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Mira-chan
mira_chan2004@yahoo.com.br Cap. 02: “Perigo” “A aflição pode durar, mas não
é eterna”
(Thomas Watson). - Fala logo, Andrew, pelo amor de Deus! - Calma, não adianta ficar assim... Calma. O jovem rapaz respirou fundo, na verdade aquele pedido de calma também era pra ele que se encontrava bastante nervoso com a situação. Não era fácil pra ele dá aquela notícia para o seu amigo que estava tão apaixonado. – Darien, falou finalmente, a Serena saiu ontem de casa às 23:30 e até agora não voltou. Ela está desaparecida. - Meu Deus!!! Ele não conseguia acreditar no que tinha terminado de ouvir. “Como assim Serena desaparecida?” pensou. - Ei cara, você está bem? Tá sentindo alguma coisa? Responde! Fala alguma coisa! Darien estava petrificado. O sonho que tivera ainda há pouco se tornara realidade. Serena estava em perigo, estava com problemas. - Deus eu não pude fazer nada... A culpa foi minha... - Como assim a culpa é sua? Você não tá falando coisa com coisa. - Andrew eu sonhei esta noite com a Serena.Ela estava muito triste, com problemas. Eu me lembro que ela pedia que alguém estendesse a mão para ela. Ela gritava desesperadamente por ajuda e eu por minha vez não pude ajudá-la. É porisso que tudo que está acontecendo é minha culpa. Eu sabia que algo estava errado com a Serena e eu não fiz nada para evitar. - Cala a boca Darien! Meu Deus do céu o que é isso? Você não tem culpa de nada. Eu não sei o porquê da Serena ter desaparecido, mas a culpa não foi tua. Logo você que só quer vê a felicidade dela! - Eu sei, mas é que... - Nada de mais e nem meio mais. Você vai ficar aí se queixando ou vai fazer alguma coisa? Eu vou. Eu vou atrás da Serena junto com as amigas dela, aliás, elas estão lá embaixo me esperando. Você vem ou não vem? - Você tem razão, lamentar não adianta nada. Eu vou sim. Espera só um minuto que eu vou me trocar. - Tá bom. É assim que se fala. A Serena precisa de você cara! - Obrigado Andrew. Muito Obrigado.
******************************************************************************* Tudo girava. Ela não sabia onde estava. Ela sabia somente que estava sentindo muito frio e fome. - “Onde eu estou? Esse não é o meu quarto! Aliás, o que eu estou fazendo neste banco?”. Foi quando de repente “a ficha” de Serena Tsukino caiu. - “Deus, eu dormir na fora de casa. Eu briguei com os meus pais, sair correndo de casa e acabei parando aqui!”. - Eu preciso voltar pra casa, para a minha família. Mas que casa, que família meu Deus? Como eu vou encarar os meus pais novamente? Eu devo tê-los preocupado com tudo isso e... Peraí! A culpa não foi minha e sim deles! Que se danem. Por que eu teria consideração com eles se eles não tiveram consideração comigo? O coração de Serena transbordava de ódio e rancor, logo ela que era considerada por todos os seus amigos e parentes como uma garota dócil e amável. - Que se danem! Eu quero que o mundo se exploda! Lágrimas de dor e desesperança vieram aos seus olhos. – Como eles podem fazer isso comigo? Devido a sua dor, Serena não percebeu que se encontrava num lugar muito perigoso. Era a antiga estação do trem de Tóquio que estava abandonada e deserta. Ninguém ousava ir ali, pois era o reduto de marginais, bêbados, traficantes e toda a espécie de malandros que poderia existir numa grande cidade. Ela também não percebeu que estava sendo observada. - “Eu preciso me acalmar. Mas o que eu vou fazer? Para casa eu não volto, mas também não posso ficar aqui... Bem de qualquer forma eu vou sair daqui...”. Seus pensamentos foram bruscamente interrompidos. - Onde a belezinha pensa que vai? - Quem é você? Me solta! Você está me ferindo! Gritou uma aflita Serena. Ela tinha sido abordada por um sujeito bêbado, imundo, repugnante e com as piores intenções possíveis. - Calma neném! Por quê a pressa! Você tá com pressa? Pois eu não estou. Vem brincar com o papai, vem. Disse o bêbado, que imediatamente puxou a jovem desesperada para si, beijando o seu pescoço e levando a mão que estava livre à blusa dela que começou a desabotoar. - Me solte, pelo amor de Deus, para com isso. Por favor, alguém me ajude! Por um instante o sujeito vacilou e nesse curto espaço de tempo,
Serena conseguiu dá um chute naquele “lugar estratégico”
dele e saiu correndo, porém, definitivamente aquele não era
o dia de sorte da jovem. Correndo desesperadamente, ela não viu
uma pedra no caminho e caiu no chão, machucando o seu tornozelo.Com
dificuldade para se locomover, ela não percebeu que o sujeito tinha
se recuperado e que não perdeu tempo para avançar nela.
- Não!!! Socorro, pelo amor de Deus alguém me ajude! - Você vai vê, você vai me pagar. Você não me escapa sua putinha. Falou o bêbado com a boca cheia de saliva e pulsando de desejo. Aquilo era um pesadelo! Aquele bêbado sujo e mal cheiroso, cheio de maldade já estava completamente nu, roçando o seu corpo contra o da garota, que tentava em vão se defender. Ele tirou o resto da blusa que ainda restava da garota, passando as suas mãos imundas nas delicadas coxas da menina, arrancando com os dentes seu sutian, ficando à mostra os intocados seios daquela pequena mulher. - Não toque neles! Não me toque! Esbravejou a vítima, tentando defender aquilo que ela considerava como sendo o seu tesouro, o seu santuário: o seu corpo! - Cale a boca! Se você não quiser me dá por bem, vai me dá por mal. Sentenciou o sujeito que em seguida aplicou um tremendo soco no estômago da garota. Tudo começou a girar, o sangue esvaiu da boca de Serena, e junto
com ele os sonhos daquela jovem. Sonhos de ter a sua primeira vez com o
homem que ama, de poder se entregar pura ao seu anjo de olhos azuis e cabelos
negros; de poder se sentir realizada e completa nos braços do ser
amado. Acabou! Para ela o sonho terminou. O sonho de se tornar mulher nos
braços do seu querido Darien.
Notas da autora: Gente! Vou contar pra vocês, não foi fácil escrever este capítulo. Eu me sentir no lugar de todas as mulheres (crianças, adolescentes...) que já passaram por esta barra. Pra mim o estupro é uma das formas mais covardes de violência contra a mulher. Ninguém pode se valer da força física para conseguir sexo. Ninguém tem o direito de obrigar uma outra pessoa a desejá-la ou querê-la. O amor não obriga, ele conquista. Na verdade esta cena não estava nos meus planos, eu queria abordar mais a discussão da Serena com os seus pais e o motivo desta, porém, sabem como é, a coisa começou a fluir e eu acabei por dá um novo rumo a fic, isso não quer dizer que eu vou me esquecer do problema familiar da Serena, muito ao contrário, isso ainda vai dá muito pano pra manga. Eu espero que vocês me enviem comentários, eu quero saber se esta estória estar coerente, ou seja, se ela está dando o seu recado. Meu e-mail é: mira_chan2004@yahoo.com.br Beijinhos Mira-chan
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