Um conto de natal  
UM CONTO DE NATAL 




 
 

Dois dias antes do Natal nevava como nunca. Os flocos brancos caiam dançando pelo céu, contagiando as 
pessoas a se aventurarem no frio. Kagome estava em sua casa, olhando pela janela.
-O inverno demorou este ano.
-Kagome, você não tem lição? Daqui a pouco vou servir a janta e não quero você madrugando por causa de tarefas escolares.
-Não mãe. As férias começam amanhã, junto com a entrega dos boletins.
O assunto se encerra por aí. Kagome olhava os flocos caírem e pensava em Inuyasha. Já estava há um bom 
tempo atrás dos fragmentos e agora, já que entraria em férias, talvez nem voltasse pra casa tão cedo.
-Mana!
-O que foi Souta?
-O menino-cachorro veio te buscar.
-O que, o Inuyasha?
-Anda logo Kagome, eu não tenho o dia todo. - Chegou Inuyasha, "nervosinho" como sempre.
-Eu não vou hoje, você sabe disso. Quero passar o Natal em casa com a minha família. Aliás, eu vou ficar as 
férias todas lá na era feudal, você não tem do que reclamar.
Começou a nevar mais forte. Uma nevasca se aproximava e claro, um frio de gelar os ossos vinha junto. Kagome parou de olhar para a janela e fitou a face de Inuyasha. Ele estava olhando pela janela, seus olhos falavam por ele: aquela noite, com certeza, não voltaria para a era feudal.
-Kagome.
-Eu já sei Inuyasha. Você pode passar a noite aqui.
-Como você sabe?
-Está muito frio lá fora e eu não quero que você pegue um resfriado.
Enquanto conversavam a mãe de Kagome já havia preparado a janta e colocado a  mesa.
-Kagome, Souta venham jantar!
-Estamos indo mãe! - O menino sai correndo todo alegre na frente.
-Ele parece o Shippou. - Inuyasha fala inocentemente.
Kagome dá uma leve risadinha e leva Inuyasha até a mesa de jantar.
-Inuyasha, eu não sabia que você vinha, já vou colocar um prato na mesa para você. Aliás, não está com frio?
-Não é nada. Não tem problema.
-Mãe, o louco do Inuyasha vai passar a noite aqui por que começou a nevar mais forte e eu fiquei com peninha 
dele.
-Tudo bem Kagome!
-Mãe da Kagome, onde está o avô da Kagome?
-Há, Inuyasha, ele saiu para pegar umas encomendas e viaja amanhã comigo. Você poderia ficar e aqui e cuidar 
da Kagome e do Souta pra mim?
-Ele?? Eu já tenho 15 anos mãe!
-Eu sei que você já é uma menina crescida Kagome, só que é melhor ter alguém mais maduro por perto, caso algo aconteça.
-"Alguém mais maduro?? Ela não conhece o Inuyasha."
-Tudo bem, eu fico...
Eles jantam normalmente, exceto pelo fato de umas leves risadinhas na mesa. Inuyasha não sabia que as risadas eram dele. Estava comendo o bife como um. cachorro, isso mesmo.
A noite cai e traz com ela mais frio para aquele templo nos confins de Tóquio. Kagome estava sentada na sua cama debaixo de várias cobertas lendo um pequeno livrinho. 
-O que você está lendo Kagome? - Inuyasha fez aquela pergunta de bobo, porque já havia lido o título: Tóquio 
de Cristal.
-Um livro. Fala sobre o inverno em Tóquio. Quer ler?
-Não.
-Qual o problema, não gosta de ler?
-Não, eu só não quero ler agora.
-Então eu leio para você. - Kagome estampou um sorriso meigo na face e Inuyasha não teve como negar.
- "A cada ano, em cada canto de Tóquio a neve cai. 
Caindo deixa a cidade fria, congelando os lagos. 
