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NOVOS MAGOS E A PEDRA FILOSOFAL
Capítulo 08 – A Revelação
Após os feriados, Hogwarts retorna às suas atividades
normais. Os alunos têm que estudar dia e noite para poderem acompanhar
a excessiva quantidade de atividades e provas.
O Professor Quirrel, de Defesa contra a Arte das Trevas, parecia cada
vez mais assustado e desgastado. Nem de longe lembrava aquele homem que
havia realizado tantos feitos contra a arte das trevas.
Por sua vez, o Professor Snape estava cada dia mais irritado e misterioso.
Yume sabia que os grifinórios Harry, Rony, Shoran, Hermione e Sakura
acreditavam que ele estava prestes a fazer algo terrível. Exatamente
por isso ela não falava mais com nenhum deles.
A sua paixão pelo mestre das poções continua com
força total, assim como a sua dúvida sobre quem seria o seu
pai. A jovem sonserina está decidida a agir. Não agüenta
mais conviver com uma paixão sem ter certeza de que o objeto do
seu afeto seria ou não o seu próprio pai biológico.
E foi justamente após uma aula que ela o procurou. Tomou o cuidado
de esperar que todos os alunos deixassem a sala, antes de abordá-lo.
— Professor Snape? Posso conversar com o senhor?
Não era segredo para ninguém que os alunos preferidos
do Professor Snape eram os sonserinos Malfoy e Yume. No entanto, ele evitava
ao máximo ficar a sós com a garota, após Draco Malfoy
ter lhe contado sobre a paixão que a menina nutria por ele. Respondeu-a
sem levantar os olhos do papel onde fazia anotações.
— Por favor, sei que vai achar estranho, mas preciso muito que o senhor
me responda. O senhor já teve filhos? Alguma filha?
Sem deixar de anotar, ele responde em um tom tranqüilo.
— Aquela sua amiga maluca já me perguntou isso uma vez. O que
estão tramando?
— Não é nada, senhor. Bom, é que...
Yume hesita um pouco, mas resolve contar-lhe a verdade. Narra em detalhes
toda a história que ouvira de seus pais adotivos sobre a bruxa que
a abandonara por medo de seu pai, um bruxo que voltara-se para as artes
das trevas. Snape escuta a tudo silenciosamente, sem parar de encará-la.
Sua face está ainda mais pálida do que de costume, e ele
não consegue disfarçar sua surpresa.
— Sua idade... você tem... onze anos? – ele balbucia.
— Sim, senhor.
Snape levanta-se em um sobressalto. Observa a trêmula garota
de cima a baixo, antes de exclamar.
— Como foi que eu nunca percebi a semelhança?
Surpresa, Yume tenta segurar o choro, mas não consegue. Severo
Snape não pára de encará-la, ainda mais surpreso.
Os dois permanecem se observando em silêncio durante um bom tempo,
até que finalmente Yume quebra o silêncio. Entre lágrimas,
ela pergunta.
— Então, é verdade? O senhor é mesmo o meu pai?
— Claro que não! – Snape grita, retornando ao seu velho humor
de sempre – Eu não tenho filhos!
— Que maravilha! – Yume não consegue conter o seu entusiasmo,
mas assim que percebe o olhar repressor do mestre, tenta se controlar.
— Então... o que o senhor falou sobre semelhança? O senhor
conhece os meus pais?
— Conheci o seu pai, há alguns anos.
Os olhos da garota brilham de emoção.
— E quem é ele? E a minha mãe?
— A sua mãe eu não conheci. Só fiquei sabendo
que ela havia te abandonado, com medo daquele monstro.
— Monstro?! – Yume assusta-se – O meu pai é tão ruim
assim?
— Sim. E eu não entendo como ele pôde ter uma filha tão
meiga e sensível como você.
— Quem é ele? Conte-me, professor, por favor!
— Não vale a pena. – Snape reúne suas coisas para sair
da sala. – Já que não o conhece, é melhor que nem
saiba quem é.
— E ele não falou mais nada?
Yume e Glória estão conversando no quarto. Já
é muito tarde e todas as outras meninas estão dormindo. A
menina de cabelos rosa não consegue acreditar no que escuta.
— Não. Ele saiu sem nem olhar para trás.
— Vá atrás dele e insista, Yume! Ele conhece o seu pai!
— Ele não vai me contar! E pela expressão que ele fez,
estou até com medo. Pensei até no pior!
— Pior? Que pior?
— Eu ser filha do... você-sabe- quem.
— Dele? Será?
— O Snape disse que meu pai é um monstro, e que era melhor eu
nem saber quem ele é.
Glória reflete um pouco, antes de aconselhar.
— Você tem razão. É melhor não saber.
— Pelo menos, o Severo não é o meu pai! – Yume ri, abraçando
sua gata Cheetara que dormia sobre sua cama.
Continua...
04/11/03
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