Novos Magos e a Pedra Filosofal  
NOVOS MAGOS E A PEDRA FILOSOFAL


Fabiola Yume
gensaku@bol.com.br

  7 – Natal
 
 

O natal está chegando, e logo a maioria dos alunos deixará o castelo de Hogwarts para celebrar junto a suas famílias. Mas, no momento, as provas preocupam a todos, que precisam estudar muito para obter notas altas. 
Além das provas, Yume tem mais uma grande preocupação.
— Você precisa me ajudar, Glória! – ela implora de joelhos – Se eu perguntar, ele vai desconfiar!
— Mas, Yume! O Snape não vai muito com a minha cara...
— Por favor!
Vendo o rosto cheio de lágrimas de sua amiga, Glória aceita.
— Tá bom, tá bom! Eu vou perguntar para o Snape se ele já teve algum filho!
— Valeu! – Yume abraça sua amiga, recomendando – Mas, seja discreta! Você sabe que ele não gosta de falar sobre assuntos particulares!

Mais tarde, no mesmo dia...
— Prof. Snape, você por acaso tem filhos?
— Do que você está falando, garota?! Preocupe-se apenas com sua poção!
Yume morde os próprios lábios com raiva, cochichando.
— Sua louca! Eu não mandei ser discreta? O que achou? Que ele iria te responder durante a aula, na frente de todos?
— Desculpe, Yume! Eu nem pensei que a aula não fosse o momento mais adequado! Acho melhor que você mesma pergunte!
— É o que vou fazer! Mas só quando estivermos a sós!
— Cuidado, hein, Yume! – Malfoy, que estava no caldeirão ao lado, ri – Você pode estar apaixonada pelo seu próprio pai!
— Cale a boca, Malfoy! Ele não é o meu pai!
— Algum problema, senhorita Yume?
A voz fria de Snape interrompe a discussão. A garota responde baixinho, trêmula, enquanto o resto da classe troca risadinhas.
— Não, professor. Está tudo bem. – ela gagueja.
Finalmente terminam as aulas, e os alunos podem ir passar o natal em suas casas, com suas famílias. Yume envia uma coruja para seus pais, avisando que ficará em Hogwarts, pois está passando mal e não quer viajar.
— Como você é falsa, Yume – Glória fala – Você só não vai porque quer passar o natal com o Snape.
— Você vai ficar aqui comigo, não vai?
— Vou, né, fazer o que? Não vou deixar a minha melhor amiga sozinha – jogando-se sobre a cama, Glória pergunta – Aliás, que presente você vai dar para ele?
— Eu estava pensando nisso, mas não sei se devo.
— É claro que deve! Você já teve alguma idéia?
— Pensei em dar um livro de poesias. Mas ele não deve gostar.
— Ah, que nada! É a sua cara! Até já sei qual: Álvares de Azevedo! Não é ele que você adora?
— Álvares de Azevedo é em português. Melhor um do Byron.
— Eu sei um feitiço que traduz qualquer livro para qualquer idioma!
— Sério mesmo, Gló? – Yume empolga-se – Então vai ser ele! Traduz para mim?
— Você tem o livro aí?
— Tenho só aquele meu. Serve, né?
Glória arregala os olhos, gritando.
— Está louca? Vai dar um livro usado para o Snape?
— Mas, onde vou comprar um livro novo?
— Sua tonta! Manda uma coruja para sua mãe e pede para ela mandar para você! E rápido, porque faltam poucos dias para o natal!

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Na manhã do natal, os poucos alunos que estão em Hogwarts acordam com os presentes já aos pés da cama. Yume e Glória, as únicas meninas da sonserina que não viajaram, começam a abrir seus pacotes bem cedo.
— Este é o meu presente para você, Gló! – Yume entrega um pacote com uma sandália plataforma cor de rosa.
— Que linda, Yume! Minha cor preferida! Olha, este é o seu!
Glória entrega um envelope para Yume. Quando ela abre, quase perde a voz.
— Uma foto do Snape? Como você conseguiu?
— Essa foto me custou uma detenção e cinco pontos para a sonserina. mas eu sabia que você ia gostar.
— Ele parece irritado na foto. Não pára de acenar para a gente, nos ameaçando...
— Guarda ele! Vamos ver os outros presentes!
Yume ainda tinha mais quatro presentes. Um pacote em especial chamou-lhe a atenção, pois estava se mexendo.
— É dos meus pais. O que será? – ela abre o pacote e encontra uma linda gatinha malhada – Ah! Que linda! Vou chamá-la de Cheetara!
Eriol havia dado uma caixa de sapos de chocolate para cada uma das meninas. Parvati e Pansy deram caixas de feijões de todos os sabores.
Glória ainda recebera um berrador do poltergeist Peeves, que cantou aos berros a música jingle bells.
— Porque o Peeves te mandou isso? – Yume pergunta, tapando os ouvidos. – Como ele é desafinado!
— Eu dei um presente para ele.
— Sério? O quê?
— Uma corneta.
— Ai, Glória! Você é mesmo louca! Nunca mais teremos uma boa noite de sono!
Assim que o berrador se silencia, uma coruja entra pela janela, entregando uma carta para Yume.
— Para mim? De quem será?
— Leia em voz alta! – Glória pede. Yume, então, começa a ler:

"Obrigado pelo livro. Tenha um feliz natal.
Prof. Snape"

— Yume! Yume! – Glória passa a mão na frente dos olhos de Yume, ainda fixos no cartão. – Você está viva? Devo te levar para a enfermaria?
 
 

Continua...
 
 

15/09/03



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