Simplesmente transforma Tóquio em outra a cidade. A  cidade 'Tóquio de Cristal'. O gelo pode até deixar tudo 
muito frio, mas não as pessoas."
Ela olha para Inuyasha. Ele estava prestando atenção, só que era obvio que estava congelando.
-Por que parou Kagome?
-Vamos para a sala. A gente fica no sofá e divide o cobertor.
Inuyasha fica vermelho. Sem encara-la faz um sinal positivo com a cabeça e os dois se dirigem ao sofá. No meio do caminho, Kagome tropeça nos cobertores (dos quais ainda não havia se desenrolado) e quase cai de cara no chão. 'Quase' porque Inuyasha  a segura. Ela fica vermelha, mas se ajeita e senta no sofá.
-Vem Inuyasha.
O hanyou se senta a uma certa distância de Kagome.
-O cobertor não vai chegar até aí, chega mais perto.
Inuyasha se aproxima e Kagome o cobre. Continua a leitura durante meia hora e o livrinho se aproxima do 
fim.
-"Olhando as estrelas daquela noite, os dois sabiam que haviam de se declarar. Foi o que fizeram. Depois ficaram 
juntos olhando a neve cair, como qualquer outro casal, na noite de Natal em 'Tóquio de Cristal'".
-O que achou?
-É bonito.
Viraram-se para trás. Olharam pela janela e viram que a neve ainda não cessara. Começaram a conversar e depois de um longo tempo Kagome despencou. 
Dormiu ali, sentada do sofá.
Inuyasha com cautela aproximou a garota e deitou a cabeça dela em seu ombro. Adormeceu.
Na manhã seguinte.
-Mana! Cadê você????
Souta revirava o quarto da menina a sua procura. 
Kagome, assustada com a gritaria acorda um pouquinho depois de Inuyasha.
-Eu to aqui Souta.
Ela rapidamente se afasta de Inuyasha.
-O que você ta fazendo aqui no sofá?
-Eu acordei já faz tempo e o Inuyasha veio me fazer companhia.
-Vamos tomar café!
-Você que quer tomar café. Vai indo, a mãe te ajuda.
-A mãe já saiu.
-Já??? "ela me viu com o Inuyasha."
-Mana...
-Tá bom. Fica aqui com o Inuyasha que eu preparo o café.
Kagome sai enrolada nos cobertores, havia deixado um para Inuyasha. Pega farinha, açúcar, ovos, 
fermento, leite e começa a fazer umas panquecas. Um tempo depois:
-Tá pronto!!!
Os dois vão voando para a cozinha. Se derramam em cima das cadeiras. Kagome põe umas panquecas lindas 
na frente de Inuyasha e outras um pouco menos caprichadas no lugar dela.
-Mana, eu vou comer as suas.
-Não vai não!
Kagome serve umas panquecas pretas e queimadas na frente de Souta.
-Você não tem coração!
-Claro que tenho. Olha as panquecas do Inuyasha.
O garoto fica quieto, se conforma e come aquelas panquecas queimadas mesmo. Depois do café.
-Tô saindo.
-Já Souta? Nem a minha aula começa tão cedo!
Kagome estava se trocando no seu quarto, se agasalhando mais do que nunca.
-Então Tchau.
De nada adiantou. O garoto já fora.
-Kagome, o seu irmão saiu com um pacote. Porque?
-Deve ser o presente de Natal para a namoradinha dele.
-Presente de Natal?
-Depois eu te explico Inuyasha. To indo pra aula.
-E eu vou ficar sozinho?
-Vai.
-ei, eu sou visita!
Os dois começam a discutir. Kagome olha pro relógio.
-Eu to atrasada!! Meu boletim!! Ai meu deus!!
-Eu te levo.
-Então vamos logo.
Inuyasha leva Kagome até a escola que chega ofegante na sala.
-.Che.guei.
-Seu boletim senhorita Higurashi.
-Obri.gada.
