Ardor Oculto  
Ardor Oculto


 


Ardor Descontrolado 



  

Conversavam com desenvoltura, e entre uma taça e outra, a empolgação e o entusiasmo aumentavam gradativamente....assim como a ardência, e o desejo profundo e hipnotizador, que já transparecia claramente.A cada olhar, e gesto de mãos, cada vez que as mãos deslizavam delicadamente pelos sedosos cabelos desgrenhados pela face, ambos estremeciam, e sentiam um calor penetrante e incontrolável subir pelo peito, e permanecer queimando ali.
-Ken-kun, porque não demonstra suas habilidades pra mim???-disse, num sorriso abobado, contrastando muito com ele, realmente.Ken começou a ponderar sob a possibilidade de que Omi não estivesse mais tão sóbrio, e que o vinho não lhe fizera muito bem.Mas não deixava de ser uma oportunidade alucinante.
-E porquê????Parecia tão rígido com essas coisas..-perguntou, meio descrente, meio maquiavélico.-Num encontro de amigos não se fazem esse tipo de coisa.
-Mas foi você mesmo que disse que esse seria um encontro normal.-ponderou, num ar inteligente, e perspicaz.Levou a taça aos lábios, deixando-os rubros e uma perdição para Ken.-E eu já mostrei uma “cantada” que costumo usar....é sua vez..
-Tudo Bem...mas não vá espalhar.-aconchegou a cadeira mais próxima dele, estreitando os olhares, e a distância parecia mais curta e aconchegante que nunca.Ken se alarmou quando sentiu o calor abrasador que emanava do corpinho de Omi, que sorria adoravelmente, num ar tão doce e angelical, que o deixava mais atraente e tentador que nunca.
-Okay...
-A propósito, Omi...No que estava pensando, hein??? -disse, num olhar desconfiado e sensual, que fez os nervos de Omi retesarem.
-Ora, nada!-as bochechas afoguearam violentamente de novo, parecendo uma chaleira em ebulição.E obviamente, Ken havia notado, pois seu sorriso debochado se alargou.Omi decidiu entrar no jogo, pra ganhar.Queria reverter a situação a seu favor, embora não acreditasse muito que Ken deixasse barato.-Porque??O que VOCÊ estava pensando???Parecia tão distante.
-E estava mesmo.-admitiu, um laivo de ironia e malícia nos lábios risonhos.
-No quê?
Em resposta, tomou a face de Omi entre as mãos.Sua pele alva parecia divinal, e o  mero toque fez a respiração de Omi se esvair.
“Cadê o ar?”-pensou, atônito e ao mesmo tempo inebriado pelo aroma masculino e almiscarado que emanava de seu corpo, o que o fez estremecer.
-Em você.-disse, sem uma ponta de vergonha.Sorria com calor para Omi.O pulso do l