Esclarecimentos: Caminhos Cruzados  
 ESCLARECIMENTOS:
CAMINHOS CRUZADOS



 

Nova versão
Kiri e Sami

Capítulo 1 – A ave de cor negra cujo nome é Phoênix.
 
 

“O céu escureceu rapidamente. As pessoas corriam desesperadamente. Lá no alto, podia-se ver uma grande ave de cor negra e olhos vermelhos esbugalhados, na qual era visível neles, a chama do Naraku*. Tão grande que cobria metade do Vilarejo. Ela veio descendo em rasante, e parou logo que chegou aqui em baixo. Todos corremos em desespero para bem longe. A ave soltou sua ira, despejando um mar de fogo, por entre seu bico, sobre uma parte do vilarejo, matando dezenas de pessoas. Ela pousou triunfante em meio às chamas e grunhiu bem alto. Eu corria muito, mas muito rápido, enquanto procurava minha mãe. Era apenas uma criança inocente. Acabei por tropeçar em uma raiz, das muitas árvores que ardiam no fogo, e de ver a ave saltando em cima de mim, antes de dormir, esperando que a morte me levasse e Deus me pegasse em suas mãos. A ave cuja cor era negra e os olhos esbugalhados eram vermelhos, denominava-se Phoênix, a deusa do fogo, e da morte...”

Tudo pegava fogo. Era o fim do mundo. Phoênix havia despertado de seu sono de três mil anos, e queria governar tudo que estivesse ao seu alcance. Nada, nem ninguém iria detê-la. Estava determinada, com raiva e muita fome. Quando despertou, sentiu o cheiro de youkais e voou para o vilarejo mais próximo. O denominado Angel’s Village. Lá, soltou fogo para todos os cantos, não perdoando quem estivesse em sua frente. Todos os youkais anjos pegavam seus filhos e famílias e corriam. Porém, nem todos haviam saído de lá totalmente.
-Majestade, nós precisamos correr! – Disse o servo a sua alteza.
-Espere Inji. Preciso retirar o cristal daqui primeiro. – A alteza falou enquanto pegava uma pequena bola de cor rosada, que brilhava abundantemente, e escondeu entre suas mãos. – Vamos Inji! – Ela começou a correr, com seu fiel servo ao seu lado. – Minha Filha...Onde está minha filha Inji?
-Ela foi à nossa frente sua majestade. – A majestade Yuka concordou positivamente com a cabeça e apertou mais o passo, segurando firme o cristal brilhante em suas mãos. Yuka voltou a olhar para frente e se assustou com o que vira: Sua filha, inconsciente e caída no chão. Ela correu e entregou o cristal à Inji.
-Corra Inji! Diga à todos que este cristal irá protege-los, e então, deposite sua fé nele e peça-o que o faça. Ele realizará seu desejo...Corra!
-M-Mas majestade... – Inji hesitou em continuar sem sua querida majestade.
-Tem razão, não corra...Voe!! Rápido!!! – Inji concordou com a cabeça e fechou os olhos por alguns segundos, logo, asas grandes e brilhantes apareceram e ele voou alto e bem rápido.
Yuka pegou sua filha no colo e correu até uma árvore. Murmurou umas duas palavras e asas de anjo lhe apareceram. Ela voou alto, enquanto sobrevoava todo o vilarejo certificando-se de que não havia ninguém, e tomando cuidado para que Phoênix, que ainda estava no chão despejando fogo no vilarejo, não a visse. Quando percebeu qu não havia ninguém, voou mais para baixo e deixou o vilarejo, mas ao se aproximar do solo, Phoênix percebeu sua presença e olhou violentamente para se certificar do que havia visto. Ao percebe-las, levantou vôo e as seguiu, grunhindo o tempo inteiro, o que causava uma grande dor de cabeça à Yuka e a fazia perder altitude.
Vendo o refúgio dos anjos de seu vilarejo, voou em rasante para lá, e penetrou a barreira que os cercava, no meio de uma floresta. Ela tombou no chão, fazendo cortes em seu rosto e braço, porém ela protegeu sua filhinha, abraçando-a.
-Kiri! Kiri, fale comigo, filha! – Gritava a mãe com lágrimas nos olhos, ainda estabanada no chão. A filha, nem se mexia.
Inji veio correndo, empurrando os anjos que formavam uma multidão, e ajoelhando-se ao lado de sua majestade.
-Majestade, o que faremos? Phoênix voltará, tenho certeza! Eu... – Inji interrompeu-se, ao notar o olhar de sua majestade. Sua íris estava completamente branca, com um leve tom de cinza em volta, e seu olho bem arregalado. Depois de alguns minutos, ela voltou ao normal.
-Não se preocupe meu povo. O socorro de Buterfly’s Village já está chegando, e eles nos darão abrigo lá. – Yuka informou levantando-se do chão com sua filha Kiri no colo. Aproximou-se de Inji, e estendeu os braços à ele.
-Inji. Você pode tomar conta de Kiri para mim? – Inji a pegou em seu colo, guardando a pedra rosada em seu bolso.
-Sim, mas...Majestade o que pretende fazer?
Yuka Pegou o cristal do bolso de Inji, e com muito esforço, partiu-o ao meio, colocando uma metade em seu bolso novamente. Mais uma vez, o olho de Yuka ficou naquele estdo, e ela olhou para o horizonte, que tremia com cada passo que a ave dava, procurando seu almoço. Yuka pegou a metade que estava em suas mãos e, com a parte quebrada, cravou-a entre os seios, fazendo o sangue manchar sua branca roupa.
-Eu volto mais tarde Inji. – Ao dizer, Yuka voou para onde se encontrava a ave, parando à sua frente.

***
 

Konichiwa minna!
Como cês vão? To cuma saudade!!!
Quanto tempo, hein?
Bom, deixa eu esplicar: Meu primeiro fic publicado na net não teve sucesso algum, portanto, depois de pouco mais de 6 mese, eu decidi reescreve-lo. Maior, e mais bonito, com mais informações sobre este fic que agora está, ESCLARECIDO.
Bjus.
Brass...

*=Neste caso, Naraku não é o nome do inimigo de Inu-Yasha, mas sim, o significado de inferno em japonês.
 


 Fanfics / Capitulo 02