Kagome abre o seu boletim.
-Aaaaahhh! -Dava pulos e pulos de alegria. Havia tirado umas notas vermelhas em matemática mas havia passado.
Na hora do lanche subiu correndo ao terraço da escola.
-Inuyasha!!!
-O que foi?!!?
-Eu passei!!!!
A garota pula nos braços do hanyou que não entende.
-E.
-E???
-Eu esqueci meu lanche.
-E daí?
-Vai lá na loja do outro lado da rua comprar pra mim?
-Tá bom. - Inuyasha pega o dinheiro e pula até a loja.
Kagome se senta e espera Inuyasha chegar. Ouve um barulho de alarme.
De repente Inuyasha chega pulando super rápido.
-Inuyasha, o que aconteceu?
-Eu peguei aquilo que você pediu e umas pessoas estranhas começaram a gritar: Ladrão!!!!! E daí aquela 
música estranha começou a me perseguir. Tô essas coisas. 
Eu não precisei. - disse estendendo o dinheiro que Kagome havia dado pra ele.
Os dois se sentam e começam a comer. Kagome escuta um passos.
- Se esconde Inuyasha! - sussurrou.
O hanyou rapidamente se escondeu.
-Higurashi?
-Houjo?
-Você veio de novo a aula! Quer dizer que já se curou completamente da pneumonia! Então você gostaria de ir 
hoje a tarde tomar um chocolate quente comigo?
-Não vai dar Houjo.
-Porque Higurashi?
-E que eu. tenho que. Cuidar do Souta!
-Podemos levar ele junto. Te pego hoje às 16:00!
-Houjo!!
Não adiantou ele havia marcado sem o consentimento dela.
-Hou.jo.
-Kagome!
-O que foi Inuyasha?!?
-Eu sou arrastado até aqui e quando viro as costas por um momento já te pego paquerando um fracote desses?
-Eu não estava paquerando o Houjo!
-Então é isso que você vem fazer aqui não é?
-Não Inuyasha! O Houjo não me deixou falar, eu não ia sair com ele!!
-Tá bom. - virando a cara.
Kagome sabia que o intervalo ainda demoraria um pouco pra acabar, mas falou para Inuyasha que já estava 
atrasada e desceu. Ele sabia que era mentira, mas pensava consigo mesmo: 'Essa Kagome. Eu dou as costas 
por um minuto e ela já vem com outro. Mulher tonta.'.
Kagome passou o resto do lanche com suas amigas. 
Ela tentava esconder que estava magoada só que não sabia mentir e se entregava rapidinho.
-Onde você estava Kagome? Falaram que viram você com um menino lá no terraço. Quem era?
O sinal tocou. Kagome murmurou algo como 'salva pelo gongo' e entrou na classe. O resto do dia transcorreu normalmente.
Voltando para casa, Kagome encontra Houjo no caminho.
-Está lembrada não é Higurashi? Hoje às 16h00.
-Claro Houjo, mais eu.
-Tchauzinho Higurashi! - Diz indo a toda na sua bicicleta.
Em casa.
-Finalmente chegou mana! Eu to com fome!
-Agora não Souta. Se veste que o Houjo vai levar a gente pra tomar um chocolate quente.
-Mas mana, eu não posso ir!
-Nada de 'não posso ir'. Você vai e pronto. Se veste logo.
-Mana.
-O que foi agora?!?
-O menino-cachorro ta no seu quarto resmungando.
-"Inuyasha!!! Eu tinha me esquecido dele!!!!"
Ela vai em disparada ao quarto.
-Inuyasha?
Ele não a encara. Não queria admitir mas por dentro estava se mordendo de ciúmes.
-Você ainda está bravo por causa do Houjo?
Não obteve resposta. Por fim concluiu sozinha.
-é isso sim. Se pode te deixar melhor pode me seguir e ver que eu não vou fazer nada.
-Não precisa.
