanecem se observando em silêncio durante um bom tempo, até que finalmente Yume quebra o silêncio. Entre lágrimas, ela pergunta.
— Então, é verdade? O senhor é mesmo o meu pai?
— Claro que não! – Snape grita, retornando ao seu velho humor de sempre – Eu não tenho filhos!
— Que maravilha! – Yume não consegue conter o seu entusiasmo, mas assim que percebe o olhar repressor do mestre, tenta se controlar.
— Então... o que o senhor falou sobre semelhança? O senhor conhece os meus pais?
— Conheci o seu pai, há alguns anos.
Os olhos da garota brilham de emoção. 
— E quem é ele? E a minha mãe?
— A sua mãe eu não conheci. Só fiquei sabendo que ela havia te abandonado, com medo daquele monstro.
— Monstro?! – Yume assusta-se – O meu pai é tão ruim assim? 
— Sim. E eu não entendo como ele pôde ter uma filha tão meiga e sensível como você.
— Quem é ele? Conte-me, professor, por favor!
— Não vale a pena. – Snape reúne suas coisas para sair da sala. – Já que não o conhece, é melhor que nem saiba quem é.
 

— E ele não falou mais nada?
Yume e Glória estão conversando no quarto. Já é muito tarde e todas as outras meninas estão dormindo. A menina de cabelos rosa não consegue acreditar no que escuta.
— Não. Ele saiu sem nem olhar para trás.
— Vá atrás dele e insista, Yume! Ele conhece o seu pai!
— Ele não vai me contar! E pela expressão que ele fez, estou até com medo. Pensei até no pior!
— Pior? Que pior?
— Eu ser filha do... você-sabe- quem.
— Dele? Será?
— O Snape disse que meu pai é um monstro, e que era melhor eu nem saber quem ele é.
Glória reflete um pouco, antes de aconselhar.
— Você tem razão. É melhor não saber.
— Pelo menos, o Severo não é o meu pai! – Yume ri, abraçando sua gata Cheetara que dormia sobre sua cama.
 
 

Continua...
 
 

04/11/03



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