-Então quer dizer que você confia em mim!
-Claro que não!
-Sai do meu quarto!!!!
Ela expulsa o hanyou de dentro do quarto. 
Colocou uma roupa bem simples e comportada, já que sabia que caso colocasse um vestido mais aberto Inuyasha poderia ter um infarto de tanto ciúme. Borrifou seu perfume favorito e escutou a campainha. Era o Houjo. Ele 
estava de jeans e camisa pólo, muito bem vestido.
-Vamos Souta, o Houjo chegou.
Foram andando até o 'Colonial Coffee' um local lindo e aconchegante que servia uma comida muito boa.
Assim que Kagome tomou o chocolate quente já queria ir embora.
-O que Higurashi? Não gostou do chocolate?
-Não é isso Houjo. - tinha que pensar numa desculpa rápido. - é que eu ainda. não estou muito curada e é 
melhor eu não ficar me expondo ao frio! Não é Souta? - Disse pisando no pé do irmão.
-Claro, claro!! A mana não pode ficar andando por aí se não ela piora...
-Então eu te levo até em casa.
Foram caminhando até que passaram por uma loja de presentes. Kagome pediu que esperassem-na um 
pouquinho. Só conseguiam olha-la pela comprando algo e embrulhando com um lindo papel dourado e prateado.
-Vamos?
Seguiram até o templo. Kagome esperou que Souta entrasse para se despedir do rapaz, que havia sido tão 
gentil.
-Muito obrigada Houjo.
Ela viu que o rosto do rapaz se aproximava. Não sabia o que fazer. Falaria o que para fazer com ele parasse?
Inuyasha apareceu de boné na porta.
-Ei, você. O que pensa que vai fazer com a minha namorada?
-"Namorada?!? O que ele está pensando?!?!"
-Higurashi, isso é mesmo verdade?
-O que você acha? - Disse Inuyasha no seu "humor-típico"
-Então eu já estou indo. - Houjo saiu de fininho e logo desapareceu escada a baixo.
-No que você estava pensando quando disse aquilo?
-Estava pensando em. em. - Inuyasha corou até o último fio de cabelo.-.te livrar daquele parvo. Algo contra?
-.Não.
Entraram em um silêncio quase que mortal. Seria mortal se não houvesse sido interrompido por gritos histéricos vindos de Souta.
-Meu presente, meu presente! Eu esqueci o presente e a culpa é da Kagome!!
O menino havia perdido a razão do que estava fazendo e corria como um louco pela casa, derrubando tudo que encontrava no caminho.
-Pára Souta! Assim você vai demolir a casa antes do Natal!
-Meu presente!!!! Meu presente!!!! Kagome sua tonta, eu esqueci o PRESENTE!!!!!!
Gritando isso o garoto escorrega no tapete e bate de testa no armário da sala.
-Souta você está bem??
Kagome estava preocupada, mas Inuyasha já estava quase passando mal de tanto rir daquele tombo ridículo.
-Ai.ai. Minha cabecinha. - rapidamente ele se levanta e começa a correr de novo.- O PRESENTE!!! O PRESENTE!!! EU PRECISO DO PRESENTE!!!!
-Inuyasha, me ajuda com este animal fugido do zoológico! Segura ele!!!
Inuyasha ainda estava rindo, com uma dor imensa na barriga de tanto rir. Conseguiu se controlar e parou. 
Mas, olhando para a cara de Souta e aquele galo na cabeça dele, começou a rir de novo.
-Para de rir e me ajuda!!
Inuyasha dá um pulo enorme e agarra o garoto, que parecia realmente, como Kagome havia dito, um animal 
fugido do zôo.
-Afinal, Souta, que presente que é esse??
-Como que presente é esse?!? É O PRESENTE!!!!! - Nisso ele começa a se debater mais ainda e Inuyasha o solta, que cai de cara de no chão, formando um outro galo em cima do que ele já tinha.
-Se esse 'presente' é tão importante, se vira e vai comprar, não é?
O garoto olha para a irmã e vai correndo na direção dela, só que tropeça no caminho e bate de cabeça na quina da mesinha de centro, formando um terceiro galo em cima dos dois.
Kagome nem se importa e vai em direção a cozinha. O menino calça os tênis e vai até uma lojinha nos confins de Tóquio, em Akihabara.
Kagome se senta na mesa e começa a conversar com Inuyasha, que estava roxo de tanto rir. Kagome não se 
conteve olhando aquela cara roxa dando risada, começou a rir também. Inuyasha para de rir.
-O que foi Kagome, por que está rindo? - A cara dele aos poucos vai voltando ao normal.
-Nada não. hahahaha. Não é nada mesmo. hahahahahahaha!!!!
Depois de um bom tempo rindo daquela cara de trouxa que Inuyasha estava ela pára de rir e começa a 
aprontar a janta.
-Kagome?!?!
-O que foi Inuyasha?
-Você é que devia me falar. Por que estava rindo daquele jeito?
-Esqueça ta bom? Ah, amanhã é Natal e eu vou precisar da sua ajuda para fazer as compras. - Disse com um sorriso maroto na face.
Quando Inuyasha e Kagome já estavam quase acabando de comer Souta chega. Estava suado e todo 
esfarrapado.
-Cheguei.
-O que aconteceu Souta? Foi pra guerra?
-Não. Eu comprei os presentes e fui andar de skate. Caí rolando ladeira a baixo, fui parar num beco abandonado 
cheio de cães que perseguiram até eu ser atropelado por uma motocicleta que me atirou longe, que me fez bater de cabeça numa velha louca que começou a me bater com a bengala dela. Claro que eu fugi e daí o meu amigo passou de skate em cima de mim, eu caí em cima dum prego, rolei mais ainda na ladeira e caí em cima dumas roseiras de uma mulher louca que começou a jogar água em mim e a me perseguir falando que eu matei o gatinho dela  e fugindo eu esbarrei nuns garotos que começaram a tacar pedras e areia em mim falando que eu tinha matado a mãe deles. 
Resumindo, eu estava com uma velha, uma louca, cães e garotos me perseguindo além de estar com um prego 
fincando na minha bunda, espinhos em todas as minhas costas e encharcado. Precisa dizer mais?
-E o presente, onde está?
-Aqui. - disse mostrando uma sacola novinha para eles.
-Vai tomar banho e depois vai comer. - Disse Kagome.
-É, nós não estamos nem aí pra sua vidinha medíocre.
-Vocês não tem coração!!!!
-Claro que temos, senão não estaríamos vivos. - Disse Inuyasha sarcasticamente.
Ficou escuro. Todos já iam deitar quando Souta começou um novo escândalo falando que queria esperar por 
Papai Noel. Claro que Kagome e Inuyasha tiveram que concordar, o garoto quase tinha morrido naquele dia, 
pobrezinho.
-Tudo bem Souta, nós esperamos ele com você! -disse Kagome.
-NÓS??? Eu nunca concordei com essa besteira - Disse Inuyasha, que não concordava com ter de ficar a noite 
inteira acordado esperando Papai Noel.
-Por que não Inuyasha? - Kagome sorriu com grande meiguice.
-Tudo bem. - Disse se jogando no sofá.
Kagome mandou Souta se sentar e esperar ela um minuto. Rapidamente ela voltou com uma pilha de cobertores. Souta puxou a poltrona para perto do pinheirinho e se cobriu com 3 cobertores. Kagome ficou sentada no sofá ao lado de Inuyasha, conversando. Quando o relógio bateu 23h00 Souta havia apagado.
-Viu? De que adiantou ficar esperando Papai Noel se ele nem agüenta esperar?
-Inuyasha, ele é uma criança.
Continuaram acordados como se fosse uma obrigação. O relógio bateu 24h00, era oficialmente Natal.
-Pronto, Kagome. Papai Noel não veio.
Ele olhou para o rosto da menina. Ela estava morrendo de sono. Sem entender por que, ela deitou-se no colo de Inuyasha. E adormeceu. 
Era tão bom vê-la dormindo, tão serena.tão linda. Inuyasha sabia melhor do que ninguém o que sentia 
por ela, mas não tinha coragem de dizer. Pensando nisso adormeceu também.
Na manhã seguinte.
-Mana!!!! Menino-cachorro!!!!
-Hã??? O que foi Souta?? - reclamou a colegial um pouco sonolenta.
-Papai Noel veio, Papai Noel veio!!!
Kagome se levanta do colo de Inuyasha um pouco vermelha e, quando o olha, cora de vez. Só agora havia 
se dado conta de que dormira no colo dele.
Os três olharam para o pinheiro. Realmente, havia um presente lá.
-Por que eu não ganhei nada? - Disse Inuyasha confuso.
-é só para crianças Inuyasha. Mas você vai ganhar algo!
Kagome saiu correndo em direção ao quarto dela e voltou rapidinho com um embrulho áureo e prata nas mãos.
-Abre! Não é muito mas é de coração.
Inuyasha leu o cartão:
- "Inuyasha: a vida até parece uma festa, em certas horas, isso é o que nos resta. Viva esta festa da vida como se não houvesse amanhã e viva cada amanhã como se fosse pra sempre, sem nunca se esquecer do mais o 
importante, o Amor. 
Da sua Kagome"
Cuidadosamente vai abrindo o pacote.
-Por que escolheu um pacote nessas cores, Kagome?
-É que você tem olhos dourados como o sol e cabelos prateados como a lua. Me inspirei. - Disse corando.
Ele se calou e continuou a abrir o pacote. Era uma caixa em forma de coração. Abriu a caixa e viu uns bombons caríssimos e deliciosos (sabe aqueles que você come um e não consegue mais parar?).
-Obrigado Kagome.
-De nada Inuyasha. Eu queria te dizer mais uma coisa...
-O que foi??
-é que. Souta, vai preparando o café?
-Ta bom mana, eu vou. - Disse todo feliz carregando a nova bola de futebol.
-O que foi?
-é que. - se sentou.- já que é Natal, eu queria, queria dizer que eu.
-Continua.
-Que eu. te amo muito.
-Kagome. - Ele não esperava por aquilo. Não tinha palavras. O que faria? Nem sequer um presente de Natal 
havia comprado ou arranjado para ela. Até que teve uma idéia.
-Kagome eu também.
A menina ficou vermelha. Não esperava que ele dissesse aquilo a ela.
-O seu presente de Natal.
-"Ele não comprou nada. mas não tem problema. Pelo menos ele está aqui comigo."
-Sou eu. Está bom?
-Você?
Ele abraçou Kagome com força. Sabia que a amava e que ela sentia o mesmo por ele. Estava quase explodindo de alegria. Se trocaram e saíram. Foram até uma colina e começou a nevar. Apreciavam aquele momento como nunca, porque, afinal tinham que viver cada dia como se não houvesse amanhã e viver cada amanhã como se 
fosse para sempre.
Se abraçaram e desataram o tão esperado beijo. 
Um beijo doce e suave que foi aumentando. Sabiam que aquela era a prova mais concreta de que o amor entre 
eles era puro e que a chama dessa paixão jamais se apagaria, por que ela foi acesa nesta manhã de Natal, talvez a mesma do livro que Kagome lera, 'Tóquio de Cristal'.
 
 
 

Notas: O que acharam dessa fic? Eu pessoalmente gostei. 
Me mandem sugestões e opinões pois sem elas não posso escrever! Mandem tudo! E feliz Natal adiantado pra 
galera valew?
B-jus 
Sweet Kagome  
 
 


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